Biografia
Lista de Poemas
Noite e você nos ventos
A lua regra ilumina o jardim o silêncio cultua à noite que sobe as escadas e cerca-me e nas fronteiras da sala ate o quarto a solidão passageira com passaporte da minha alma salta na margem
deste mistério neste ser invulnerável que desliza por entre sucessivos muros de medo e á dor escondida sob a luz do luar
Ar asfixia os sonhos do passando veloz o celebro tenta guardar as lembranças e vigiar, mas em vão, pois sou eu o ladrão de sonhos dos próprios objetivos arrastos a âncora no coração no escape impossível
Em vôo de danças de pensamentos
Porto inseguro no cais tardio transeunte e entre as sombras de desespero como fantasia enfeitiçada
Tem dias de golpe em galope de chuva você gostava da
EN-chuvaradas
Hoje atravessando muitos, confusos anos te esperando para sorrimos de novo tantas cartas de despedias e você não ver
Doar os dais e dar mergulho nos pontos profundo do passado
a lua está lá desorientada e confusa...
A pintura da sala como papel de parede amarelo desbotado
Um trio de cadeiras e um espelho estrábico na janela da cozinha
Nós no entremos disso tudo o reflexo enjoado a minha sombra com lâminas doces
Abrimos o abismo com estardalhaço os reflexos de mim na noite que se espalham pelo chão frio no reflexo da cerâmica gelada
A noite não respira enclausurada de um ar sufocante e parado...
Imóvel vejo a joia adornada de estrelas num negro bojo do céu a alma arde, como uma gota dourada de mel e fel a tenra lua e de luar em luar
Sol bronze
O tempo escorre nas sombras da tarde o repouso nas nuvens que se enferrujam no bronze do sol... consumido lentamente no horizonte
Os ventos arrastando nas pausas do silêncio no ranger preso na poesia encostando-se devagar encosta o corpo verde de uma palavra avermelhada que toca no crepúsculo virando cicatriz de luz...
O outono respira em folhas laranjadas e cinzas...
espalhado me como cartas que o tempo rasgou...
Poemas em folhas secas despedidas que o tempo carrega meu mundo afunda num ritmo rumor a estação esquecida...
A chuva cai tão doce e suave você em cada gota no telhado
é um toque morno que falha... quase sinto mas você não estar aqui... um afago as mãos procurando frenesia tateando tua pele em vão
A caneta desliza sussurra você em lembranças que não escrevi... o telhado canta uma saudade surda
Vinho e deprê
Escrevo os pedaços do nada
espreita a morte entre as sombras asas ao redor da noite calada deixando gostas grosas e rastos frios invisível que ocupa o meu ser...
Neste fim tarde pardacenta o mundo de tristeza remendando os sonhos que doem-me tal angustia...
Vislumbro o que a alma já escutava antever o clamor das memórias roídas quase esquecidas de como sombras que apagou alucinada escuridão alojada a nostalgia sem cura todas as noites tatear as cicatrizes do coração morder a própria alma...
Mente de ruídos rumores delirantes, lembranças com cheiro a saudades o tempo estagnado sem armadura, cheios de tormentas
Ela tenta semear sonhos que a minha amarga dor come antes da semente germinem... fôr lua cheia, rara tão bela sem propósito das madrugadas sob a lâmina cortante...
Alma deste ser desnudo que latejar este sentimento versos imprimido destas insanas letras poetizo-me sob a pungente dor deste vazio...
No esboço de sangue de tinta esborratada escorre no papel folha ainda suja de vinho...
Talvez lê-me seja um confuso borrão...
Preço da poesia
Poesia pintou nas pequenas palavras do português pirata da prosa
que pintava as portas e as paredes portais passado e do presente... Porém perdeu a paixão e pediu para parar porque preferiu pintar panfletos de poemas...
Rock Roll o poema é em Carne Viva
Os óculos do Jhon brilham como duas janelas tortas onde o mundo se reflete quebrado, meio psicodélico, meio febril, parecendo que cada lente segura um universo pronto para desabar num acorde de guitarra...
O olhar Pholl atravessa a madrugada, um farol embriagado de sonhos velhos, que não sabe se procura um rosto que foge nas letras mas olha e isso já é canção é a música então ele vem na fumaça do tempo Kurt Cobain, fantasma de flanela, soprando cinzas de tristeza...
O palco que nunca dorme a Nirvana vibra no ar como um uivo elétrico ulula a pólvora escorrendo pelas mãos dele
sem apavorar ninguém porque o público inteiro já nasceu queimado...
No canto da lembrança, Axl Rose abre a garganta
e solta pétalas afiadas; cada grito do Guns N’ Roses
é uma faca cantando amor e desespero.
Slash, com a cartola do caos, desenha labaredas com seis cordas,
e o solo ruge como um lobo faminto rasgando a própria lua.
Os Beatles passam flutuando, vozes de ouro velho,
costurando paz sobre o ruído, como se Lennon ainda sussurrasse ao mundo:
“o amor é simples, somos nós que complicamos…”
O rock sabe ninguém aqui é tão simples somos mais complicados que nossos próprios nomes
Os Stones chegam cambaleando, bocas vermelhas de noites sem fim, e Jagger gira o corpo como quem desafia o tempo a quebrá-lo.
Mas o tempo, covarde, assiste de longe.
A solidão dança descalça no meio do palco, batendo palmas lentas, irônicas, porque ela sabe que todo roqueiro
é uma catedral rachada cheia de eco, cheia de sombra, cheia de amor que nunca encontra casa.
E o amor… esse amor platô, esteira infinita onde os dias se arrastam, onde dois corpos nunca se encostam
mas sempre se procuram.
É um amor sem toque, mas com incêndio suficiente
pra iluminar a noite inteira.
O rock roll segue girando, engolindo fumaça, luz vermelha,
gargantas que se partem, corações que não voltam.
E cada banda, cada verso, cada ferida vira tijolo na catedral do barulho perfeito.
E no fim, quando o último acorde se cala e a cidade respira em silêncio, fica só aquela sensação antiga que a música não salva todo mundo… mas salva você sempre que precisa ser salvo por uma nota de uma guitarra
Crepúsculo de uma tarde tétrica
Estas nuvens violentas que se enferrujam rasgadas no horizonte nas asas dos ventos velozes feroz a tonalidade de um tom medonho o alaranjado solitário mesclar ao vermelho aquarela... que se derranca delindo devagar...
Estar tarde tão tétrica já anuncia as chuvas de agosto neste ano passado... Amor deserto desalma a minha 'lama desarmada desamar
O sol alucinado nasce do outro lado da rua manhã vejo no olho da primeira luz que escurece como no dia coroa a tardia e tardo perceber o anoiteço ardo...
As montanhas governam o oeste e nas pegadas cheias de ecos passos deste peregrino nos caminhos pergaminhos e escritura á morte sul cativo o meu norte um escape
Era tudo tão cedo e levando navegando passaram se tudo o tempo empurrava e agora resta-me o cálice de fel cheios de ainda tempo
pontes agudos perfura-me olhos na mesma sintonia corto a pele para ver se ainda me sinto esta realidade sem sabor como isopor
cheias de espaços de lacunas não preenchidas coração motor tenta na diagonal transversal esquivando ate a menor distância entre estes dois pontos
Curva o tempo sobre o abismo do coração perdura e logo se aproxima e nos reduz se um verso ao outro a rima sem olhos e já sem luz... transcendem o translucido de qualquer medida de tempo
o além e mais uma falta sem as pausas do amor
Falta á cor do luar de barro sou feito da argila que arde viva
neste fogo sou prisioneira do querer e sufoco sem agilidade do ar oxida o meu oxigênio neste frasco frágil
Logo os meus ossos âmbar naquela curva do tempo lamentaram os deuses do amor e és o momento amarelo e és a lua no fragrante
elaborará o meu eu como lembrança do poeta que cantava o socorro no céu e entre as estrelas saltava nas galhas do tempo
O Turco de Marselha
Historia do turco de Marselha
Minha historia começa muito tempo atrás
mais contarei parte dela em capítulos mas esta parte da minha vida merece se relembrada
Por Charlanes Oliveira Santos
Capito I
A chegada do turco à Marselha
Aurel Bogdan Ovidu filho Basarab Laiotá
chegado em a cidade Marselha dava para ouvir de longe os gritos dos pescadores bem longe da margem era forasteiro aprendi á língua com á minha mãe Luna Ayana Helena de Dubois " cidade Bram Stoker nos arredores Castelo de Bran era com se eu estivesse lá" chegando no leito do rio a calçada alta os bacos ancorava perto das pedra piquetes de madeira fortes sustentava acosta eu queria ficar alir perto da margem não queria domina tudo ali já era suficiente para um ambicioso forasteiro Vieux Port Canebiére ao pé da rua logo desembarque o pescador Luan Vargas de Lincoln senhor hospitaleiro me ajudou com à bagagem por apenas 5 Francos com disse ficaria na margem muito couro a se curado e não seria difícil arranjar lugar pata tanta coisas oitenta e oito por cento da pequena embarcação era minha barganhem então fizemos negocio ali mesmo Senhor Luan já avançado na idade e a temporada de pesca acho que não era boa sorte da minha parte comprei o casarão vizinho da casa dele o espaço era limitado mais o salão de loja era imenso achei melhor ganhar o desconto do transporte e organização das bagagens como disse seria uma ambição do comichão da preguiça falando estamos casados firmamos o acordo mediante o pagamento de boa fé e alguns dobrões de ouro e prata e dirigimos ao cartório as corporações de ofício medievais eram seguidos dos artesões e produtores pescadores e os dias seguintes acho que meu coração já sabia de mais que meu ambicioso pensamento de enriquecer a filha Luana filhado Luan quase remetendo o nome da minha mãe achei melhor encosta a cabeça ali por um tempo
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Minha história começa muito tempo atrás — tanto que os séculos já não me pesam, mas se acumulam em mim como poeira de eras esquecidas. Conto-a agora aos pedaços, porque a memória de um homem que viveu quase mil anos é como um vidro quebrado: ainda reflete, mas nunca por inteiro.
E, no entanto, esta parte… esta parte mereces ser relembrada.
Meu nome é Aurel Bogdan Ovidu, filho de Basarab Laiotă, um senhor de terras da Valáquia — e de algo mais sombrio que corria nas veias dele.
Minha mãe, Luna Ayana Helena de Dubois, era francesa, filha de camponeses de Luberon. Foi dela que herdei o que tenho de humano; dele, o que nunca entendi por inteiro.
Sou fruto de uma união impossível: um homem que nunca morria, e uma mulher que acreditava em milagres.
Não sou vampiro. Não preciso de sangue. Como pão, sinto fome, sinto frio, sinto desejo.
Mas não envelheço como os outros.
E isso basta para me condenar a uma eternidade de partidas.
Quando cheguei à cidade de Marselha, no ano de 1327, a Europa fervilhava em rumores de guerra e comércio. A França cambaleava sob a sombra das tensões que, anos depois, explodiriam na Guerra dos Cem Anos.
E ainda assim, ali, no Vieux-Port, a vida parecia simples.
Eu ouvia de longe os gritos dos pescadores antes mesmo de a embarcação encostar. O vento carregava cheiro de sal e couro curtido. Os barcos dançavam na maré, presos por piquetes de madeira tão antigos que pareciam fazer parte da própria rocha.
Era um forasteiro… mas não completamente estrangeiro. Minha mãe me ensinara o francês quando eu ainda era criança.
“É como se eu estivesse lá”, ela dizia com saudade, olhando para o horizonte que jamais voltou a ver.
Desembarquei carregando mais sonhos do que posses. O pescador que me ajudou com a bagagem, Luan Vargas de Lincoln, era um homem de fala mansa e braços fortes marcados pelo sol de cinquenta anos de mar.
Pediu apenas cinco francos pelo serviço, mas ofereci mais. Ele recusou.
— "Sê forasteiro, mas tens coração limpo. Isto basta." — disse ele.
Conversamos, fizemos negócios, e em poucas horas eu havia comprado o casarão vizinho ao dele, uma construção de pedra com um enorme salão na frente, perfeito para loja ou oficina.
O velho Luan precisava de dinheiro — a temporada de pesca havia sido dura — e eu precisava de um começo.
Pagamos dobrões de ouro e prata, firmamos o contrato no cartório local, e naquela noite ele me convidou para jantar.
Foi a primeira vez que vi sua filha, Luana.
E ali, ao ouvi-la rir perto do fogo, percebi algo que não sentia havia muitos anos:
A vontade de ficar.
Mas homens como eu não ficam.
Não por muito tempo.
Capítulo IV – As Correntes do Mediterrâneo e a Voz que Vem do Futuro
Quando deixei a França para trás, o mundo mudava como nunca antes.
Era o início do século XV — a Europa se preparava para guerras, cruzadas tardias, disputas mercantis, expulsões e fome.
Eu seguia sempre em frente, mas pela primeira vez senti que alguém me acompanhava.
Não nos séculos antigos, mas no futuro.
E tudo começou numa noite em que o mar estava tão calmo que parecia vidro. 1. O Primeiro Sonho: 2012
Dormia no convés de um navio mercante rumo à Sicília quando ouvi uma voz que não era do meu tempo.
Uma voz firme, quente, ritmada como versos.
— “Aurel…”
Abri os olhos — não no navio — mas em um espaço que não tinha paredes, nem céu, nem chão.
Uma bruma luminosa envolvia tudo.
Ali estava ele:
Charlanes Oliveira, um homem de roupas estranhas, com um brilho inteligente nos olhos, nascido num tempo que eu ainda não conhecia: 1982.
— “Não sei por que estou aqui…” — ele disse, olhando ao redor.
— “Mas venho sonhando contigo desde 2012. Toda noite caio nesse lugar.”
Eu não tinha respostas.
— “O sonho não é seu, nem meu.” — respondi.
— “É uma ponte.”
A partir daquele dia, nossas vidas ficaram ligadas por aquilo que ele chamava de sonho — mas que eu sabia ser algo mais profundo, quase espiritual.
Como se uma parte de mim vivesse nele, e uma parte dele encontrasse abrigo na minha consciência.
2. A Verdade Sobre as Visões
As visitas continuaram.
2013.
2014.
2015.
E seguiram até 2025, sempre durante o sono dele, sempre em noites em que minha solidão pesava mais do que a lua.
Charlanes vinha de um mundo acelerado, cheio de máquinas, telas, velocidade.
E ainda assim, naquele espaço onírico, ele falava comigo como se estivéssemos frente a frente em uma taverna antiga.
Conversávamos sobre tudo:
o peso de viver séculos
o medo de amar
os conflitos do presente dele
minhas guerras e perdas
o sentido da existência
a poesia que ele escrevia
e aquilo que nenhum tempo consegue destruir: a alma humana
Eu lhe contava sobre o cerco de Constantinopla, sobre as rotas do Mediterrâneo, sobre a forma como homens aprisionavam outros homens — e como eu libertava quem podia.
Ele me falava das coisas do mundo dele:
Da luz elétrica, dos computadores, das guerras invisíveis feitas por informação.
Do amor moderno, rápido, passageiro.
Da fome por sentido.
Às vezes ele ria, às vezes chorava.
Às vezes eu queria ficar ali, nas palavras dele, onde o tempo não me perseguia.
3. As Noites em que o Poeta Ultrapassou a Gravidade
Houve noites — e poucas pessoas no mundo acreditariam nisso — em que Charlanes viajou tão fundo nesse sonho que ultrapassou o lugar etéreo e entrou dentro da minha memória.
Ele viu o porto de Marselha como eu o vi.
Sentiu o cheiro da peste.
Ouviu Luan morrer.
Viu Luana chorar.
Ele caminhou comigo pelas florestas da Transilvânia.
Tocou as pedras frias do Castelo de Bran.
Sentiu o medo da Igreja na minha pele.
Em algumas noites, ele tentou ver além — ir para outros tempos, outras vidas, futuros possíveis.
Mas era puxado de volta, como se a gravidade do sonho fosse uma força que o prendesse a mim.
— “Por que sempre volto para você?” — perguntava ele.
Eu não sabia ao certo. Mas respondia:
— “Talvez porque alguém precise contar minha história.
E talvez só você possa.”
Ele sorriu.
Era o início do que, séculos depois, se tornaria este livro.
4. Aurel, o Libertador
Enquanto nossos sonhos se cruzavam, minha vida nos séculos antigos seguia seu curso.
Viajei para o Mediterrâneo e me tornei algo inesperado:
um libertador de escravos.
A rota marítima entre o norte da África e a Europa era cruel: navios carregados de homens e mulheres capturados, vendidos em mercados desumanos.
Usei meu conhecimento, minhas forças e minha condição quase imortal para atacá-los, libertá-los e escondê-los em ilhas seguras.
Durante uma dessas missões, encontrei uma jovem judia sefardita chamada Adira, expulsa da Espanha em 1492 com milhares de seu povo.
Era forte.
Era sábia.
E via em mim algo que não ousou nomear.
Mas isso pertence ao próximo capítulo.
Antes de acordar naquela noite, o poeta Charlanes apareceu uma última vez.
— “Aurel… você vive demais.” — disse ele.
— “Mas alguém tem que lembrar.”
E desapareceu como poeira de estrelas.
UM DETALHE
Só tenho 19 capítulos prontos e com ideia do filme tive que parar de escrever por um tempo
Estar escrito e é minha escolha
Havia migalhas na estrada de tijolos amarelos e desviar da toca do coelho mesmo quando vem a tormenta esconder dentro do guarda-roupas pode nos levar ao mesmo lugar...
Neste momento descrevo as virtudes que somos dotado
e ser vivente que ama e sem ela faz morrer...
Mingua a lua entre as cinzas nuvens dramáticas
Tais dias faz enobrecer a virtude do amor deste mundo tal que ostenta-se brilhante e majestosa esperança
Seus dotes frágeis se vão nas asas do tempo...
O mar agitado e nas brumas que vem delir que se erguem do horizonte silencioso à noite escupida bem ali onde o amor se esfuma, lento, como um sopro antigo tecendo arabescos invisíveis na penumbra... onde o coração agoniza em clarões de ternura.
Há um frémito etéreo que atravessa a pele, um rumor quase sagrado que se derrama feito névoa de lembranças incandescentes,
tocando a alma com delicada ferocidade.
E quando o tempo se dobra sobre o peito, as emoções afloram pungentes, irrefreáveis como águas que transbordam de um vaso cansado, chorando o que se perdeu e o que ainda queima.
O amor, esse ser de névoas e arrebol, persiste no entreluz de cada gesto calado, envolve, fere, consola, dilacera, redime, e nos deixa exaustos e despedaçados
Porque amar é deixar-se dissolver aos poucos, esfumar-se na vastidão de um outro olhar, renascer do pranto em claridade súbita e, mesmo ferido, desejar permanecer.
Tempo entre as estrelas
Onde a eternidade respira nas dobras silenciosas do tempo
Aqui em baixo das estrelas onde a noite cria asas... eu busco-te entre as sombras e encontro-te nas chamas do desejo metade sonho, metade ferida
Como Shakespeare, desenrolo o coração num palco onde cada suspiro é rei e cada lembrança sangra em monólogo...
O seu tempo é como na manhã dia intercalado o musgo da noite chuvosa murmura entre as folhas mortas e galhos apodrecendo...
Toda a beleza é breve, e mesmo assim domina por um tempo
E eu perdi-te no perfume escuro da saudade
como o caminho da noite como quem segue uma trilha de luz da lua rasgada sobre a água...
Os deuses nos inveja por se efêmeros como as folhas caída é uma memória tua, amarelada, que insiste em se viva em cada espaços e vou levando em cada passo esquecendo a sua face...
O caminho havia um amor a estrada de instantes...
Em cada sussurra no vento parado estático e sobrepõe a pausa e no doer desgarra em movimentos
E eu sou silêncio mais barulhento que arde em ruído em noite durar onde todo o noite pareço escrever o último verso...
Escuta a noite que desce lenta no véu tecido
pelas mãos de um destino antigo...no incêndio quieto,
um fogo que não tremula e arde inteiro em secreto e em cada faísca reorganizar ao redor da tua ausência... parece costurada nas sombras reconheço a tua silhueta entre murmúrios de uma jovem ao longe como se o destino encontra a própria origem de ferir-me pela janela toda a vez...
O universo dobrar-se diante de um único nome — o teu talvez eu seja o amor o cúmplice da eternidade... sussurro para mim mesmo liturgia da saudade... Em presságio antigo
Há uma escuridão que me conhece pelo nome...
os sons deslizam nas fendas da alma, sua pele e toda textura está lá...como vírus esgalhando nas veias e vasos mais profundos...
Dentro da chama dentro dela tua sombra se move ate na respiração dela lenta, delicada, inevitável, ansiosa o próprio destino dança no ritmo seu... nos suspiros fragmentos teu no amanhecer
é tão nítida você por um instante... prisioneiro feliz condenado voluntário da memória do teu corpo...
Não se explica a ferida que pulsa a lembrança do bálsamo que consola o tormento doce escolheu-me...e antes mesmo de eu existir se curva e costurar por fios escuros e sol não mais alcançará
Por ti é rito da liturgia do amor que atravessa a carne e invoca e desperta espírito adormecido.
Muros e murmúrios
Pele exposta procurando respostas mãos contra o muro grafito poemas no escuro no delírio do poeta obra lírica são tantos delírios lúcidos que a caneta não conserta talvez no concerto no concreto perfeito abstrato… de passados pássaros empoeirados pássaros energizados e besta elétricas
Sou o poeta que escreve fumaças, das sombras das noites
o artífice do invisível, do impronunciável,
e cada verso é um risco que sangra sobre o concreto,
um concerto imperfeito tocado por dedos trêmulos.
A obra lírica nasce torta,
mas vive
pulsando como ferida aberta
que se recusa a cicatrizar.
São tantos delírios lúcidos
que a caneta não conserta,
porque há verdades que não cabem
no gesto estreito da palavra.
Então deixo que o verso caia torto,
que se contorça, que respire por si.
Talvez, no concerto do impossível,
o concreto se torne perfeito-abstrato,
matéria que se curva à emoção,
pedra que aprende a sonhar.
E quando fecho os olhos, vejo passados,
pássaros empoeirados que ainda voam lento,
com asas presas no tempo fugaz, mas asas feridas, ainda assim sobre mim
Depois surgem outros, pássaros energizados,
rasgando o céu como flechas elétricas,
relâmpagos vivos em rota de fuga,
feras aladas que berram luz
para acordar a noite.
E eu, entre poeira e faíscas de e se?
Sou o fio desencapado do próprio destino, a besta elétrica do coração inquieto...
Tentando traduzir o caos, sentir o mundo com a pele em chagas, ...; "Chau" alma nua e transformar dor em verbo destes delírios triviais ressoando sons...
No fim, apenas escrevo porque escrever é a única resposta
que as minhas mãos encontram o solido mundo fisco do abstrato
quando se apoiam no muro do silêncio e pedem que a poesia abra uma porta de luz neste emaranhados de linhas deste mundo de possibilidades que salto para alcançar...
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