Biografia
Lista de Poemas
Poesia é voo dos pensamentos
Quero içar voo mesmo que o tempo negue-me o seu rosto mesmo que as minhas frases se partam como vidraças no impacto de cada instante...
Até que o verbo use-me e eu seja apenas impulso supura o coração que bate disparado e parado estático o corpo e a alma, e o espírito:
inquietude...
Em cada pensamento acelerado o ar de um peito sufocado e apressado o tempo que anda ligeiro preocupado em fazer passar
todos os temas que esqueci...
Mas eu insisto: sopro brasas antigas, faço do silêncio um pouso,
faço da pressa um ritual da rotina diária...
Há um tremor que anuncia tempestade e mesmo assim ergo os olhos como quem cisma em tocar o céu com dedos ainda manchados de estrelas e fascinação
Há um grito velho que me atravessa, um eco de páginas que nunca escrevi e exigem agora o meu nascimento das cinzas fenix fixo meu eu
E eu falho, febril entrego o corpo às sílabas, entrego a alma ao que pulsa, você...; aceito que não há retorno... quando a palavra decide existir... a bola de energia dos cosmos trabalha em segredo: "Não é sobre você"
Queimem-se então as dúvidas, queimem-se os atrasos, atrasados que se pulverizem os medos no rastro luminoso daquilo
que finalmente ouso sentir...
E se cair for o preço do voo, que eu caia em poesia, que eu me estilhace em verso no vidro de cada reflexos o seu que o mundo me recolha como quem recolhe faíscas centelhas pedidas para reacender a própria vida no emaranhado de estrelas
Porque cada linha que nasce é uma fresta de eternidade, e cada rima encontrada é um pedaço de mim que enfim aprendeu a respirar.
E enquanto o coração supura, enquanto o tempo corre,
eu sigo intacto e ferido erguendo palavras como asas,
até que o céu, enfim golfão das cinzas do luar
Versos trincados
Cantor o peito dos poemas e poesias, e falo da morte antes que a vida da o ultimo suspiro que ache ainda a minha língua miúda húmida que foge dos grilhões do aço dos seus capitães
Ser por mares nunca de antes navegados dos ventos que não foram ainda soprados
Ela na seda das sombras entre o véu seus tentáculos tateando nas surdinas a espreita pra livra-te de sentir mais dor
Passaram ainda além da alma sublinhada em perigos do só...
E remota edificaram novos amores que tanto sublimaram destas memórias que foram dilatando...
Crer no destino aos sons de lábios viciosos que a carne andaram devastando o engano temporário obras valorosas e se libertando
Cantando e de tanto ajudar-me o engenho e arte... fui-me espalhando sem querer espalharei-me por toda parte...
Nada que cessem os lábios destes amores que fizéramos e
Cale-se de suspiros que trajamos e hoje nesta derrota era a fama daquelas vitórias que tivéramos...
Cantava eu peito-o com à luz ilustre das estrelas ilustrado de um amor netuno não neutro nos toques obedeciam ao corpo aprisionado livre...
E cada espasmo em êxtase eu cessava tudo o que a Musa antiga cantava hoje busco valor mais alto se levanta...
Alma minha crio um novo engenho ardente de amor poesias
e sempre num verso de palavras caladas som alto mudo e surdo...
Costuro nos céus um estilo grandioso da corrente nas vossas almas e águas deste afluente ordene o compromisso de amor
Se a fúria que me deras sejas sonorosa e as aguas canoa do agreste haverá um canto de flauta aguda... e o silêncio da triste tumba do amor seja a lembrança feliz sem nunca um adeus mais um ate breve...
E no peito acende o vermelho cor do amor e que em do gesto preserva o amor dosada de paixão
Aos anjos pedirei: dai-me igual canto com feitos e efeitos do amor e na famosa flor que se espalhe o meu canto entre as estrelas
Sublime o valor cabe em cada verso preservo à antiga liberdade
a esperança ramo florescente da árvore amada nascida dos raios do Ocidente...
O seu beijo que bebo deste licor do santo rio de tu majestade e nesse tenro gesto prêmio vil, porque me deixaste?
E agora tenho os meus altos quase eternos.
Veleiro de estrelas
Num rosto de pálida face fácil uma voz que chama os mortais os lábios sucessivos que arrebata o tempo cega e suga este poeta rouxinol que deposita a alma na urna, E envolto do tempo o frasco frágil preservado vive anos longe e regressa mudado com a sua eternidade ó fugitivo da tristeza
Foste o fogo que arde no pânico da memória e os amores encanados ela tão diferente e mente limpa em branco nova vida das dezessete vezes só consegui, converse-la oito; sete uma delas ela acreditou, mas não ficou sou romântico, mas mal conquistador
As cinzas das glórias que me defende da vocação que implica á ninguém desengano lavar e o parasita que escreve tarde de temor que vivo das sombras recolhem defendo impaciente
o apetite de ser mármore e olvido nas entranhas da terra sucumbido ser já vivido
A dor do irreparável a espada cruel que alimenta junto o junco do rubro e globosos brancos e lança transpassado alma
Sem e somente á esperança não em faria fazer despojado despejado mundo adverso sem verso calado escorrego pelos cantos cantando os gritos do violão selo nos acordes do pino digital na tela azul côncavo no ontem profundo...
Os livros lhe restou a fórmula de saber sofrer que deixa na memória o formato retém o desdém sem sentido sentido algum
apenas títulos enfeixa os ecos frouxos do abandono sem ouro
Passos que levar à queda lento prisioneiro de um tempo sonolento registro o meu nome na aurora custeado e pelo ocaso
de verso em verso lavro o insípido universo você só o meu...
Limaram os semblantes da tela azul ao vermelho são agora como uma névoa uma voz inútil no espelho que miro e migra
ate as cinzas no jardim aspiro uma lúgubre rosa em meio à trevas nirvana no tear ficarei lá em repousa neutro a deriva entre as estrelas por um tempo se decidir não volta será o coma mais estranho vivenciado
Poesia e Jazz
Já se faz tarde sou fiador do Jazz nesta rasa madruga o vinho tinto intenso álcool mais presente a marca nobre ausentou se...
Ela já ficou no leito recolheu-se um tempo as flores embriagam a noite, elas têm disso... no filé a salmouras dos frutos dos vinheiros se o gosto mal passado não fosse tão evidente no rósea da carne o rosé do vinho não seria suportável
Pareço incompleto mesmo acompanhado da noite estreita o tempo turvo na força do esconder entre as nuvens lua a esquivar-se janela entreaberta a vidraça suada embarsada respiração ofegante...
Na companhia das palavras o Jazz cria sentido em versos tortos... vai deslizando escorregando na noite escamosas nas asas dos pensamentos nutridos à passas e carne delindo
Hoje crio poesia para reclamar declamar o desgosto que as coisas pedem o sabor; E si? Você voltasse sobre os ventos que caminha nas folhas secas no telhado com este chiado arrastado chuá chuá que quase escuto você dizer: Chau...
Tive um sonho que você retornou, mas estranho que mesmo você ficando por um tempo você foi-se como toda as vezes..., mas foi bom como uma lembrança do manhã...
Viagem ate você
O tempo arqueja suspira resfolega á noite que me consome
estremecer e crepitar e martelar minh'alma
Na noite chuvosa o céu risca dentro do lampejo labuta e ele transpira os meus dias amarrotados que segue amedrontando a espera ate parece um escape de ter o que pensar para não desgoverna os meus pensamentos acelerados e põe finalmente desfalecendo da criminosa noite por doze horas...
É como à locomotiva que voa no timbre do aço crepitando no ferro do passado fugindo veloz em círculos, apressada até o declive lembranças fumaça e cada um vagões vagalhões vacilão que se mistura tentando encontra a felicidade
O mar em pó e nas areias da vida com abrilíneas bétulas em conchas fritadas pelo sol... as coberturas doces maquiagem, aveludados mascaras de postar fotos de afirmar que isso é a felicidade criamos a mentirá que todos queremos acreditar
e o topo do mundo oco
Desço antes da estação e sopro o dente-de-leão amarelo, na beira dos trilhos ando para ver a vida e escrevo poesia, na verdade a vida sem cascas de pele nu e cru descapelado pelado para sentir a vida
Os dias verdejando com odores da primavera e ainda por crescer
jardim e uma poça refletindo as nuvens e reflexo do sol
Escrevo na espiração das colunas de um texto envelhecido os casarões nos cotovelos das calhas pássaros em Ouro Preto...
Você aprecia a necessária como alguma pintura fresca a sua pele esbranquiçada e cabelos vermelhos me fez vim de novo aqui
até as camadas de tinta verde irregulares nas paredes combinava com nós dois se você não é a cura e o que pode amenizar
A noite enroscada de sombra em queda da escada deslumbrando topo das bétulas no seu frio azul exílio dos lamentadores que se distanciam do propósito... vivo em cada reminiscência minha na quietude adversa, pois isso sempre de perdeu é imortal masculino e mesmo com eternidade e a morte invertida da beatitude decrepita alma insaciável
Paixão e lembranças
Qual seria a cena dos bons momentos e que diria vi sempre passar por aqui... e teve nestes sonhos havia um mundo que pasmem de graves tormentos...
E se na ópera espera o mais que me espantar os sons líricos bravata do tão vil ser
Posso ver você por dentro como o grande tear do destino...em cada idioma que canta mesmo nos sons fantasmas
Esperamos um amor que os sonhos possam nadar no mar e de tanta fantasia e contentamento alcançaremos a utopia destas frases em epifania ou só escrever pintar o céu em vez de risca-lo
Ah! quantos sonhos que buscamos em outros lugares em outros corações na velha locomotiva que guiar nos terras e casarões que nos conta historias sem dizer uma palavra...
No Luar da noite no ar que lembra ela...no timbre vicioso da sua voz sua pele jovens cabelos filho do sol beijo-te em outros lábios sangrei as palavras e as torci para dizer-te amo e hoje laço as paixões e agora para lembra do seu amor e em cada emoção de olhos bem fechados
Visão do nada
Me encontro perdido no escuro...
Bebo as palavras entre a luz artificial no rosto na noite
Tento poupar o peito sem escandalizar pela vergonha, mais vil estar mascará que grudou no rosto que já não é meu, já faz um tempo que o tempo mordeu...mas não sentir tanta falta como do seu, mas me acostumei com às nossas bagunças com foco com conforto da calma sem alma sem pressa ainda estou aqui pela afinidade com os erros...
Minhas escamas amarotadas sangra e perfura o coração em uma ponta solta que encravou... meus dias alucinado turvos de cinzas
prateada escrevo sem gestos acontece o pensar...
Poema grito surdo e mudo
O passado murcham os sonhos esvaziaram me e preencho o futuro de vazios...
Assombrado nos céus assobios o crepúsculo de cada verão como no choro da guitarra...; tem alguém aí?
A noite melancólica e lacrimosa a escuridão negra e indefesa nuvens suspensas impiedosa, recantos isolados no galho pássaro de poeira gorjeando uma canção para ti...
Quero as ciladas das noites do seu seio descoberto, noites que viajam nas caixas carregadas por pegadas nas estreitas vielas deita de pedras e ecos
O véu noturno de colunas de nuvens escurecendo a terra que na virada do dia o céu baunilha de curvas longas e sinuosas
a noite desfaz no céus feitos de crepe as ruas de tochas apinhadas de cânticos que elevando-se fortes e solenes a minha morte em cubos
E no vinho e rosas de lírios precoces palavras e versos sobre o ramos que pecou o fruto que era só nosso
O dia entre a noite naquele azul-escuro tão místico ir ate o silêncio e tocá-lo voar sobre á noite transparente e eu que sou tão sombrio vagueávamos numa noite sem querer meu sorriso forçado queria esta feliz naquela noite de pizza... me perdoa? me lembro da manhã que me ligará e fui groso não era eu...
Quero pendurar nas paredes e suspender o quarto e no reflexo do espelho recolher o passado
As vezes o pôr do sol é fumaça cinzenta sem lucidez o seu brilhante ofuscado e as torrentes do amarelo dourado do indolente e poente, queimado e se expandi em ar puros...
Meu poema sem sabor derrama no estridente som agitado e calado tal profunda tristeza que me apanha líquido terror o aroma inconfundível da uva cativa-me em gotas de solidão...
Escrevo durante o dia lembrado da noite escrevo de noite sentir do ela e como zumbidos dos ventos perturbados e as tempestades aqui dentro pensamentos aglomeravam ei! Então é quase agora...
As nuvem e os seus longos rastro no céu negro adoeci a morte os meus segredos oculta fantasmagóricos de sombras tão imóveis.
Havia um verso aquele que fiz para quem eu amo recônditos profundos e isolados ser
Dos cedros perfumados e dos pinheiros fantasmagóricos tão imóveis e delirante
Eu insondável sem hesitar escrevo amoroso e flutuante poemas sobre ti
Na torrente da lua crio domo sobre o céu amplo de extensão apropriada de um amor fervilhante
Entoo cânticos as vezes sons fracos deste frasco, panoramas de visões que perfura o crepúsculo e na penumbra da noites eu sangrado
Poesia no cinema
Ar alma nua na paleta tela em branco sincronizar o enquadro da cena que acena saltar aos olhos os encantos desta vida relatada nas palavras que não conteve e com nos sons da melodia canções artes colorida deste mundo que já fora preto e branco ate mudo e falava Charlie Chaplin a ousadia do dom arte, cenário que surge de repente e faz graça...O palco oferta e as máscaras que mentem para falar verdade...
Os nossos olhos enfeitiçados cheios de pendor que é comovente convicção que o mundo calou se lá fora e de tão nobre de fulgor e fascinante pleno de amor que contagia ator que alumia… cada conto historia choro e à felicidade se compelidos e no contraste de harmonia o espanto ou na surpresa amamos e odiamos o mesmo ator e tão viva em cada enredo atuação cria mundos e realidades...
A cada filme a centelha perdida que se foi ate as estrelas e a beijou e o ator retorna no novo personagem entre o sagrado e o profano
A realidade que criamos na paixão deste platô torcemos para o mau e o bem de cada personagem queremos tomar escolher o nosso lado ligeiro partido ou só esperamos o desenrolar do trama desta dramaturgia os olhos fitos em cada cena queremos que na acabe ou que acabe logo este sofrimento ou já esperamos a sequência as histórias que já faz parte de nos...
Ah em cada conto real ou fictício esperamos ver um pedaço de nos em cada personagem...
Ate enrugar as continas do teatro da vida e começa a nossa realidade
Cinema
A sala escurece, o tempo se dissolve,
e cada luz que nasce na tela é um novo amanhecer.
Somos plateia e personagem, Alice caindo na toca do coelho neste Países das maravilhas
Somos fantasmas que habitam a mesma película.
Na história, há um eco de mil histórias
de Homero a Fellini, de Kafka a Tarkovski
vidas que se dobram como fitas de celuloide,
sussurrando verdades em meio à ficção.
O livro abre-se dentro da câmera,
palavras viram enquadramentos,
frases se tornam gestos,
e o silêncio... ah, o silêncio fala mais que o roteiro.
A arte é o espelho que mente para revelar,
é o close nos olhos que choram de mentira,
para que nós choremos de verdade.
Cada fotograma é um instante salvo da morte,
um segundo ressuscitado em luz.
E lá, entre o começo e o “The End”,
flutua a nossa própria biografia,
misturada aos créditos que sobem.
O público se levanta mas ainda estamos ali,
vivendo nas entrelinhas da ficção,
protagonistas do invisível.
No apagar das luzes,
levamos conosco a centelha
a memória de um sonho projetado,
a certeza de que o cinema,
como a vida, só existe
quando há quem o olhe
com o coração aceso.
Espaços vazios do amor
Entoo poemas como quem chora de desalento, faço poesia como quem pede a morte, pode descer a noite pois estou insolúvel...
O dia está sem rosto de olhos tão vazios amargos, amargura que escorrega até o coração pela seiva das veias mórbidas, amar a ti é como desprezado é como desejo de veneno com mel;
Andei sobre as sombras e caminhei no eixo destorcido do reflexo frio do porta retardo que me deras, seu coração tortura o meu...
As páginas sedentas de sede bebem das minhas lagrimas misturada com a tinta do esboço deste lamento,
Componho poemas da dor enquanto tu vives sem mim e sem querer me ter, vivo na esperança de ti sobre morte lenta,
Sobre o tempo cativas o ouro enquanto de amor banho me em sangue gota a gota
As noites duelas com a madrugada para ver quem lambe meu sangue
Procura a riqueza enquanto eu amarelo sobre o sol fujo e lembrando das migalhas de um pouco de amor de vez em quando, sinto saudade...
Me escondo na face da noite das mortalhas e surdinas tenho vergonha de amar
Tão raro e tão vasto amor que não cabe no cantinho da sua alma
Tão hirto seu coração rígido como eu tenso tentaria de novo tecer minha vida na sua, ser para sempre me desce outra chance sei que calado e quieto quero ficar e por ti podemos estar onde quiser ir
A luz tenta me misturar o anil se contrasta com minha alma cada dia mais fria e um amor adente quente que me queima a vida...
Os poemas se acumulam nas linhas do destino devaneio eu encosto e você desfaz
Foco no recorte da janela em revoada pensamentos da sua volta hipotética
Pausa; desço no poço negro de silencio galgará gerúndio vara madrugadas se cravem meus olhos na flor que me sustenta no alto na boca das águas onde descera eu...
Suplico as almas femininas que me arrodeia que de encontro a amada envia uma mensagem como um flor e avisa a esta alma antes que a minha morra de amor
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