Escritas

Noite e você nos ventos

Charlanes Olivera Santos

A lua regra ilumina o jardim o silêncio cultua à noite que sobe as escadas e cerca-me e nas fronteiras da sala ate o quarto a solidão passageira com passaporte da minha alma salta na margem

deste mistério neste ser invulnerável que desliza por entre sucessivos muros de medo e á dor escondida sob a luz do luar

Ar asfixia os sonhos do passando veloz o celebro tenta guardar as lembranças e vigiar, mas em vão, pois sou eu o ladrão de sonhos dos próprios objetivos arrastos a âncora no coração no escape impossível

Em vôo de danças de pensamentos

Porto inseguro no cais tardio transeunte e entre as sombras de desespero como fantasia enfeitiçada

Tem dias de golpe em galope de chuva você gostava da

EN-chuvaradas

Hoje atravessando muitos, confusos anos te esperando para sorrimos de novo tantas cartas de despedias e você não ver

Doar os dais e dar mergulho nos pontos profundo do passado

a lua está lá desorientada e confusa...

A pintura da sala como papel de parede amarelo desbotado

Um trio de cadeiras e um espelho estrábico na janela da cozinha

Nós no entremos disso tudo o reflexo enjoado a minha sombra com lâminas doces

Abrimos o abismo com estardalhaço os reflexos de mim na noite que se espalham pelo chão frio no reflexo da cerâmica gelada

A noite não respira enclausurada de um ar sufocante e parado...

Imóvel vejo a joia adornada de estrelas num negro bojo do céu a alma arde, como uma gota dourada de mel e fel a tenra lua e de luar em luar