Sol bronze
O tempo escorre nas sombras da tarde o repouso nas nuvens que se enferrujam no bronze do sol... consumido lentamente no horizonte
Os ventos arrastando nas pausas do silêncio no ranger preso na poesia encostando-se devagar encosta o corpo verde de uma palavra avermelhada que toca no crepúsculo virando cicatriz de luz...
O outono respira em folhas laranjadas e cinzas...
espalhado me como cartas que o tempo rasgou...
Poemas em folhas secas despedidas que o tempo carrega meu mundo afunda num ritmo rumor a estação esquecida...
A chuva cai tão doce e suave você em cada gota no telhado
é um toque morno que falha... quase sinto mas você não estar aqui... um afago as mãos procurando frenesia tateando tua pele em vão
A caneta desliza sussurra você em lembranças que não escrevi... o telhado canta uma saudade surda
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