Biografia
Lista de Poemas
A mascara fria da poesia / Pelo poder do tempo conquistei o lema universo
No círculo secreto onde o céu labuta com o abismo e ecoam passos do homem que ousou demais
Na inquieto dos laços do tempo bebeu toda sabedoria e ainda assim sentiu o copo vazio... pois o simples não alcançou trincado nas bordas da própria alma... o infinito lhe fez estranho com objetivos altos...
Observa o vento que gira entre mundos com seu sorriso enviesado,
aposta na queda do espírito que sonha demais...
O universo prende a respiração quando o pacto do dom é traçado
na tinta invisível do desejo humano um espinho na carne era desejo por um única mulher que vinha de um proposito como a ideia de reencenação de vidas antigas
Com poesias enganar a si mesmo calando o buraco que a vida o não preenchesse queria tocar o instante absoluto aquele momento impossível onde o coração diria
No luar sem ar de lua rara
“Fica, momento… és tão belo!”
E então envolver deste perfumes tão jovem nas danças das noites infinitas nos prazeres que queimam como estrelas ao contrário...
acende as estrelas na gema do puro fogo que surge como pétala branca caindo e arde...
O amor que poderia salvá-lo? mas que se perde nas sombras que Mefisto arrasta me para dentro dos olhos o Fato farto com o Fausto Charlanes Oliveira Santos ? Não, se não a poesia não haveria sentido para existir a dor que corro atrás da cura amor se alcançado silencia o poema triste e rasgando o coação como as fendas da alma escorre a seiva deste desespero em poesia
Se honesto com sentimentos nada fabricado mas poderia nascer fazes versos de flores do perfume da felicidade se exalando em cada uma delas poesias de amor presente...
Mas a tragédia do amor mas o eco que lambe os poemas que fica nele nas paredes quebradas da consciência...
A repetição da reza que chora, enlouquece…
No fundo do precipício o poeta ainda não encontra o tal instante perfeito que o faria desistir do movimento e entregar sua calma...
A vida o carrega por reinos oníricos, mundos erguidos da poeira dos sonhos, poesias que grita no silencio do coração
Lagrimas mares impossíveis são templos que cantam e se vão
Ela cai, levanta, erra, se redime, sempre buscando algo além da linha do horizonte...
A essência do humano é esta inquietação que nunca se aquieta.
E quando a morte evita e nem envia sussurra ao seu nome
A alma congelou e o desejo não cessou, o espírito nunca desistiu de tentar.
Os anjos descem com luz de alvorada, recolhem as poesia como oração como quem recolhe um fragmento de estrela aquele que falhou mil vezes, mas jamais deixou de aspirar ao eterno.
E assim, o homem que caminhou com o destino é salvo pela própria vontade de ir além.
No final, a mensagem pulsa não é a perfeição que salva,
mas o movimento não é o pacto que condena, mas o abandono do sonho...
E enquanto o coração humano insistir em querer mais do que o mundo oferece o céu sempre encontrará uma fresta para resgatar o que ainda busca a luz. No ventre silencioso do cosmos, onde o tempo dobra-se em si mesmo como serpente engolindo a própria cauda,
há um homem caminhando entre sólidos de sombra entre o véu e calado porque ninguém acreditaria o inquieto, o vasto do infinito
quase inexplicável o que tentou decifrar o código do universo
e encontrou o vazio sorrindo de volta...
Ele abre livros como quem rasga portais, desfia fórmulas, constelações, memórias antigas, buscando no brilho das estrelas
um sentido que cure o tédio de existir...
Mas cada resposta nasce com outra pergunta,
e o infinito sempre cruel ri da pequeno humano tentando alcançá-lo...
O tempo observa no profundo abismo e afia ironias do caos
O destino acende sua lâmpada pálida contra sua pele amena sobre uma aposta ancestral
O desejo de um homem silencia sua própria luz? ou da que busca?
sussurra com voz de vidro quebrado estilhaçando em lagrimas
Mas Deus protege e diz nada deve teme daquele que continua buscando... mesmo quando tropeça, e sangra o coração em queda mesmo cansado dos limites da mente, invoca o impossível.
Surge como vento invertido como fumaça que se contorce no ar,
trazendo juventude líquida, poder, vertigem, tentação...
O pacto do dom não é sobre alma é sobre a fome do desejo que roça os ossos, que lateja no peito como tambor ancestral, a fome de romper o véu do temo na busca do inferno das repetições
de tocar o instante perfeito e vive de novo e de novo...
Fica, momento… és tão belo agora o eterno tempo selado a frase que selaria sua queda...
Rejuvenescido atravessa mundos...
As horas giram como ampulhetas enlouquecidas,
estrela e carne se misturam, e prazer vira labirinto.
a corrida pelos mundos eras que nunca dormem, por salões onde o tempo não entra...
por noites tão fundas que até o silêncio tem sombra densas trevas
A flor inocente lançada ao redemoinho da incerteza para mim e o não saber dela
A ama como quem tenta segurar luz nas mãos,
mas o tempo deixa suas marcas tragédia, culpa, lágrimas que pesam como planetas em uma caixa
A queda dela é a rachadura do próprio ser o espelho partindo-se em sete direções do destino...
As vezes o deserto as vezes os andares dos sonhos nos sonhares...tão lúcidos reais
As paredes sussurram e arranha entre elas e grita onde estar perfeição que é uma miragem... nunca encontra o instante pleno? Eu encontrei o meu e vivo nele e não vivo por isso e essa é sua salvação secreta que se joga na repetição do inferno...
Porque no caos do universo, não é o descansa definha e define Eu humano na inquietação...
A eternidade ergue suas garras negras e certo que é vitória no instante perfeito capturado nunca se congelou
Mas o universo sempre o chamava um pouco mais adiante ver curioso o presente que nos aguarda no futuro
Os anjos descem como auroras abrem janelas no céu e arregam a luz da manhã como quem recolhe uma estrela partida desejo ainda quente, ainda viva... busca infinita do triunfo... é o que acende o dividi dentro do ser a espiral onde realidades se tocam o firmamento com o brilho eterno da sua própria inquietude.
Mar amar
O barco no rebento do mar a corda fisga segurando o sol aquarela a te a pintura horizontal no céu baunilha na zona de rebentação da minha mente a área onde as ondas se quebram ate a praia formando espuma e borbulhas brumas...
A tarde se derrama lenta, derrete o âmbar do sol no azul,
como se o horizonte respirasse poesia,
como se cada sopro de vento
fosse um sussurro antigo do oceano.
O mar canta seus segredos nas costas das ondas,
e o céu, cor de damasco e silêncio,
inclina-se sobre mim como um abraço.
Gaivotas riscavam os céus nas altura em arabescos livres,
e a luz em lâminas suaves deslizava nas águas como dedos tímidos procurando tocar a alma templo aberto, onde o sol repousa sem pressa, onde o mar conversa com o céu
numa língua que só a sensibilidade entende.
Eu ancorado nesse instante, sinto o mundo suspenso entre duas respirações a do vento que passa e a tua lembrança que fica. E quando o sol se inclina um pouco mais e o mar acende brilhos dourados refletindo na água pedaços de luz que escapam entre as ondas e correm até meus olhos.
O céu, já quase vinho-pêssego, derrete horizontes em linhas suaves, e cada nuvem parece costurada por mãos invisíveis da calma...
O barco balança lento, obediente, e sua sombra se estica na superfície como se também desejasse tocar o fim da tarde.
A água murmura mansa e profunda um idioma líquido que embala o pensamento.
E tudo entra num silêncio perfeito, não o silêncio do vazio,
mas aquele carregado de sentidos, de memórias que o mar devolve em marolas brandas, de saudades que o vento leva, mas não leva.
No encontro entre céu e água, a luz se transforma em promessa:
promessa de paz, de poesia, de eternidade breve, aquela eternidade que só existe quando o coração se abre em silêncio
e aceita ser mareado por dentro.
Aos poucos a cor se desfaz, sobra um azul profundo escorrendo pelos cantos do mundo, e a noite nasce como se despontasse
das próprias ondas.
Eu sigo ali, entre o murmúrio do mar e o último brilho do dia,
sabendo que cada tarde assim é um pedacinho de milagre
que a alma coleciona em segredo.
Tudo vira cor, sombra, desejo, no suave encontro entre mar e infinito, onde cada onda leva algo e devolve mais encanto ainda.
Nuvens carroceis de cavalos brancos
Noite de pós chuva as nuvens caminha sobre os telhados como carroceis de cavalos brancos...
O clima de frio em ascensão os pedaços das sombras arrastadas um zumbido crescente que se intensifica não há nada lá movendo nas teias da solidão criamos saudade em lembranças que já se foram os nos olhos ver o brilho do passado através uma lagrima ou de varias...
Ela passou aqui tão rápido ousou me usar nem feriu á solidão tão entranha como razies nas veias eu já desolado queria um "eu te amo" mais o ventos assopra o tempo de asas ligeiras...
E os ventos, sempre eles, levando no sopro fino as promessas que ninguém sustenta…
A noite respira devagar, ferida, como se cada estrela fosse um soluço preso no céu.
Caminho entre restos de silêncios rasgados os passos ecoam como se anunciassem um destino que não muda.
A lua, pálida e distante, abre fendas de luz nas poças ainda frescas da chuva onde meu rosto se desfaz em reflexos partidos.
E no embalo das lembranças, a saudade mastiga o peito com dentes de bruma, recorda o toque que nunca voltou,
a voz que se perdeu no labirinto das horas.
Ela sombra breve atravessou meu mundo como um cometa cansado, queimou pouco, brilhou menos, e ainda assim deixou rastro demais.
Fiquei com o gosto amargo do quase, do que não foi dito,
do “eu te amo” abortado antes de nascer…
E o vento, tão cruel quanto sábio, recolhe cada palavra que tentei salvar, joga tudo no abismo do tempo
e segue, indiferente, com suas asas ligeiras carregando o pouco que restou de nós.
E quando o silêncio repousa pesado demais, parece que até as paredes respiram comigo, num lamento lento, quase humano,
como se a casa inteira sentisse tua ausência.
As sombras se dobram nos cantos, fazem gestos estranhos,
arrastam memórias como correntes antigas.
E eu, nessa vigília sem nome, procuro no escuro algum vestígio teu
um cheiro, um eco, um pedaço de riso esquecido entre as frestas do tempo.
Mas tudo foge tudo evapora tudo se esvai como vapor frio
saindo da boca de quem deseja e não tem.
A madrugada, cúmplice amarga, pinta no céu cicatrizes de açafrão e cinza
E eu sigo, solitário, colhendo restos de sonhos
como quem recolhe folhas mortas de um outono que nunca termina.
Teus passos ainda soam na minha lembrança, tão leves que ferem,
tão rápidos que machucam
E o coração esse velho sobrevivente
bate torto, lento, como relógio cansado que insiste em continuar dizendo ao mundo que ainda há luz em algum canto.
Mas o vento, eterno mensageiro dos perdidos que espalha minhas esperas pelo ar como papéis de poemas rasgados de uma história inacabada
Dia sem fim
Um dia como no outro rasgar o dia o infinito nos versos do meu colega Shakespeare inspiração nos sonetos buscar revelar a alma do poeta na alma dela...
Que morre solitário o grito escamoso metade de tudo metade do que penso que o medo da solidão se afaste
Aqui também o silêncio seja paz
Que se o pássaro secreto toda a noite produz ventos sobre os estrépitos da história que canta para uma tarde na sua memória
o místico mito do quase alfabeto
Que os astros tragam meu cálamo dos meus escritos
se o seu nome o mais difícil de traduzir que a incessante incerteza o gosto da sua pele labirinto dos dias arrasta ate aquele por do sol
, Ansiosa e breve coisa que é a vida que me perfura a alma às vezes pergunto-me que razão que se movem sem esperança e costurada a insônia com precisão, enquanto a noite avança de dor em dor palavras e vinho caindo no papéis ásperos de saxões e sensações agudas sem sinal algum
Exausta história que me faz escravo modo remoto secreto insuficiente a alma imortal de vasto rasto rígido círculo abarca abraça além deste afã medula e deste verso ate apta
Insolúvel dais amarrotados do inesgotável o universo que nunca tive cheiro do jornal e dos periódicos e os tédios domingos que ela odiava
Nas manhãs lembro-me dos cantos da própria poesia nas páginas do jornal que eu não comprava vãs publicações de versos alegóricos
Seiva e palavras enxuta
Torcer as palavras ate melindra os gritos silenciosos da alma
Lua rara translúcidas faces dos desejos
Sonhador do dia claro no seu escuro labirinto perturba o reflexo
no outro espelho um amor temeroso desta donzela
Liberto árduo do infinito escada ate as estrelas e Marte coração vermelho
Onde estão os meus espaços para encaixa neste vazio de agonia...
Neste tarde condensada sem fluidos e solventes nesta tensão clamo a água que corre nas nuvens que chorei ligeira, pois o sol vermelho na distância do caminho só que estala a alma descasca o espírito...
As vezes parece que me esqueci de lago de uma obrigação, parece que vivi uma vida e esqueci-me dela...uma farpa na mente como uma ferida no céu da boca
Estou tão cheio de vazio de vão e abismos costurados no limbo da memória melancolia sangrada como crepúsculo no horizonte
Acampamento e consolo
Puçá no vão a minha esperança na sua rede tentativas de captura vagalumes e borboletas, e a noite rasgada perfurando-os olhos escapa nos lampejos das asas o silêncio quebrado pelos estalos da fogueira as centelhas indo ao encontro das estrelas faz frio e venta forte...
Amor e desgosto
Navegar e no longe no mar morrer de desgosto
Mergulhar e esconder á alma em um baú como coração tesouro sem dona...
Todo o amor procurar a noite com a boca...
O tempo negro manto enfim novo canto triste converte afora mor espanto...
No sol carregado de pura luz de semi-dieias Amon desarmado namoro a Semideia
Busco os seus olhos que me refletem e que os meus olhos que fitam todo dia, embora a boca morde o que os lábios tropeçam nos dentes que suspiram quase sem fôlego os pulmões de um acelerado coração que cambaleia só de te ver passar...
E quanto sentir que já posso-te beijar e as duas almas fundidas e balbuciar da formosa da gostosura sua haverá novas poesias
Hoje sorri-me à paixão conexão dos desamores que derrama e desalma sinto no fundo da minha alma á sua... raízes tão profundas
O meu corpo livro bem aberto as paginas sopradas pelos ventos que tocavam no meu rosto os meus cabelos caracol amendoados vitimas que víamos fiadoras das letras que guardávamos ambos no fundo do silêncio
O luar âmbar talvez o alento que apressado escapa e voltámos no tempo onde ressoou os nossos beijos.
Portal e sol
E esta porta que sobe abrindo deixar caindo o pó armazenado dentro o alcácer abarca o universo inteiro no avesso no verso das páginas no reverso que leio voltando para casa entre as partículas de luz revelo as escamas das minhas asas que as penas mortas não sustentou e substitutas agora as alegorias da conquista o meu muro externo nos meus secretos segredos no centro protegido pelo medo...
Perene e rígido é o rigor do meu caminho e fatalmente se bifurca no seu
Inevitável compelido teu destino ao meu e sobre as estranhas de forma plural do horror se maranha
inefável o escuro do crepúsculo da fera donzela e na sua voz eu capturado o sonhador disperso em poesias espera o fervor do sol
O fogo é cinza da alma enclausurada desalma extraviada
e a sua imagem lentamente arrebatada...
A distância adir a saudade e árduo é cada um destes momentos pesco o tempo desta sua beleza monumental e inconcebível a beleza sua perdurara este século é em nem um momento haverá jamais outra
Vejo a advertir o rouxinol nos brilhos de ouro dos raios solares pela manhã minha alma jaz no imorredouras lembranças sua
Logo vem caindo o céu sonoro da noite e que as estrelas
Avaras não esbanjam o doce mel que embriago desta pele tão jovem é você entre os corpos encontrei-te de olhos bem fechados
Sol praia ao longe
Que sangra meu coração agora que dai de beber minha alma seca no mais belo ameno sol... esta dor vingativa que o vento espalha as nuvens e as folhas embolas pelo chão ancorada color ora avermelhadas, ora laranjadas e neste o tempo outono é o maior desmaia em demasia
Outras tantas vezes escurece e obscurece com frieza o coração seu
dizer que belo declina num só dia a minha vitrola encaracola a canção e música distorcidas em eterna mutação... mente embola e vai embora o pensamento neutros noturnos de uma noite netuno
E logo chegarás exausto o meu ser ao triste inverno depois farei sua cópia linhas das águas de março com o tempo crescerás de novo a saudade
E enquanto eu existir na terra houver um ser meus versos ardentes farão-te ser
Farei os ventos sopram os doces botões de maio por cima dos muros lançarei o sol de bodoque e lança os seus cálidos raios na catapultar do desejo seu
esconderei-me no escuro da noite em baixo da sua janela esconde o rosto dourado sob a névoa antes da aurora o seu beijo eterno jamais se extinguirá sem perde o frescor que só tu possuis no hálito
costurarei pontes e sobre a morte saltaremos e mesmo que vir a nirvana e arrastar sob a sombra os versos elevarem à eternidade
Vinhos e jornal, noite e o vão
Alma amarotada sobre fleches de luz rasgando os olhos trincado por vasos como teias de aranha mesclados ao tom vermelho sangue puro quase na cor do vinho avinhado... da noite passada os meus segredos vagos como o artista que se perde no personagem dele mesmo e o papel fica sufocado
Mas o que é poesia? Quero se livre de todas amarras sem se obrigado a rima e musicalidade nos meus escritos como já desencadeado disso escrever longo e logo do longe e sobre o perto encurtar se ate as sombras das sobras ou até despertar totalmente
Ancorado o meu corpo na cadeira da escrivaninha o ferro com uma camada de tinta marron e partes goiabas não sustenta o odor do metal enferrujando...volto a escrever mais com canetadas do enredo do livro do Turco de Marselha a mente infundada na história perco a noção da poesia só quero escrever...
Ser senti servil sonoro suave sempre sussurrar a sombras sutilmente se eu sobre prefixo sufixo fixar o meu eu de alma crua listrada arranjar machas de bolas nas gavetas da mente moderna costura e se curador das próprias obras maximizar ou minimizar os sentimentos escandalosos gulosos da pele jovem delicia balbuciar da menina mulher metade da minha idade se anfitrião sem compromisso como amanhã mesmo sendo eterno em pensamentos nos saltos... Fico aqui condenado eu mesmo que há algo errado e elogios não infla o meu ego preciso melhora ate dizer o que eu vim fazer aqui... escondido entrelinhas com tantos erros ortográficos
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