Crepúsculo de uma tarde tétrica
Estas nuvens violentas que se enferrujam rasgadas no horizonte nas asas dos ventos velozes feroz a tonalidade de um tom medonho o alaranjado solitário mesclar ao vermelho aquarela... que se derranca delindo devagar...
Estar tarde tão tétrica já anuncia as chuvas de agosto neste ano passado... Amor deserto desalma a minha 'lama desarmada desamar
O sol alucinado nasce do outro lado da rua manhã vejo no olho da primeira luz que escurece como no dia coroa a tardia e tardo perceber o anoiteço ardo...
As montanhas governam o oeste e nas pegadas cheias de ecos passos deste peregrino nos caminhos pergaminhos e escritura á morte sul cativo o meu norte um escape
Era tudo tão cedo e levando navegando passaram se tudo o tempo empurrava e agora resta-me o cálice de fel cheios de ainda tempo
pontes agudos perfura-me olhos na mesma sintonia corto a pele para ver se ainda me sinto esta realidade sem sabor como isopor
cheias de espaços de lacunas não preenchidas coração motor tenta na diagonal transversal esquivando ate a menor distância entre estes dois pontos
Curva o tempo sobre o abismo do coração perdura e logo se aproxima e nos reduz se um verso ao outro a rima sem olhos e já sem luz... transcendem o translucido de qualquer medida de tempo
o além e mais uma falta sem as pausas do amor
Falta á cor do luar de barro sou feito da argila que arde viva
neste fogo sou prisioneira do querer e sufoco sem agilidade do ar oxida o meu oxigênio neste frasco frágil
Logo os meus ossos âmbar naquela curva do tempo lamentaram os deuses do amor e és o momento amarelo e és a lua no fragrante
elaborará o meu eu como lembrança do poeta que cantava o socorro no céu e entre as estrelas saltava nas galhas do tempo
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