Escritas

Vinho e deprê

Charlanes Olivera Santos

Escrevo os pedaços do nada

espreita a morte entre as sombras asas ao redor da noite calada deixando gostas grosas e rastos frios invisível que ocupa o meu ser...

Neste fim tarde pardacenta o mundo de tristeza remendando os sonhos que doem-me tal angustia...

Vislumbro o que a alma já escutava antever o clamor das memórias roídas quase esquecidas de como sombras que apagou alucinada escuridão alojada a nostalgia sem cura todas as noites tatear as cicatrizes do coração morder a própria alma...

Mente de ruídos rumores delirantes, lembranças com cheiro a saudades o tempo estagnado sem armadura, cheios de tormentas

Ela tenta semear sonhos que a minha amarga dor come antes da semente germinem... fôr lua cheia, rara tão bela sem propósito das madrugadas sob a lâmina cortante...

Alma deste ser desnudo que latejar este sentimento versos imprimido destas insanas letras poetizo-me sob a pungente dor deste vazio...

No esboço de sangue de tinta esborratada escorre no papel folha ainda suja de vinho...

Talvez lê-me seja um confuso borrão...