Escritas

Portal e sol

Charlanes Olivera Santos

E esta porta que sobe abrindo deixar caindo o pó armazenado dentro o alcácer abarca o universo inteiro no avesso no verso das páginas no reverso que leio voltando para casa entre as partículas de luz revelo as escamas das minhas asas que as penas mortas não sustentou e substitutas agora as alegorias da conquista o meu muro externo nos meus secretos segredos no centro protegido pelo medo...

Perene e rígido é o rigor do meu caminho e fatalmente se bifurca no seu

Inevitável compelido teu destino ao meu e sobre as estranhas de forma plural do horror se maranha

inefável o escuro do crepúsculo da fera donzela e na sua voz eu capturado o sonhador disperso em poesias espera o fervor do sol

O fogo é cinza da alma enclausurada desalma extraviada

e a sua imagem lentamente arrebatada...

A distância adir a saudade e árduo é cada um destes momentos pesco o tempo desta sua beleza monumental e inconcebível a beleza sua perdurara este século é em nem um momento haverá jamais outra

Vejo a advertir o rouxinol nos brilhos de ouro dos raios solares pela manhã minha alma jaz no imorredouras lembranças sua

Logo vem caindo o céu sonoro da noite e que as estrelas

Avaras não esbanjam o doce mel que embriago desta pele tão jovem é você entre os corpos encontrei-te de olhos bem fechados