Escritas

Seiva e palavras enxuta

Charlanes Olivera Santos

Torcer as palavras ate melindra os gritos silenciosos da alma

Lua rara translúcidas faces dos desejos

Sonhador do dia claro no seu escuro labirinto perturba o reflexo

no outro espelho um amor temeroso desta donzela

Liberto árduo do infinito escada ate as estrelas e Marte coração vermelho

Onde estão os meus espaços para encaixa neste vazio de agonia...

Neste tarde condensada sem fluidos e solventes nesta tensão clamo a água que corre nas nuvens que chorei ligeira, pois o sol vermelho na distância do caminho só que estala a alma descasca o espírito...

As vezes parece que me esqueci de lago de uma obrigação, parece que vivi uma vida e esqueci-me dela...uma farpa na mente como uma ferida no céu da boca

Estou tão cheio de vazio de vão e abismos costurados no limbo da memória melancolia sangrada como crepúsculo no horizonte