Escritas

Amor e desgosto

Charlanes Olivera Santos

Navegar e no longe no mar morrer de desgosto

Mergulhar e esconder á alma em um baú como coração tesouro sem dona...

Todo o amor procurar a noite com a boca...

O tempo negro manto enfim novo canto triste converte afora mor espanto...

No sol carregado de pura luz de semi-dieias Amon desarmado namoro a Semideia

Busco os seus olhos que me refletem e que os meus olhos que fitam todo dia, embora a boca morde o que os lábios tropeçam nos dentes que suspiram quase sem fôlego os pulmões de um acelerado coração que cambaleia só de te ver passar...

E quanto sentir que já posso-te beijar e as duas almas fundidas e balbuciar da formosa da gostosura sua haverá novas poesias

Hoje sorri-me à paixão conexão dos desamores que derrama e desalma sinto no fundo da minha alma á sua... raízes tão profundas

O meu corpo livro bem aberto as paginas sopradas pelos ventos que tocavam no meu rosto os meus cabelos caracol amendoados vitimas que víamos fiadoras das letras que guardávamos ambos no fundo do silêncio

O luar âmbar talvez o alento que apressado escapa e voltámos no tempo onde ressoou os nossos beijos.