Lista de Poemas
I-LIV Jaezes de vida e morte
Sinto que a vida vale a pena
quando um mortal me tens em mãos
e me corteja, disse ao Pai muitas vezes.
Fui agraciado pelos céus de sábado,
e agora sofro temoroso por um domingo ao acaso.
Um de meus vícios é apostar o que recuperei,
penso o quão péssimo é isso, e concluo ser pior que imagino.
Costumo perder-me na conta de quantos sacrifico
para fazer deste mundo um lugar para mim e meus filhos.
Assim ponho-me louco, para a que a conclusão
de um fim venha, e me arranque a vaidade do corpo.
Real ou não, ainda assim é por você,
vícios não seriam hábitos se não voltassem a acontecer.
Temo um mundo pior por domá-lo,
sofro um pouco menos por ser um amparo.
Oro ser este o último dos que me inspiram a estimar,
pois mal atingi o meio e tantos de ti vi passar.
quando um mortal me tens em mãos
e me corteja, disse ao Pai muitas vezes.
Fui agraciado pelos céus de sábado,
e agora sofro temoroso por um domingo ao acaso.
Um de meus vícios é apostar o que recuperei,
penso o quão péssimo é isso, e concluo ser pior que imagino.
Costumo perder-me na conta de quantos sacrifico
para fazer deste mundo um lugar para mim e meus filhos.
Assim ponho-me louco, para a que a conclusão
de um fim venha, e me arranque a vaidade do corpo.
Real ou não, ainda assim é por você,
vícios não seriam hábitos se não voltassem a acontecer.
Temo um mundo pior por domá-lo,
sofro um pouco menos por ser um amparo.
Oro ser este o último dos que me inspiram a estimar,
pois mal atingi o meio e tantos de ti vi passar.
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I-XLVI Jaezes de vida e morte
Estou nervoso pela fome,
e pelas decisões sobre mim.
Não há conto curto que me faça
sorrir pela distância de onde vim.
O que de pior aconteceria a quem,
pelo tempo, é tratado como segundo?
Atado e feriado, ouço meus pais dizendo que
que demais me apeguei a este mundo.
Há tanto a ser escrito, mas a pensar me limito.
Quero dar vida às besteiras, e atar-me na tristeza.
E se puxas me sabendo que não me arrancaria,
seria o primeiro que faria.
e pelas decisões sobre mim.
Não há conto curto que me faça
sorrir pela distância de onde vim.
O que de pior aconteceria a quem,
pelo tempo, é tratado como segundo?
Atado e feriado, ouço meus pais dizendo que
que demais me apeguei a este mundo.
Há tanto a ser escrito, mas a pensar me limito.
Quero dar vida às besteiras, e atar-me na tristeza.
E se puxas me sabendo que não me arrancaria,
seria o primeiro que faria.
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I-XLIX Jaezes de vida e morte
Estou nervoso, mas não por estar mentindo,
temo coisas além de você e deste abrigo.
É a ansiedade por tanto desejar,
a incapacidade de esquecer o mundo que me faz viciar.
E culpa alguma sinto por vê-la chorar,
pois sei que não lhe resta tempo para durar.
Assombras um hipócrita que mata por futuros e julga prostíbulos.
Um fraco do tipo que chora por frustações que não vão embora.
Se julga-me não sei, mas sabes que para alguns o pior ansiei,
pois sou um ingênuo que nos zodíacos fiz-me e acreditei.
Há ainda quem aponte minha bondade santa, vendo-me como criança.
Calado e mutilado por quem permito e por quem insiste, sei que queres
mais uma vítima dessa tormenta, alguém que mostre, na arte, toda fraqueza.
Assim caminho longe e volto sempre, com coração frio e mente quente.
temo coisas além de você e deste abrigo.
É a ansiedade por tanto desejar,
a incapacidade de esquecer o mundo que me faz viciar.
E culpa alguma sinto por vê-la chorar,
pois sei que não lhe resta tempo para durar.
Assombras um hipócrita que mata por futuros e julga prostíbulos.
Um fraco do tipo que chora por frustações que não vão embora.
Se julga-me não sei, mas sabes que para alguns o pior ansiei,
pois sou um ingênuo que nos zodíacos fiz-me e acreditei.
Há ainda quem aponte minha bondade santa, vendo-me como criança.
Calado e mutilado por quem permito e por quem insiste, sei que queres
mais uma vítima dessa tormenta, alguém que mostre, na arte, toda fraqueza.
Assim caminho longe e volto sempre, com coração frio e mente quente.
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I-XLVIII Jaezes de vida e morte
Finalmente, livre da maçante liberdade, tens-me,
mas não me tenho com tanta facilidade.
Lembro-me sendo algo como dezoito ou vinte e oito,
vendo-te surpreso por esta vida que não mudou
diante do mundo que muitos desolou.
Qualquer horizonte é euforia
desde que és tu que cobres minha vista.
Então o poupo das sortes desta noite,
não impedirei de sofrer o que o destino reservou-te.
Poupe-se de erguer-me a mão quando contento-me no chão.
Poupe-se de comparar-me ao mal,
pois não houve segundo que não fui igual.
E quando caído, enfraquecido e entorpecido,
preserva-me do romantismo, pois tendo ao transvio.
mas não me tenho com tanta facilidade.
Lembro-me sendo algo como dezoito ou vinte e oito,
vendo-te surpreso por esta vida que não mudou
diante do mundo que muitos desolou.
Qualquer horizonte é euforia
desde que és tu que cobres minha vista.
Então o poupo das sortes desta noite,
não impedirei de sofrer o que o destino reservou-te.
Poupe-se de erguer-me a mão quando contento-me no chão.
Poupe-se de comparar-me ao mal,
pois não houve segundo que não fui igual.
E quando caído, enfraquecido e entorpecido,
preserva-me do romantismo, pois tendo ao transvio.
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I-LII Jaezes de vida e morte
Suplico por ter quem guie-me ao reto,
quem livre-me das tentações à direita,
quem cega-me das à esquerda.
Quem permita-me desviar do certo
quando nele já não me considero.
Procuro civilização amante da liberdade de expressão
e escrava da ignorância que nos tornam vãos.
Procuro pelas capitais que, dos que abrigam, tempo tomam,
e crescem dando à vida razões que nada consolam.
Lá há quem a natureza desvalorize e a carne ridicularize,
e esculpa, ainda assim, presentes a mim.
Ouço do alto, então, maiores insultos,
fazendo-me proporcional ao palpável mundo que oriundo.
E em nada posso julga-los sem que me lembro de meus pecados.
Maior seja a insipiência dos que de mim se afastam,
e profundo o inferno dos que, deste mundo, tanto acham.
quem livre-me das tentações à direita,
quem cega-me das à esquerda.
Quem permita-me desviar do certo
quando nele já não me considero.
Procuro civilização amante da liberdade de expressão
e escrava da ignorância que nos tornam vãos.
Procuro pelas capitais que, dos que abrigam, tempo tomam,
e crescem dando à vida razões que nada consolam.
Lá há quem a natureza desvalorize e a carne ridicularize,
e esculpa, ainda assim, presentes a mim.
Ouço do alto, então, maiores insultos,
fazendo-me proporcional ao palpável mundo que oriundo.
E em nada posso julga-los sem que me lembro de meus pecados.
Maior seja a insipiência dos que de mim se afastam,
e profundo o inferno dos que, deste mundo, tanto acham.
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I-LI Jaezes de vida e morte
É um espetáculo
minha insistência de sentir o que não quero viver.
Quando prendem-me com tantas correntes,
sinto-me tão livre quanto fui aos treze.
Pelo menos rimos quando caímos,
definhamos enquanto nos amamos.
Sinto o mundo impressionado por sermos
cada vez menos quando mais nos gostamos.
Mal sei a origem do que me faz incontestável,
mas sinto-me seguro sobre tudo que me trouxe ao báratro.
Não é como quando vivemos para aprender, ou morremos para voltar a crer,
é como sentir-se enganado sobre o que é dito de você,
sem mar que se abra por aquilo que crê.
Não faço por diversão, por rebeldia ou por fé.
Não faço por mim, e não me atreveria a fazer por você.
Faço por um racional instinto que persevera.
Como lhe disse sobre as japonesas velas entregues ao mar,
sinto ser eu o único audaz a me guiar.
minha insistência de sentir o que não quero viver.
Quando prendem-me com tantas correntes,
sinto-me tão livre quanto fui aos treze.
Pelo menos rimos quando caímos,
definhamos enquanto nos amamos.
Sinto o mundo impressionado por sermos
cada vez menos quando mais nos gostamos.
Mal sei a origem do que me faz incontestável,
mas sinto-me seguro sobre tudo que me trouxe ao báratro.
Não é como quando vivemos para aprender, ou morremos para voltar a crer,
é como sentir-se enganado sobre o que é dito de você,
sem mar que se abra por aquilo que crê.
Não faço por diversão, por rebeldia ou por fé.
Não faço por mim, e não me atreveria a fazer por você.
Faço por um racional instinto que persevera.
Como lhe disse sobre as japonesas velas entregues ao mar,
sinto ser eu o único audaz a me guiar.
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I-XLII Jaezes de vida e morte
Tarde, mas antes da noite,
invocaram-me, tanto repetiram,
dezenas suficientes para sentir-me contigo.
Acreditei vagar, mas tratam-me como vivendo aqui.
Dizem sentir como eu, mas não os vejo como vivi:
Sobre pegadas de Flammarion,
martelando um sólido céu que nos separa do passado,
por amor e por coisas que jurei nunca dar ao acaso.
E por rancor dos jeitosos rostos que, outros,
fizeram-me deixar de ver,
espero Artur compensar-me,
com tal rígida espada,
os frouxos homens desta távola
que nada me puderam fazer.
invocaram-me, tanto repetiram,
dezenas suficientes para sentir-me contigo.
Acreditei vagar, mas tratam-me como vivendo aqui.
Dizem sentir como eu, mas não os vejo como vivi:
Sobre pegadas de Flammarion,
martelando um sólido céu que nos separa do passado,
por amor e por coisas que jurei nunca dar ao acaso.
E por rancor dos jeitosos rostos que, outros,
fizeram-me deixar de ver,
espero Artur compensar-me,
com tal rígida espada,
os frouxos homens desta távola
que nada me puderam fazer.
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I-XXXIX Jaezes de vida e morte
Brisa que entra pelas janelas fechadas,
que estrala as escadas que ninguém passa.
Assim ouço sem ter quem fale,
e fecho portas abertas por almas passadas.
Por que as abre se não as precisa?
Por que preserva as mãos se segurar é em vão?
Preserva o ódio faltando-te expressão,
e me atinge sem ser eu quem te reprime.
Muito choras pois, além de ódio, mágoa te aflora.
E o espero voltar quando dizer que zarpará,
pois sempre esquece-se de que jaz.
que estrala as escadas que ninguém passa.
Assim ouço sem ter quem fale,
e fecho portas abertas por almas passadas.
Por que as abre se não as precisa?
Por que preserva as mãos se segurar é em vão?
Preserva o ódio faltando-te expressão,
e me atinge sem ser eu quem te reprime.
Muito choras pois, além de ódio, mágoa te aflora.
E o espero voltar quando dizer que zarpará,
pois sempre esquece-se de que jaz.
👁️ 71
I-XLIV Jaezes de vida e morte
Nascido e domesticado,
enquanto o céu é superestimado,
tenho sido ludibriado.
Sinto que me vê como não vejo você.
E tudo que eu pensei saber,
o que penso apender,
faz-me temer teu perecer.
O futuro abre-se como refúgio do presente.
Mas, Deus, estou apaixonado pelas vítimas
de anos precedentes.
E sei que pensam ver como os veria.
Sei que falharam por não serem quem deveriam.
Mas, como um tolo humano,
vi-me aqueus assombrando.
Ameaçaram cortar-me a garganta,
e riram juntos quando jantando.
Como voz apaixonada,
fingindo um inferno que vem do nada,
foi o que pude fazer por Acates,
que, ao menos, Protesilau mataste.
enquanto o céu é superestimado,
tenho sido ludibriado.
Sinto que me vê como não vejo você.
E tudo que eu pensei saber,
o que penso apender,
faz-me temer teu perecer.
O futuro abre-se como refúgio do presente.
Mas, Deus, estou apaixonado pelas vítimas
de anos precedentes.
E sei que pensam ver como os veria.
Sei que falharam por não serem quem deveriam.
Mas, como um tolo humano,
vi-me aqueus assombrando.
Ameaçaram cortar-me a garganta,
e riram juntos quando jantando.
Como voz apaixonada,
fingindo um inferno que vem do nada,
foi o que pude fazer por Acates,
que, ao menos, Protesilau mataste.
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I-XL Jaezes de vida e morte
Como odeio aquele velho erudito que bufa seu cachimbo.
Está mais claro a medida que afundamos nesta fossa, Mariana.
Não se esclareça para me acomodar, já sou por nunca mudar.
Me fere gostar do que os incomoda,
e mais me machuca fingir que nada importa.
Vale a pena esquecer dos anseios que se fazem vãos,
mas me sinto miúdo por não ter o que fixa-me no chão.
Que eu enlouqueça, então, mantendo-me sensato,
"mais assustado que machucado".
Coragem ou necessidade falta às almas que não encarnam.
Vivem dos vislumbres de nossas vontades básicas,
curiosos sobre quem deles falam.
Existo, então, fazendo do nada menos ainda,
zombando dos que, de lá, trazem-me pistas.
Está mais claro a medida que afundamos nesta fossa, Mariana.
Não se esclareça para me acomodar, já sou por nunca mudar.
Me fere gostar do que os incomoda,
e mais me machuca fingir que nada importa.
Vale a pena esquecer dos anseios que se fazem vãos,
mas me sinto miúdo por não ter o que fixa-me no chão.
Que eu enlouqueça, então, mantendo-me sensato,
"mais assustado que machucado".
Coragem ou necessidade falta às almas que não encarnam.
Vivem dos vislumbres de nossas vontades básicas,
curiosos sobre quem deles falam.
Existo, então, fazendo do nada menos ainda,
zombando dos que, de lá, trazem-me pistas.
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