Lista de Poemas
I-XLV Jaezes de vida e morte
Quando acabar o prazer, e seu sonho frustrado voltar,
pegue o que tens e dê-me um tempo.
Sei que agirá como se superou,
quando há minutos chorou por tolices menores que o marcou.
Quanto aos meus, não os perdi,
os escrevi para quando eu precise rir.
Mas o cansaço que os feriados me traz,
faz-me dormir antes de me lembrar.
E acordo suando, sob o mal desta cidade que,
há anos, vi-me aqui sonhando.
Não me digo arrependido,
os fantasmas daqui têm me distraído.
E tenho meu tempo gastado assentando esta casa,
um tanto irritado por não haver quem mais faça.
Estou crente que terminarei a noite ansioso,
e desfruto do dia com mau gosto.
pegue o que tens e dê-me um tempo.
Sei que agirá como se superou,
quando há minutos chorou por tolices menores que o marcou.
Quanto aos meus, não os perdi,
os escrevi para quando eu precise rir.
Mas o cansaço que os feriados me traz,
faz-me dormir antes de me lembrar.
E acordo suando, sob o mal desta cidade que,
há anos, vi-me aqui sonhando.
Não me digo arrependido,
os fantasmas daqui têm me distraído.
E tenho meu tempo gastado assentando esta casa,
um tanto irritado por não haver quem mais faça.
Estou crente que terminarei a noite ansioso,
e desfruto do dia com mau gosto.
👁️ 67
I-XLI Jaezes de vida e morte
Com única oportunidade,
acendendo o inferno sob o rio Miskatonic,
coberto por santa ingenuidade,
quero quem ouça minhas palavras treinadas.
Tenho ideias melhores para os homens,
escondidas frente aos olhos de Azathoth.
Vivo o anseio pelos dias seguros,
pela luz que leva ao início de tudo.
E se, antes desta chance, der-me um trato,
que eu suba ao Thánatos, e jogue ao Hades,
Voltaire, que tanto fez-me insultado.
acendendo o inferno sob o rio Miskatonic,
coberto por santa ingenuidade,
quero quem ouça minhas palavras treinadas.
Tenho ideias melhores para os homens,
escondidas frente aos olhos de Azathoth.
Vivo o anseio pelos dias seguros,
pela luz que leva ao início de tudo.
E se, antes desta chance, der-me um trato,
que eu suba ao Thánatos, e jogue ao Hades,
Voltaire, que tanto fez-me insultado.
👁️ 103
I-XXXVIII Jaezes de vida e morte
De pé, diante do crime,
vejo que sorte a minha estar em seu time.
Estavam desoladas em dias romanos,
esmolando o corpo a Giacomo,
por noites longe do chão de Marco,
que sobre Teodoro fez-se espaço.
Minha vida e meu destino foram algo até me descuidar dizendo isto alto:
Ao meu lado, amigas e vestidas, pedi para que fugissem da intriga daquele quem as queria despidas.
Estamos fora do mundo que criamos - disseram as vítimas em prantos.
Apontem então as vistas à Florença, para que, se abatidas, percebam
que quiseram conceber famílias.
Mas o castigo de quem fala é bala,
e vi, orgulhoso, minha noite ser acabada para tê-las salvas.
vejo que sorte a minha estar em seu time.
Estavam desoladas em dias romanos,
esmolando o corpo a Giacomo,
por noites longe do chão de Marco,
que sobre Teodoro fez-se espaço.
Minha vida e meu destino foram algo até me descuidar dizendo isto alto:
Ao meu lado, amigas e vestidas, pedi para que fugissem da intriga daquele quem as queria despidas.
Estamos fora do mundo que criamos - disseram as vítimas em prantos.
Apontem então as vistas à Florença, para que, se abatidas, percebam
que quiseram conceber famílias.
Mas o castigo de quem fala é bala,
e vi, orgulhoso, minha noite ser acabada para tê-las salvas.
👁️ 88
I-XLIII Jaezes de vida e morte
Não há data que eu suporte
o Sol sobre esta cidade.
Orei para pisar nesta terra e, agora,
queimo como se meus pecados
adiantassem-me ao inferno.
Já não estou perdido suficiente?
Rodeado por almas fascinadas por lugares que não estou.
Vejo o dia que levarão meu corpo ao espaço.
Nem sequer sou livre
e ameaçam prender-me fora da realidade.
Sou âncora de qualquer coisa que os tirem daqui.
E não ligo, eu não vivo,
sou comida para almas cansadas do paraíso.
o Sol sobre esta cidade.
Orei para pisar nesta terra e, agora,
queimo como se meus pecados
adiantassem-me ao inferno.
Já não estou perdido suficiente?
Rodeado por almas fascinadas por lugares que não estou.
Vejo o dia que levarão meu corpo ao espaço.
Nem sequer sou livre
e ameaçam prender-me fora da realidade.
Sou âncora de qualquer coisa que os tirem daqui.
E não ligo, eu não vivo,
sou comida para almas cansadas do paraíso.
👁️ 80
I-XXXVI Jaezes de vida e morte
Pessoas relutam a se tornarem outras,
ainda assim, se eu fosse tu, de novo, aqui não me porias.
É assim tão gratificante ser este herói que se lembra de mim?
O inverno mal apazígua este calor,
que das curtas férias volta irritado.
Tento apressar-me, e me exalto nos passos.
Minhas orações secam as folhas,
e me iludo nesta vitória que não me traz vantagem ou outra.
Desprezo cada segundo que o ego torna-me virtuoso.
Já sofro por ser certo e por desgosto,
e por ver vivo quem quero morto.
ainda assim, se eu fosse tu, de novo, aqui não me porias.
É assim tão gratificante ser este herói que se lembra de mim?
O inverno mal apazígua este calor,
que das curtas férias volta irritado.
Tento apressar-me, e me exalto nos passos.
Minhas orações secam as folhas,
e me iludo nesta vitória que não me traz vantagem ou outra.
Desprezo cada segundo que o ego torna-me virtuoso.
Já sofro por ser certo e por desgosto,
e por ver vivo quem quero morto.
👁️ 85
I-XXXIII Jaezes de vida e morte
As vezes que evoquei seu nome,
confesso, não tive fé.
Temi estender tempos que nada servem.
Oro por cautela, por alguns dias, não muitos.
E se, com o pouco, ter eu alguma certeza,
livre-me então das marcas que me remetem à demência.
Que eu toneladas pese,
suficiente para ter de Sansão ambas as suas mãos.
Que eu ocupe seu tempo e lhe atrase os sonhos.
Que seus fios testemunhem as besteiras que me consomem.
Quero gabar-me dos meus medos e rir de seus animais.
Quero dizer que o que diz é mentira, justificada por coisas banais.
E terei sempre razão, pois o que tens para dizer de ti, tens guardado para si.
Em vão.
confesso, não tive fé.
Temi estender tempos que nada servem.
Oro por cautela, por alguns dias, não muitos.
E se, com o pouco, ter eu alguma certeza,
livre-me então das marcas que me remetem à demência.
Que eu toneladas pese,
suficiente para ter de Sansão ambas as suas mãos.
Que eu ocupe seu tempo e lhe atrase os sonhos.
Que seus fios testemunhem as besteiras que me consomem.
Quero gabar-me dos meus medos e rir de seus animais.
Quero dizer que o que diz é mentira, justificada por coisas banais.
E terei sempre razão, pois o que tens para dizer de ti, tens guardado para si.
Em vão.
👁️ 73
I-XXX Jaezes de vida e morte
Caminhando por delírios,
presencio mais do que deva ser isto.
Qual fato rege a vida de quem mal fato é?
Sobra quem eu repudie, imensamente maiores que eu,
afundam meu ego com besteiras de plebeus.
Mas o plebeu sou eu.
Já nem sei se mereço o que tenho
ou se merecem o que concebo.
Apenas escrevo como o passado sem carregar pretextos.
Anseio ser visto por quem seja adequado, não por quem repete boatos.
E talvez lugares são os que não sejam aqui.
Lugares que permitam quem queira existir.
Mas o ego fala grande,
fazendo-me afundar nesta vida como amante.
Ouvindo Dele o que fieis não entendem, questionando
o que demais os fazem carentes.
E a tarde logo chega, fazendo do breve a oportunidade de sentir-se sóbrio.
E os instantes a prevalência de meu ódio.
presencio mais do que deva ser isto.
Qual fato rege a vida de quem mal fato é?
Sobra quem eu repudie, imensamente maiores que eu,
afundam meu ego com besteiras de plebeus.
Mas o plebeu sou eu.
Já nem sei se mereço o que tenho
ou se merecem o que concebo.
Apenas escrevo como o passado sem carregar pretextos.
Anseio ser visto por quem seja adequado, não por quem repete boatos.
E talvez lugares são os que não sejam aqui.
Lugares que permitam quem queira existir.
Mas o ego fala grande,
fazendo-me afundar nesta vida como amante.
Ouvindo Dele o que fieis não entendem, questionando
o que demais os fazem carentes.
E a tarde logo chega, fazendo do breve a oportunidade de sentir-se sóbrio.
E os instantes a prevalência de meu ódio.
👁️ 107
I-XXXVII Jaezes de vida e morte
Por aí, ando sem haver luz, como se coisa alguma temesse mais.
Pernas faziam-se bambas e as mãos nunca abertas,
a pele suava, o coração sentia minhas obras inacabadas.
Sinto-me nem mais, nem menos fraca, apenas cansada.
É a exaustão por temer algo que há tanto se atrasa.
O que se mostra adiante já nem mais basta,
e para ti tantas coisas adiantam.
À direita, insanidade, à esquerda, melancolia.
E ainda me puxa ao alto para que eu viva pior agonia.
Que castigo!
Mal chega a criatividade botando-te em palavras e já queres as últimas.
Que doença é esta que me faz pensar só haver você?
Escrevo por cima do que já havia dito, por vergonha,
e por ainda querer ser lida, mesmo que incompreendida.
Que eu me torne morta, se é a vida que me faz perdida.
Pernas faziam-se bambas e as mãos nunca abertas,
a pele suava, o coração sentia minhas obras inacabadas.
Sinto-me nem mais, nem menos fraca, apenas cansada.
É a exaustão por temer algo que há tanto se atrasa.
O que se mostra adiante já nem mais basta,
e para ti tantas coisas adiantam.
À direita, insanidade, à esquerda, melancolia.
E ainda me puxa ao alto para que eu viva pior agonia.
Que castigo!
Mal chega a criatividade botando-te em palavras e já queres as últimas.
Que doença é esta que me faz pensar só haver você?
Escrevo por cima do que já havia dito, por vergonha,
e por ainda querer ser lida, mesmo que incompreendida.
Que eu me torne morta, se é a vida que me faz perdida.
👁️ 91
I-XXXII Jaezes de vida e morte
Ouvi sobre quem vive nesta ideia como quem vive no rancor.
Estive pressentindo o sentido do fim, e a isto corro como se corresse a mim.
Lembro-me de Árion cada vez que me sinto lento,
pois não sou Jó, nem ao Hades me arrependo.
Lembro-me das coisas vãs e das coisas más,
e disso nada serve-me de martírio ou pesar.
Aponto para os melhores, omito os piores,
faço que julguem quem tudo pode.
Assim sinto me vazio dos pés à cabeça,
oro apenas para sentir-me como Santa Catarina ou Teresa,
acreditando no que há de ruim com clareza.
E aos homens que ostentam gostos amargos,
às mulheres que casam de mau grado,
mostro-me como um refúgio do pecado.
Concebo em mentes cheias de mim,
o único lugar para um bom fim.
Estive pressentindo o sentido do fim, e a isto corro como se corresse a mim.
Lembro-me de Árion cada vez que me sinto lento,
pois não sou Jó, nem ao Hades me arrependo.
Lembro-me das coisas vãs e das coisas más,
e disso nada serve-me de martírio ou pesar.
Aponto para os melhores, omito os piores,
faço que julguem quem tudo pode.
Assim sinto me vazio dos pés à cabeça,
oro apenas para sentir-me como Santa Catarina ou Teresa,
acreditando no que há de ruim com clareza.
E aos homens que ostentam gostos amargos,
às mulheres que casam de mau grado,
mostro-me como um refúgio do pecado.
Concebo em mentes cheias de mim,
o único lugar para um bom fim.
👁️ 79
I-XXXIV Jaezes de vida e morte
Cruzando a fronteira,
desta vez com papeladas, como uma boa moça.
Com motivos melhores, contei-te piores.
E com justificativas tolas, fiz-me de boba.
Homens não ouvem tanto.
Sonhei com tu arruinando meu lar,
cobrava-me milhões pelo prazer de cobrar.
Apontavas tudo como a razão de minha solidão,
vítima de amigos que não me erguem do chão.
Sonhei-te com olhos azuis,
asas douradas, adornado com coisas caras.
Acordei irritada com o calor, e sei que me sentirei melhor
quando o pintar sem qualquer cor.
desta vez com papeladas, como uma boa moça.
Com motivos melhores, contei-te piores.
E com justificativas tolas, fiz-me de boba.
Homens não ouvem tanto.
Sonhei com tu arruinando meu lar,
cobrava-me milhões pelo prazer de cobrar.
Apontavas tudo como a razão de minha solidão,
vítima de amigos que não me erguem do chão.
Sonhei-te com olhos azuis,
asas douradas, adornado com coisas caras.
Acordei irritada com o calor, e sei que me sentirei melhor
quando o pintar sem qualquer cor.
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