Escritas

I-XLII Jaezes de vida e morte

Murilo Porfírio
Tarde, mas antes da noite,

invocaram-me, tanto repetiram,

dezenas suficientes para sentir-me contigo.

Acreditei vagar, mas tratam-me como vivendo aqui.

Dizem sentir como eu, mas não os vejo como vivi:

 

Sobre pegadas de Flammarion,

martelando um sólido céu que nos separa do passado,

por amor e por coisas que jurei nunca dar ao acaso.

 

E por rancor dos jeitosos rostos que, outros,

fizeram-me deixar de ver,

espero Artur compensar-me,

com tal rígida espada,

os frouxos homens desta távola

que nada me puderam fazer.