Ass. Um anonimo
Penso logo hesito
Penso logo descarto
Minhas palavras não valem de nada
Mas dizem que o que vale é a intencão
Bom, então
Aqui minhas palavras estão
Minha poesia é triste porém péssima. Casualmente me sinto apaixonado, casualmente me sinto casual, sempre pressionado por si a ser o melhor possível e isso dói. Geralmente eu me sinto orgulhoso por conseguir respirar tanto mesmo sem um motivo. Bom, talvez seja só isso.
n. 2003-01-31, São Paulo, SP
Medo, Medo
Me excita o medo
Me acorda cedo
O medo de morrer é aquele que te revive
O temor de não viver é o próprio por que vive
Eu não posso morrer
Não hoje
Não antes de escrever
Não hoje
Um dia irei estar
Morto, sozinho
Estarei eu, a definhar
Tão morto, tão sozinho
Minha lírica, não é amedrontadora
É infame, torturadora
Pior do que ser torturado
É ser assassino e assassinado
Minha poesia, não é triste
É solitária
Do verso ungido, querido
Deu por vencido
Hoje esquecido
O anjo, do poema mais belo, abatido
Tornou-se o demônio cruel
a solidão, bem minha.
uma companheira obscura
A solidão é outra linha
aquela que não me cura
Solitário? Eu não diria
Triste tu dizia
Como só, se tenho
Minha tristeza e poesia
a solidão é minha,
companheira
companhia
é minha, própria poesia
Crueldade não é exterior, cruel é você.
Você que se deixou ir.
Perdeu o controle quando?
Está sentindo o que porra
São só palavras rimando
A facada nas costas eu acostumei
Até o frio eu já toquei
O sangue escorrendo eu já bebi
Eu não perdi, mas também não sobrevivi
Meus inimigos não são capazes
São só crianças e rapazes
Minha mente é sem vírgulas, sem cráses
Meus males resumidos em parafrases
Quando você mesmo levanta a faca contra o próprio peito
Quando seus músculos não tensionam e você não sente medo
Quando se olha no espelho, e se da ao respeito
Quando acordam, você nem tão cedo
Quando você já morreu e nem os seus instintos te proibem de dar fim a sua existência e você tem o total controle de si mesmo, as consequências não influênciam, os medos não influênciam, as pessoas não influênciam, você não possui correntes que te prendem, que te seguram e te impedem, você não possui mais cordas que te cegam e te enganam, que fazem de você um tolo, você não possuí mais laços que o conectam a este planeta inferior e pequeno, não dá a mínima para aqueles que não se importam ou se importam. Você é único e merece morrer, não é um plano dívino ou é a mediocridade de achar que o mundo irá acabar se você acabar, mas merece morrer por estar tão errado onde todos estão tão certos. Por ser tão frio e cruel, você merece morrer por que a sua força é maior que a deles e que se você aguentou existir até esse momento você é desumano, você é frio e mentiroso. Você é incurável e insolúvel, você é egoísta demais para alguém te matar. Você é uma crueldade, quando você é isso.
Quando você é isso. Você não merece ser nada.
Quando não merece ser nada, você tem que se deixar ir.
Tem um homem armado na minha casa
A pouco ele entrou pela minha mente
Saiu pelos pulsos, queimando como brasa
A pouco sai do ventre o meu sangue fervente
A anos se escondia, foi inteligente
Saiu do escuro com um golpe veemente
Vou mata-lo, vã simplicidade
Curioso. Mesma cor, mesma face, mesma idade
Temos a mesma dor e a mesma maldade
Adeus jovem criança, que brinca de poeta
Que nas palavras de morte
Que nas dores do corte
Não passa de um falso profeta
Profetizando do próprio suícidio
Escuta, homenzinho de sangue, que saí do meu pulso
Eu sinto o que tu sente, que ninguém se importa
Nós somos como o útlimo verso
Sem rima e métrica
Só o sentimento de tristeza e
solidão
Marcelo, Gosto da tua poética principalmente como escreves de forma livre e verdadeira ,
Muito bom mano, você tem talento, já tenho um livro publicado e com certeza você vai chegar lá, sucesso aí pra você, abraço
Marcelo. Tem instagran ?
Fiquei emocionada seus poemas são simplesmente incríveis <3
Vejo que escreve o que sente. E já sofre a angústia de decidir quem será nesse mundo imundo, concordo, que nos ilude sem parar. Boa sorte!
Seus textos são maravilhosos! s2