Lista de Poemas
Faz Questão?
ainda mais eu, tolo presunçoso
d'olhar sério
d'um verso horroroso
queria perguntar enfim
Se você faz questão de mim
Vocês nem conhecem o seu, amigo...
Falando como se estivesse ligado, eu me desligo
cansei dessas escolhas insolentes
cansei de ter as palavras incovenientes
nos versos vivos
talvez não mais
como pedaços de livros
colados em algum cartaz
poxa eu tinha valor, hoje só preço
pois meus "amigos" não sabem meu endereço
não se importe, deixa que eu me esqueço
digo minha vida não é infelicidade, jamais
feliz? não, são bens materias
nada além de dinheiro que nem é tanto
não consegui comprar amizade em nenhum canto
Amanhã calado
depois em silêncio
até o dia do desalento
saudoso abatimento
fim do meu batimento
talvez do sofrimento
então eu deito no relento
e passo despercebido
levado pelo vento
Me deixar calado
tortura
Tipo que sentimento safado
amargura
a questão é que não tenho questões para ti
a questão é como tu leu até aqui?
o "amigo" leitor questiona se sobrevivi?
cansei de tudo até dos poemas
cansei de regras e nesse vis à vis
Faço questão, tu é quão boa atriz?
Fazer questão é dificultoso
ainda mais eu, tolo presunçoso
d'olhar sério
d'um coração meloso
Que deseja;
que não se apaixona
Que almeja;
E não põem a tona.
Pseudo-Narciso
Sou eu
Melhor estou
Melhor que o seu
Quem é você?
Não sei, de mim já ouviu?
Só me importa te ouvir
se for pra falar que me viu
Me viu num caderno
numa letra
Tipo, esfriei o inferno
O azul da minha caneta
Frio como quem é quente
Eloquente incoerente
Nascido narciso dependente
de mim, eu mesmo e eu também
Enfim, quem é você?
Você é quem?
Tipo irônico
Seria bom
Eu tenho tom
mas não é icônico
Não sou marcante
importante
Mente distante
Nem sou mais pensante
O que importa sou eu
Te irrita?
Você escreveu?
Imita!
Eu sou meu próprio homem de aço
e escrevo kripitonita
Enquanto eu jogando
você só apita
a minha linha maldita
vendetta do demônio;
Vilão tipo vedita,
você diz que é jovem e não recita
"Não tem idade nem medita"
Então escuta e capita
toneladas de tristeza
você nem viu a pepita
tipo suícidio, sabedoría
pintei meu piso e sem tinta
Vermelho sangue, igual na fita
Não gravei mentira,
medo que se repita
Eu tenho uma faca e tenho alvo
Tenho ego que te mantêm salvo
Você não é meu amigo
Eu só me importo comigo
então deixa que eu não erro
Tirando sangue sem berro
Atravessou meu peito, ferro
Tirei essa porra
Morri e deixa que eu enterro
Voltar A Brincar de Verso
Mas poeta não posso ser,
poetas se matam e escrevem;
nada em troca pedem
Já eu, tenho a vontade de morrer
Talvez não a vontade
Talvez o prazer
De não ter a necessidade
De um falso viver
pois é
Eu venho da onde é bom, tudo é belo
Onde o céu azul tem um sol amarelo
onde o papel só reflete a tinta de canetas
E não importa a fonte, o preço
não importa cor, nem endereço
não há prisões ou calabouços
pois as roupas nem tem bolsos
Eu venho d'um útero mais belo
Feito de folhas e tinta azul
Queria ser poeta
E quem não quer?
Nascido poeta menino
Morreu menino qualquer
Entre Ser e Ser
Quem nada?
Pergunto quem?
Quem tem culpa do que?
Porque a culpa alguém tem
Tenho certeza
Que sou esse culpado
Vejo com clareza
Mais um condenado
Escrevendo atoa
Letras atoa
Verso versado que voa
Eco que ninguém escuta, mas ecoa
Letras atoa
Rima nem tão boa
Quanto vale, quanto?
Rimar tanto, chorar tanto
Quanto?
Vale o pranto
O canto
Da tristeza, que toco e carrego,
que descarto e descarrego
D'uma lágrima de ego
que escorre e me afoga
E eles gritam: -Nada!
E não vale nada
Já não verso nada
-Nada!
Não vejo nada
Respirava até poesia
Hoje não respiro nada
Execrável Solidão de Poesia
Do verso ungido, querido
Deu por vencido
Hoje esquecido
O anjo, do poema mais belo, abatido
Tornou-se o demônio cruel
a solidão, bem minha.
uma companheira obscura
A solidão é outra linha
aquela que não me cura
Solitário? Eu não diria
Triste tu dizia
Como só, se tenho
Minha tristeza e poesia
a solidão é minha,
companheira
companhia
é minha, própria poesia
Medo Medo
Medo, Medo
Me excita o medo
Me acorda cedo
O medo de morrer é aquele que te revive
O temor de não viver é o próprio por que vive
Eu não posso morrer
Não hoje
Não antes de escrever
Não hoje
Um dia irei estar
Morto, sozinho
Estarei eu, a definhar
Tão morto, tão sozinho
Minha lírica, não é amedrontadora
É infame, torturadora
Pior do que ser torturado
É ser assassino e assassinado
Minha poesia, não é triste
É solitária
Explicando a crueldade
Crueldade não é exterior, cruel é você.
Você que se deixou ir.
Perdeu o controle quando?
Está sentindo o que porra
São só palavras rimando
A facada nas costas eu acostumei
Até o frio eu já toquei
O sangue escorrendo eu já bebi
Eu não perdi, mas também não sobrevivi
Meus inimigos não são capazes
São só crianças e rapazes
Minha mente é sem vírgulas, sem cráses
Meus males resumidos em parafrases
Quando você mesmo levanta a faca contra o próprio peito
Quando seus músculos não tensionam e você não sente medo
Quando se olha no espelho, e se da ao respeito
Quando acordam, você nem tão cedo
Quando você já morreu e nem os seus instintos te proibem de dar fim a sua existência e você tem o total controle de si mesmo, as consequências não influênciam, os medos não influênciam, as pessoas não influênciam, você não possui correntes que te prendem, que te seguram e te impedem, você não possui mais cordas que te cegam e te enganam, que fazem de você um tolo, você não possuí mais laços que o conectam a este planeta inferior e pequeno, não dá a mínima para aqueles que não se importam ou se importam. Você é único e merece morrer, não é um plano dívino ou é a mediocridade de achar que o mundo irá acabar se você acabar, mas merece morrer por estar tão errado onde todos estão tão certos. Por ser tão frio e cruel, você merece morrer por que a sua força é maior que a deles e que se você aguentou existir até esse momento você é desumano, você é frio e mentiroso. Você é incurável e insolúvel, você é egoísta demais para alguém te matar. Você é uma crueldade, quando você é isso.
Quando você é isso. Você não merece ser nada.
Quando não merece ser nada, você tem que se deixar ir.
Essa linha existiu?
Deixou de existir alguns poemas atrás
Eu não suporto mais
Eu não tento tais
Versos e versos
Rimas e rimas
Eu só junto palavras que rimam e mergulho em meláncolia
minha alma escura não tenta, não pensa, só faz
Tudo que meu lado bom antes fazia
Sério, hoje ele não existe mais
Não é porque confunde, que errei
Não é porque fiz que tentei
Meramente, outrora tentei,
hoje eu escrevi, eu senti e mal pensei
Socorro
Tem um homem armado na minha casa
A pouco ele entrou pela minha mente
Saiu pelos pulsos, queimando como brasa
A pouco sai do ventre o meu sangue fervente
A anos se escondia, foi inteligente
Saiu do escuro com um golpe veemente
Vou mata-lo, vã simplicidade
Curioso. Mesma cor, mesma face, mesma idade
Temos a mesma dor e a mesma maldade
Adeus jovem criança, que brinca de poeta
Que nas palavras de morte
Que nas dores do corte
Não passa de um falso profeta
Profetizando do próprio suícidio
Escuta, homenzinho de sangue, que saí do meu pulso
Eu sinto o que tu sente, que ninguém se importa
Nós somos como o útlimo verso
Sem rima e métrica
Só o sentimento de tristeza e
solidão
Comentários (6)
Marcelo, Gosto da tua poética principalmente como escreves de forma livre e verdadeira ,
Muito bom mano, você tem talento, já tenho um livro publicado e com certeza você vai chegar lá, sucesso aí pra você, abraço
Marcelo. Tem instagran ?
Fiquei emocionada seus poemas são simplesmente incríveis <3
Vejo que escreve o que sente. E já sofre a angústia de decidir quem será nesse mundo imundo, concordo, que nos ilude sem parar. Boa sorte!
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Seus textos são maravilhosos! s2