Escritas

Lista de Poemas

50% Metódico 50% Limitado

Metade poesia
Um quarto carente. Um quarto inteligente.
Uma casa toda de avaria
De mágoa ardente

Metade é poesia, tenho quase certeza
Metade qual, exercida com realeza
Protuberante, envenenada
Tão fria, sangrenta e impura, ainda sim, limpa minha alma

Faço metade com coesão, muita mesmo, de verdade
Poesia com nexo e racionalidade
Racionalidade tenho sim, saudade também..... daquela senção
Da loucura, com algum orgasmo de emoção
 
Uma metade é gratificante, linda, é minha
A outra nem a conheço
Prejulgado fui sim, por mim mesmo
Sem conhecer a outra metade, disse que ela não podia
 
Metade humano
Um quarto têm ódio. Um quarto quer pódio.
Um predio de nada com nada, com vista ao espaço
Humanos chatos, prédio cinza claro, talvez eu pule do 10º só resta a pergunta!
Em que planeta renasço?

Conceitos meus, ainda a por em pauta
Coitada dessa metade.... Ela queria ser astronauta.
Coitado dos 100 porcento
Tem 100 porcento de um cara qualquer, logo um cara que eu não entendo.
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Jardim de Asfalto

Milhões de estruturas alicerçadas
Não com afeto
Criam prisões disfarçadas
Com muita massa e contreto
Prédios tortos se erguem
Eles caem, e denovo se erguem
Pessoas morrem, eles procedem
Uns deixam histórias
Outros deixam dores

Maria, o onze do sete mandou flores

O mundo tenta
Eu tento
Como pequenas casas
Que procuram luxo
E se resumem ao lixo
Desgaste da parede que uma hora vai cair
Desgaste da pele que uma hora irá se cortar
Desgaste da alma que uma hora irá me deixar
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Se escrever fosse ser

Estou escrevendo as pressas
As pressas e aos prantos
Aos trancos e barrancos
Com medo de você sair dessa

Eu sou uma emboscada
Eu lhe faço mal, percebe?
Eu lhe faço bem, percebe?
Posso beijar-te ainda vendada

Tenho que escrever rápido
Pra te trazer ao meu lado
Tenho que subir essa montanha
Pra chegar ao pico, me sujarei de lama

Posso escrever rápido, não quero
Devo, e vou
Mas não queria, tolero
Eu quero escrever o que você quer que eu escreva, não vou
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Sinto por não sentir nada

Poesia afagada
Poesia amarga
Não nutro paixão pela sua farda
Você poeta sente amor na palavra?
Não, não sinto
Não, não sinto nada

Então qual o sentido em fazer isso?
Só o faço porque preciso
Qual o sentido em tudo isso?
O sentido em tudo isso, não sou eu

Sinto por não sentir nada
Lamento por não chorar a sua ou a minha perda
A perca, ela não é minha inimiga
Por isso não sinto ódio

Sim isso tem total sentido
Sinto por não sentir nada, na verdade é educação
Sou pessoa antes de poeta, e minha pessoa veio sem qualquer emoção
Peço desculpas a todos, amigos ou inimigos
Não sinto ódio nem prazer, sem quaisquer vinculos
Tão quais os sentimentos estes, para mim, são sem sentido
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Ass: assino

Matei
Escondi os fatos
Enterrei
Neguei tais atos
Nunca acharam o corpo, nem a consiência
Não há mal, era um porco, sem vivência

PORRA, ERAM MEUS sentimentos
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Lírica ao assoalho

Queria ficar em silêncio
Porém o mundo não me deixa quieto
Quanto mais tento, mais inquieto
Especulam sobre ôque eu deveria ser
Criticam ôque sou
Especulam sobre ôque eu devereria querer
E Criticam ôque eu quero
Venha verso eu te enrimo
Mas poesia não precisa de rima!
Nem de ritmo
Lirica está sempre acima
Está nervoso?
Que pena o mundo não liga
Que sorte, estou em silêncio não poderia atender
👁️ 902

Autoestimativo

Vários vivem
Eu existo
Triste tediante
Alarmado arruinado
Algo acharei 
Tão tentador
Excitante explêndido
Vou viver vou
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Astrom Statum

Instantaneamente acontece, o tempo, ele começa, de uma vez, derrubando qualquer fronteira e atravessando todas as distâncias possíveis, ele é grande, na verdade, ele é maior que qualquer coisa que nele já existiu, o tempo não tem barreiras, não conhece limites. Ele destrói tudo que está em seu caminho pouco a pouco, lentamente qualquer coisa por ele tocada é destruída, devorada, esquecida e largada, o tempo é como um assassino em massa, um totalmente discriminador, que para te matar basta somente, você ter existido.

Só há uma maneira, a única e inevitável, que diferencia ele de você, o poder de ser esquecido, a árdua maldição de ser totalmente esquecido, somente isso, ficar só, assim como era antes de você existir, mas realmente não existe um antes, o seu tempo começa nesse meio, a vida é como um meio de uma história que simplesmente acaba, sem revisão, sem publicação, porque em algum momento, todos esqueceram de você menos ele, pois ele sempre esteve lá, com outros nomes ou qualquer coisa que tivesse há mera dignidade de representa-lo, mesmo que depois, esta representação também será esquecida.

Podemos lembrar até certo ponto o que aconteceu, e porque estamos aqui, más até onde vai essa retrospectiva, o que ocorreu antes de antes, antes daquele ponto de disparo. O ponto inicial é um marco para o tempo, ou é apenas outra coisa que por ele já tenha passado? Sabemos que ele é frio, imperdoável e imprevisível, ele é o melhor no que faz, avançar. O tempo ele simplesmente faz, ele não perdoa, mata tudo e simplesmente esquece, isso o torna o assassino mais frio, de qualquer local seja ele conhecido ou não.

Ser bondoso e legal não ajudará, ser mal e cruel não farão efeito algum, ele te esquecerá. Você pode tentar entende-lo, mas quando o fizesse, seria tarde demais, ele já teria te alcançado e te esquartejado lenta e friamente, estaria disfarçado, como qualquer coisa, ele é silencioso, fatal e imoral. Ele é um obstáculo, o começo, o meio, mesmo sendo também o.
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Intensa Até os Nervos

Minha poesia é minha
Não pode ser tua
Por mais que eu sinta saudade
De ter você nua

E quando eu olho pra rua 
Vejo que o mundo é seu
Tão fácil pra sua,
coragem abrupta

Intensa até por dentro da tela
Teu traço aquarela
Intensa até por dentro da pele
Não entendo porquê me repele

Não minta, não finja
Que não sou álcool
Posso acender teu fogo
Também apagar sua tinta

E teus traços me causam
Sentimentos
Nada casuais
A quem diga irracionais
Sentimentos que podemos parar de sentir,
só não podemos esquecer mais

Intensa até o nervo
Até o último fio de cabelo
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Vejo tudo e ninguêm me vê

Não conheço minha própria sombra
Pois ela só caminha na penumbra
Só sei que ali ela está
Porque a luz não à refletirá


Como o bote da cascavel
Ela toma minhas decisões
Talvez eu seja um sujeito
Ou eu seja o próprio efeito


Olhando a vida calado
Como plateia, como platão
Eu tenho uma ideia
Que requer 7 palmos de chão

Você não me vê
Não têm nem noção
de que eu vejo tudo
e tudo vira depressão
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Comentários (6)

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wilson1970
wilson1970
2020-03-07

Marcelo, Gosto da tua poética principalmente como escreves de forma livre e verdadeira ,

57812215
57812215
2018-09-17

Muito bom mano, você tem talento, já tenho um livro publicado e com certeza você vai chegar lá, sucesso aí pra você, abraço

cfs
cfs
2018-08-21

Marcelo. Tem instagran ?

marianaLilibelty
marianaLilibelty
2018-08-16

Fiquei emocionada seus poemas são simplesmente incríveis <3

luluca
luluca
2018-08-03

Vejo que escreve o que sente. E já sofre a angústia de decidir quem será nesse mundo imundo, concordo, que nos ilude sem parar. Boa sorte!