Escritas

Lista de Poemas

Forte Borboleta

Hoje eu vi uma borboleta na guia,
a perto da calçada
Ela foi estuprada,
d'alma violentada
Uma borboleta, na guia;
estirada;
de beleza castrada;
A direita arrancada
A esquerda quebrada,
o que antes voa-a, agora sedada;
aquela borboleta nunca mais voou
Nem mesmo me contou,
Mas eu mesmo sabia, sabia o que acontecia;
Pobre borboleta, entrou no ônibus e foi embora

A mesma? Nunca mais, fora.
👁️ 243

Vá silenciosamente a merda

Simplesmente vai a merda
Vá tudo a merda
Sem estética
Sem métrica
Vai a merda
E se você não gosta. Vá a merda

A, que merda
Vá a merda
Eu odeio todo esse fingimento
Eu odeio essa merda, sem essa de calor do momento

Ódio nos verso, coloco a esmo
E quem não gosta, vá a merda mesmo
Poderia pintar 30 linhas, o ódio é meu estencil
Até falar, ia... que me recuso, mas já cravei meu voto de silêncio

Me deixa em paz
Vá silenciosamente a merda

👁️ 202

Tudo realmente ruim

Hoje foi tudo ruim
Ruim, tudo hoje
Hoje, tudo ruim
Dia todo, hoje tudo, hoje fim.

Tudo fim.

👁️ 174

Verdades Verídicas de um Verdadeiro Poeta

Verdade... que não faltas com a mentira
Sejamos apaixonantes como Nero,
ou um simples adultero
Pervesos como Calígula
Esbravejando a poesia onde te falta vírgula
ou gramática
de um poeta burro
numa vida trágica
de uma sociedade narcisa
Em que todos pensam que estão sempre certos e eles não estão certos, eu estou certo, só eu sei o que todo mundo precisa.

👁️ 204

Bêbado de uma garota

Seus lábios como doces martelos
Me deixaram tonto
Seu lábio me constrói
No seu beijo me desmonto

Não copio, eu transformo
Se quiser, te consumo, eu que pinto.... não contorno
AMOR. Faz um favor,
vira que eu te entorno.

Quer mais uma, eu faço metade
E você completa o dobro
Sempre será maior que a minha folha
Mais brilhante que ouro

Dourada como prata
Prateada como uma carta
Enviada
Recebida
Criptografada
Escrita
Bêbado
Escrevo; Escrevo?
?

👁️ 226

FAZ TEMPO

Faz tempo que não me perco nas linhas
Faz tempo que não me encontro nos versos
Faz tempo que não te mostro meus
pensamentos perversos

Faz tempo; que faz tempo; que faz vento,
o tempo se faz
Me faz mais lento

Os ossos que se partiram ao momento 
Morfina que não cura mais
Que eu escrevo alguma verdade, poetizar eu tento

Alguém avise pra ela que eu morri
Diga que eu ainda a amo
Diga você, ninguém me escuta daqui
Ninguém escuta os poetas

👁️ 288

É estranho

Eu leio poesia
Eu ouço poesia
Eu assisto poesia

Só para ser poesia

Nem sei o que é poesia

Não sou poesia

Seria, se soube-se o que seria

Me poetize
Me ensine poesia
Se não for você, quem seria?

Vislumbre o mundo, leia poesia
Ouça as pessoas, ouça poesia
Me olhe nos olhos e assista poesia

Poetizo crueldade, me olhe nos olhos, me olhe
Poesia agora é sangue, por fim me molhe
Derramei sangue no caderno, agora não mais vivo

Agora sou poesia.

Se vivo estive-se, seria. Seria pelo menos, poesia. 
👁️ 284

A natureza não fode.

Não me distancio!
Nem depois de cem remadas
Agora sem forças, sem rimas
Todas forçadas;

cem rimas todas forçadas

Inteligência artificial
Porque a natureza não fode
Minha poesia é natural
Rastejante, ela anda sem bote

Cobra d'água, maldita água, quebra meu bote

Vocês que se dizem naturais
Estão vestidos
Com um Iphone, um Androide
Estão todos fodidos;
A natureza não fode
👁️ 266

Poetas ruins que nem são tão bons

Ultimamente eles rimam, rimar e viajar
Sentimento e conhecimento
Nada e nada
Palavras ao vento

Poesia não precisa de rima, ressôo
Eu já disse isso na minha
Mas a rima precisa dela, seu tolo
Guardo as mágoas na rimas, e guardos as rimas como um sentinela

Me diga, me diga, me diga, onde ele vai?
Ele rasbisca o seu caderno e nomeia o que sai
Diz que é poeta... claro! De mentirinha
Se você fosse só ruim, seria um poeta ruim
Tu não é poeta, porque mente em cada linha
👁️ 221

Caderno Enfermo do Inferno

Prefiro ela do que o caderno. Veja
O caderno se abre, ela eu decodifico
Uso meu caderno, para protegê-la
Que esteja segura me prontifico
 
Que o monstro dentro de mim seja guardado nesse caderno enfermo do inferno
 
Ele não te tocara querida
É que eu amo minha ferida,
não matei ele ainda,
É que a maneira como ele me mata, é tão; tão; tão linda...
 
Estou aos prantos
E a gargalhada
Ele me cobre como um manto
E usa o sangue como uma desculpa espirrada
 
O sangue dos meus inimigos jorra na minha cara
Na minha caneta
O meu demônio é de espécie rara
Mas eu pago com minha sanidade, uma forma cara. Perfeita;
 
E se um dia ele tocar em tu, diga-me
Matarei ele com crueldade
E se tal, eu, não ter capacidade
Ordenarei a ele: Suicídio, mate-me
👁️ 277

Comentários (6)

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wilson1970
wilson1970
2020-03-07

Marcelo, Gosto da tua poética principalmente como escreves de forma livre e verdadeira ,

57812215
57812215
2018-09-17

Muito bom mano, você tem talento, já tenho um livro publicado e com certeza você vai chegar lá, sucesso aí pra você, abraço

cfs
cfs
2018-08-21

Marcelo. Tem instagran ?

marianaLilibelty
marianaLilibelty
2018-08-16

Fiquei emocionada seus poemas são simplesmente incríveis <3

luluca
luluca
2018-08-03

Vejo que escreve o que sente. E já sofre a angústia de decidir quem será nesse mundo imundo, concordo, que nos ilude sem parar. Boa sorte!