Escritas

Voltar A Brincar de Verso

Heinrick
Queria ser poeta
Mas poeta não posso ser,
poetas se matam e escrevem;
nada em troca pedem
Já eu, tenho a vontade de morrer

Talvez não a vontade
Talvez o prazer
De não ter a necessidade
De um falso viver

pois é

Eu venho da onde é bom, tudo é belo
Onde o céu azul tem um sol amarelo
onde o papel só reflete a tinta de canetas

E não importa a fonte, o preço
não importa cor, nem endereço
não há prisões ou calabouços
pois as roupas nem tem bolsos

Eu venho d'um útero mais belo
Feito de folhas e tinta azul
Queria ser poeta
E quem não quer?
Nascido poeta menino
Morreu menino qualquer
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