Escritas

Lista de Poemas

Esperança ao contrário

Procurando rimar meus versos
Se não rimam, estão submersos
Submersivo, evasivo então não é sincero
Se eu citar nomes, não estou sendo sincero

Não acredito em mim, só no que eu quero
Quero crer em mim, sério, eu não creio no clero
Tadinho do homem, deus é melhor, mulher
Tadinho do poeta, não é você que ela quer

Não procure pessoas pra por culpas
de tua tristeza ou alegria
Com seus próprios pensamentos,
tua própria mente ocupas.

Diz; 'tempestade em copo d'água'
eu me afogo
É uma grande mágoa
Eu nem olho e me jogo

Sou eu que sou razo demais, então

Sentimentos magoados
Isso já é o comum, meu intinerário
diário
Sentimentos esmagados

Que posso ir pra cima eu sei, vim por esse caminho, mas será que tem contra-mão?
Posso ir mais baixo do que isso, do baixo que eu me encontro em baixo?




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Motivos

Sobre os motivos
Talvez sem sentido
D'um verso repetido
Dos poemas emotivos

O motivo desse vício
Em poesia e nicotina

Eu lembro do início
Como se fosse o fim da linha.
E quem diria, era minha

Não sou um vicíciado
Mas tenho potencial
Sou só um iniciado
Mas sinto que já passei do final

Mais um trago
E a minha caneta evapora
Mais um trago
E as dores que trago vão embora
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Escravagismo. Escravisão.

Deixe que olhem, deixe que apontem, deixe que riam.
O alheio simplesmente não me pertence.

Escritas escravotas estou escrevendo
Escremento escritos explanam e expurgam
Escravidão é etimologia
'Escravisão' eu escrevia
Escravisados escolheram escutar

Eu escolhi erguer e esquecer
Estado épico entre estimar e escrever

Escravos da visão prestes a perder
Tentei pensar mais e fazer menos
Mas isso me tira o direto de viver
E hoje não irei morrer, porque um dia perecemos

Tentamos explicar oque não é tal entendível
Por que queres ver o invisível? Previsível

E se te chamarem de tolo de burro e de fajuto filósofo
Digo, deixem que olhem, deixem eles escravos da visão
Escravos da visão, escravisão.

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Linguagem Insulta

Não uso a linguagem culta
Meu caderno me oculta
Não desculpo, não discuta
Não escuto. Então escuta

Isso é amor, é luta
A vida é dor, é puta
Puta bela, puta odiosa
Purificada, Putrefeita

Bela que me odeia
Bailarina da noite que rodeia
Se fosse fácil, não teria graça
Se for difícil, eu tentará
minha vida é como deveria ser... Bem paga

Aqui se fala, as vezes se faz
Aqui se cala e sempre se desfaz
O ódio já não dói
Mas silêncio, ele tudo corrói

Falo; Falo. Mais que aguento
Liguagem culta? Foda-se, nem tento
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A morfina do amor

Como um grito, psicótico
Abafa-se o racional e lógico
Ouve-se o grito de amar;
do doente, perdido a lutar.

A pouco, a procura;
Pensa no mal de tal doença, porém só encontra cura.

O amor a curar o que somente tu, tens de esquecer.
A solidão é morfina, alívio, vício que ninguém quer ter

Víciam-se os pacientes, pois só sabem querer,
Não sei Não sei Não sei
Se sou viciado em te ter
Ou sou viciado em não sofrer.

Tanto melancólica essa sina
Mas a resposta é que, prefiro a cura
A viver com a falsa ternura
Da deliciosa morfina

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Transfomar Demônios Em Asas

Como água é a vida, então assim eu bebo
Como água, minha vida está sem cor;
sem cheiro; sem sabor
Minha pequena vida, vida sem vida percebo

Oque fizeste com minha vida
O espelho me reflete
Mas ele não tem minha ferida
Só o frio se remete

A escuridão que eu criei na vida
Hoje ela me escolta
A filha que eu cuidei na ida
A mesma que me impede a volta

Na ida flores de plástico
Na volta flores mortas
Com licença. O mundo é trágico
ele não aguenta oque tenho nas costas

Das costas para o pescoço
A escuridão envolve todo meu torso
Olhos ardem, sem brasas
Meu sonho é o meu pesadelo, transformar demônios em asas.
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Nomes, Linhas, Traços

Entre nomes, prefiro o teu
O meu não digo, mas o dela repito,
tudo que um dia não foi meu,
repito, repito, repito e repito

Apesar de pensar
Amar é esse pesar
Não tardia me encantar
Meu sentido a retardar
Garota, tarde em parar

Do amor disforme
Num casamento secreto
Da mente que dorme
Na mesma morada sem teto

Casamos ontem
Amanhã você irá saber
Antes que contem
Eu irei te escrever


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A Flor do Descaso

Flor de plástico
Como a fênix do descaso,
Me caso com homens ignorantes
Não...., não sou o que pensa, só escrevo de formas impressionantes

Flor de plástico que não desbota
Plantada por homens
Colhida por homens
Por que não se revolta?

Não deixe eles escolherem a cor de suas pétalas
São as flores, não de plástico, elas por elas
Morreu como a mulher de um homem
Renasceu como a fênix do descaso e eu me casei com ela

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Volte quando estiver bêbado

Justo nós sabemos que não é
Profundo, nós tentamos parecer que seja
Na verdade é bem profundo
Ou eu creio que seja

Na verdade eu não lembro de ter mordido um drácula
Que comia frutas
era um falso crápula
nem bebia sangue. Morcego que nem voar, voava.

É ruim e sem nexo
como sexo
injusto e vermente
Como a serpente dos desscalços
Que os ricos nunca vão sentir a aventura da quase morte, por isso morrem tristes e sozinhos, pesando que nunca viveram.
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Quer tirar uma foto deixa eu sorrir

Falaram que eu os odiava
Não estou chorando porque é mentira
o meu ego é a única coisa que tenho
tudo que tenho é a minha ira

isso é sobre eu
sobre um desconhecido
porque você não me conhece,
independente de quem seja
talvez eu morra e apareça na capa veja
Van gogh que pinta linhas pela fama que almeja
suicidio é legal, já aconteceu antes
e se eu estou morto
quem vou matar agora
?

Naveguei numa caravela sem manche
carcaça avante
pule é legal
já pulei antes
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Comentários (6)

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wilson1970
wilson1970
2020-03-07

Marcelo, Gosto da tua poética principalmente como escreves de forma livre e verdadeira ,

57812215
57812215
2018-09-17

Muito bom mano, você tem talento, já tenho um livro publicado e com certeza você vai chegar lá, sucesso aí pra você, abraço

cfs
cfs
2018-08-21

Marcelo. Tem instagran ?

marianaLilibelty
marianaLilibelty
2018-08-16

Fiquei emocionada seus poemas são simplesmente incríveis <3

luluca
luluca
2018-08-03

Vejo que escreve o que sente. E já sofre a angústia de decidir quem será nesse mundo imundo, concordo, que nos ilude sem parar. Boa sorte!