Explicando a crueldade

Heinrick
Heinrick
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Crueldade não é exterior, cruel é você.
Você que se deixou ir.

Perdeu o controle quando?
Está sentindo o que porra
São só palavras rimando

A facada nas costas eu acostumei
Até o frio eu já toquei
O sangue escorrendo eu já bebi
Eu não perdi, mas também não sobrevivi

Meus inimigos não são capazes
São só crianças e rapazes
Minha mente é sem vírgulas, sem cráses
Meus males resumidos em parafrases

Quando você mesmo levanta a faca contra o próprio peito
Quando seus músculos não tensionam e você não sente medo
Quando se olha no espelho, e se da ao respeito
Quando acordam, você nem tão cedo

Quando você já morreu e nem os seus instintos te proibem de dar fim a sua existência e você tem o total controle de si mesmo, as consequências não influênciam, os medos não influênciam, as pessoas não influênciam, você não possui correntes que te prendem, que te seguram e te impedem, você não possui mais cordas que te cegam e te enganam, que fazem de você um tolo, você não possuí mais laços que o conectam a este planeta inferior e pequeno, não dá a mínima para aqueles que não se importam ou se importam. Você é único e merece morrer, não é um plano dívino ou é a mediocridade de achar que o mundo irá acabar se você acabar, mas merece morrer por estar tão errado onde todos estão tão certos. Por ser tão frio e cruel, você merece morrer por que a sua força é maior que a deles e que se você aguentou existir até esse momento você é desumano, você é frio e mentiroso. Você é incurável e insolúvel, você é egoísta demais para alguém te matar. Você é uma crueldade, quando você é isso.


Quando você é isso. Você não merece ser nada.
Quando não merece ser nada, você tem que se deixar ir.

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