Escritas

Versos trincados

Charlanes Olivera Santos

Cantor o peito dos poemas e poesias, e falo da morte antes que a vida da o ultimo suspiro que ache ainda a minha língua miúda húmida que foge dos grilhões do aço dos seus capitães

Ser por mares nunca de antes navegados dos ventos que não foram ainda soprados

Ela na seda das sombras entre o véu seus tentáculos tateando nas surdinas a espreita pra livra-te de sentir mais dor

Passaram ainda além da alma sublinhada em perigos do só...

E remota edificaram novos amores que tanto sublimaram destas memórias que foram dilatando...

Crer no destino aos sons de lábios viciosos que a carne andaram devastando o engano temporário obras valorosas e se libertando

Cantando e de tanto ajudar-me o engenho e arte... fui-me espalhando sem querer espalharei-me por toda parte...

Nada que cessem os lábios destes amores que fizéramos e

Cale-se de suspiros que trajamos e hoje nesta derrota era a fama daquelas vitórias que tivéramos...

Cantava eu peito-o com à luz ilustre das estrelas ilustrado de um amor netuno não neutro nos toques obedeciam ao corpo aprisionado livre...

E cada espasmo em êxtase eu cessava tudo o que a Musa antiga cantava hoje busco valor mais alto se levanta...

Alma minha crio um novo engenho ardente de amor poesias

e sempre num verso de palavras caladas som alto mudo e surdo...

Costuro nos céus um estilo grandioso da corrente nas vossas almas e águas deste afluente ordene o compromisso de amor

Se a fúria que me deras sejas sonorosa e as aguas canoa do agreste haverá um canto de flauta aguda... e o silêncio da triste tumba do amor seja a lembrança feliz sem nunca um adeus mais um ate breve...

E no peito acende o vermelho cor do amor e que em do gesto preserva o amor dosada de paixão

Aos anjos pedirei: dai-me igual canto com feitos e efeitos do amor e na famosa flor que se espalhe o meu canto entre as estrelas

Sublime o valor cabe em cada verso preservo à antiga liberdade

a esperança ramo florescente da árvore amada nascida dos raios do Ocidente...

O seu beijo que bebo deste licor do santo rio de tu majestade e nesse tenro gesto prêmio vil, porque me deixaste?

E agora tenho os meus altos quase eternos.