Lista de Poemas
Constante
Neste exato momento
Em que escrevo
Tem gente comendo
Tem gente querendo
Estar
Onde uma estrela
Deve ESTAR
Ser e estar
Não se MISTURAM
Uma está
Agora a representar
A outra é...
BRILHO!
Constante...
Tem algo a ser esclarecido
Com a PALAVRA...
CONSTANTE?
Pense antes....
Extirpação
Fotografei imagens
Como cartões terabytes
de memória
Vivo in memóriam
Enterrei-me nas fotos
vivendo com meu passado
atuante
Desliguei-me dos fatos
Que movem a vida
a toda hora
Depressão no porão
Me encoberta
o medo
de
viver
Disfarço
o lado macabro
com risos
amarelados
boquiaberta
diante
da
tumba aberta
Que me encerra
incontida
sem a manta de terra
que virá um dia
por cima
Chamam a isso vida estabelecida
e
contida
A morte te contendo
como... vida
Vida regrada
Vida reclusa
Exclusa de alegrias
Risos macabros
Falas patéticas
Em nome da ética e da estética
Nunca vividas na flor da pele
Jargões e grilhões
nos fizeram reféns
Em carne viva
Vivemos ocos... extirpados
Sem víceras
Evidente
Dois olhares
Um é amplo
Outro é limitado
Um
busca no não ver...
descobrir
Outro
busca no ver
Conferir
e
Repetir
E cada olho de mim
sou eu
DIVIDIDA
Onde encontrar e exercitar
O terceiro olho?
OU
O TAL
O TAO
CAMINHO DO MEIO?
AQUELE
TAL
OLHO
CENTRAL
QUE VIROU
RECHASSO
ESCRACHO
BULING
E
.
.
.
COISA E TAL?
O olho que vê além da dualidade...
SEPARADA?
Onde DEVO...
ESTAR
PARA JUNTAR?
MEUS
MEUS OLHARES?
aparentemente tão próximos
DIANTE DE MINHA CARA?
Nesse lugar...
Sem centro
ou posicionamento
sou apenas
o centro
do meu
míope
hiper
golpe
vISUAL
golpe
de vista
desejo e busco
Eu almejo
E não vejo!!!
Sinto
Intuo
Percebo
De
Ante
Mão
Minhas mão são
A visão do todo
Vejo também
Com as mão
um absurdo
como um cego
surdo
e
mudo
POSSO SER
cego e vidente!
E
ESCUTO
O
SILENCIO
ME
GRITAR
Evidente
QUE
TUDO
PODE
RESTA
SABER
QUE
SE
TEM
ESSE
PODER
óbito do obvio
Castrada a homeopática Mente
Desconectada lentamente
Do senti-se... pleno
Limitar tornou-se jargão
Padrão acordado no porão
Condução por indução aceito
por maioria em urnas de votação
Indulto forjado como presente
por liberdade... provisóriaMente
merecida
Vida irrisória... minguada... inanimada
"inamante"
vida tolhida
reclusa
na cela fria
Conduzida a falência
logo na adolescência
Criminosos inocentes
moldados por conveniencia
e
conivência
sociopata
Lobotomizados por sistemas
conveniados
à uma
geral apátia
Escolas deformantes... transgênicas
Soluções genéricas... baratas
Arte do nada claro
ticados e anotados
como
vistos
Discursos certeiros...
Mascaram intenções ocultas
Sofremos de uma cegueira diurna
Um quadro negro nos acompanha
bem à frente
Futuro nebuloso
nos apagaram o saber in natura
em salas
quadradas
e
frias... filas
Enquadros em primeiro plano
Humanoides... subjulgados
torturados
como ratos
esgotados
Órfão de um País "podre... de Rico"
A vida tornou-se "planaMente" sem sentido e
Cheia de NADA!
com toda a pseudo... Razão
Quebrar as grades é SER
como primeiro princípio
para poder rever...
num segundo
o
quadro negro
sendo
iluminado
Sem fugir do escuro nem cobrir a cara
Ver e sentir o mal
impregnado
sem desviar os olhos
sentir o cheiro
sentir o asco
sentir o nojo
sentir o ódio
sentir
as
entranhas
as
víceras
perceber
o que
te
estranha
compreender
de
imediato
o pesadelo pulverizado ar
Baixar cabeça não vai ajudar
Sentir...
O QUE REALMENTE SENTES
É PODER, que vai ALÉM...
poder de SER real
Poder SER o que realmente sentes
E
NÃO
MENTE
Ser
Consciente
Desfaz a ilusão... O feitiço
Estamos hipnotizados
Valendo menos que um cão...
Meu irmão
NOSSA HUMANIDADE
ESTÁ APRISIONADA
NA
ANIMALIDADE
NÃO SOMOS AINDA
CIVIS
SOMOS MEROS SERVIS
socialistados
em códigos
e barras
Servimos a um sistema
natimorto
onde o obvio apego
e o nosso MEDO
se recusam a aceitar
o
óbito
do
obvio
Amor agridoce
pólen de flores
doces sabores
que beijam a vida
nuances agridoces
Entre doces meios
salpicados de desejos
por inteiros
Amor sempre UM meio
de calor comum
ofertado aos seres incomum
Comunhão que chama
e inflama
O bem suado pelos poros
Expondo a nú
toda alma
como asas
corpos alados ao sol
no calor
das estrelas
fogo brando
de
brilhos
No roçar da pele
que enxama
estase que brota
e paira ao evaporar
Sobre e acima de tudo
Calor abençoado do ser
sem limites
exatos
Amor eterno é desmedido
e sem razão em fim
almejado
com liberdade de expressão
Amor num moto contínuo
inacabado em pleno gozo
Amando o amar
num mar de maná
diario
alimento que jorra do espirito
em gotas de pura sensibilidade
Animo que arder
sem doer ou macular o corpo
equilibrio dos sumos
sagrados vapores
ofertados
rito pagão
por gratidão
dissolução
que consome
e
absorve a ilusão
das dores
amor é sim
Uma única verdade
Um todo de honestidade
Ao ser...
agirndo em santidade
Amor é... Unidade
Amor é União
entre
os
seres
ao
seres
sejas
o
que
sentes
em
verdade
és
o todo
és
são
Amar sem restrição
é tua ação
quando
Quando
O vazio
O silencio
O negro espaço noturno
Deixaram de nos amedrontar o corpo
Foi nessa hora o quando
O quando se revelou no mesmo instante
sem pressa... com demora
onde nos olhos claros... nús
nos despimos do corpo
atingindo outras esferas e
nossas almas se olharam
se encontraram
frente a frente
e
se tocaram sagradamente
foi quando nos entregamos
e recebemos
o estase divino
o tempo acabou
os espaços se abriram
o coração deleitou-se
no gostoso
estado
de
gozo
Sal da Saudade
Sal
lágrimas...
antes, úmidas e cristalinas
saltando aos olhos como um oásis
Saudade me salga
Ao olhar para trás fico paralisada
Estática...
Estátua vertendo água, me cristalizando em sais
Um fardo vivendo
com muito trabalho
suor na testa destemperado
salgado salário
de notas acumuladas
contando olhares...
revestidos do já se foi
pedras de sal minha sina que a paga
não vale o sorriso
que apaga
entre paredes
O tão pouco que já mudei me levou além
do que já fui antes.
Como se tivesse rejuntando meus pedaços...
Minhas partes espalhadas, onde toquei
Recolho meus gestos passados
ainda frescos
como afrescos
impregnados de mim
Revoam... Revoltam...
refeitos
Retornando-os a mim
partes minhas me ressurjem
me remontam a outros tempos
Recolho-me
nos tempos...
estive alheia... ausente...
perdida
fora daqui
e
de
mim
acordei agora
o vivo imanente no meu presente
inseparavelmente incontido implicado
num contém e estar contido
em todas as coisas
sou a órbita
nos atomos
natureza de meu próprio ser
transcendente
de dentro me saio
das paredes porosas da casa
recolho-me de lembranças,
concentrando-me na dança... em mim
assisto o passado
emanado dos cantos
rodopiante nos
tetos
ladrilhos e rodapés
me vejo pintando
pincelando
a casa que me habita
Vesti-me de casa
como quem se consagra
com hábito de puro linho
a Deus
sem entender direito
a força que me habita
sou
o verbo que cria
sinto como se eu e elas
estivéssemos
entre
parenteses
porosamente
misturadas
e
em perfeita comunhão
através dos nossos rejuntes
e
das muitas camadas de tinta
sou a pintura e a pintora
de
paredes renovadas
sou...
um quadro
pindurado
sou
o prego
o furo
sou tudo
sou nada
sou
também
entre as paredes
em tudo
estou
presente
Ella de Castro
fui
Fui sem querer me deixando fluir como água
Fui gotas aspergidas
Fui... eu sendo água me aquecendo
Fui vaporosa
Fui nuvem branca solta a vagar
Fui atrás da lua
Fui nesse meu ir... me sentindo abrir... insurgir
Fui deixando-me desconformar
Fui sem volta, nem olhar para trás
Fui viver meu presente
Fui o que passou
Agora só vou
Agora sou apenas...
ir
o Tao... do silêncio
mas me desarmo
fechando as asas
diante de um dia lúcido
me aventuraria
ao guiar-me
pelos lógicos
enevoados
mais que
absurdos
escutaria seus gritos
reclames inconformados
sem quem os veja
escute ou perceba
senão eu!
e te perguntaria...
Alguma vez
escutas-te
o tao...
do silêncio?
que há em você?
e esperaria
silenciosamente...
A explosão
isso é absurdo!!!
você
quer
é
me
enlouquecer!
Comentários (0)
NoComments
Português
English
Español