Sentidos
teka barreto
Prefiro ler seu livro
longe do publico
na minha cama
fazendo minhas
suas palavras
atenta busco saberes
que vão além
de toda a beleza
que este corpo de letras desterra
a cada palavra
formada
esculpida por sentidos
vivos
lapido em lascas
retiro as cascas
até encontrar
seu brilho faceiro
no olho
Seu corpo de ideias
penetram os meus sentidos
me convidando a vir a ser
com você
co-autora
de
uma historia de amor
sem motivo
impressões físicas
marcadas com asteristicos
característicos dos amantes
contemplativos
Molhar o dedo
tocar e mudar
sem pressa
sem falar
espero em estase
a próxima frase
vir a ser
concebida
sem marcas
nem vincos
sem vicios antigos
gerando algo original
virginal
apenas um farfalhar
se ouve no ar
ruído sem nexo
sem forma definitiva
em plena gestação
paginas passadas a limpo
provocam lagrimas ou risos
soluços...
suspiros...
eventuais
destilam gotas
de puro mel
na alquimia
visível...
Expressa à vácuo
como um gozo
sem hora
para acabar
poemas emergentes
com sentidos diversos
subjacentes
mesclam
nossas falas
destiladas
expondo-nos
a riscos calculados
como pode ser?
amar sem embebedar-se
como é amar
com moderação?
amar sem poder
amar sem ter
amar o ser
ao ser
desapegado...
nu
folhas em branco
amores não revelados
enchem o peito
me alimento
sorvendo
com sentimento
concentindo a troca
de emoção sem volta
Leio vendo
o meu deleite
expresso
em você
a
cada palavra
que escorre
brota um silencio
sagrado
orgasmos inacabados
indiziveis
verbalmente
longe do publico
na minha cama
fazendo minhas
suas palavras
atenta busco saberes
que vão além
de toda a beleza
que este corpo de letras desterra
a cada palavra
formada
esculpida por sentidos
vivos
lapido em lascas
retiro as cascas
até encontrar
seu brilho faceiro
no olho
Seu corpo de ideias
penetram os meus sentidos
me convidando a vir a ser
com você
co-autora
de
uma historia de amor
sem motivo
impressões físicas
marcadas com asteristicos
característicos dos amantes
contemplativos
Molhar o dedo
tocar e mudar
sem pressa
sem falar
espero em estase
a próxima frase
vir a ser
concebida
sem marcas
nem vincos
sem vicios antigos
gerando algo original
virginal
apenas um farfalhar
se ouve no ar
ruído sem nexo
sem forma definitiva
em plena gestação
paginas passadas a limpo
provocam lagrimas ou risos
soluços...
suspiros...
eventuais
destilam gotas
de puro mel
na alquimia
visível...
Expressa à vácuo
como um gozo
sem hora
para acabar
poemas emergentes
com sentidos diversos
subjacentes
mesclam
nossas falas
destiladas
expondo-nos
a riscos calculados
como pode ser?
amar sem embebedar-se
como é amar
com moderação?
amar sem poder
amar sem ter
amar o ser
ao ser
desapegado...
nu
folhas em branco
amores não revelados
enchem o peito
me alimento
sorvendo
com sentimento
concentindo a troca
de emoção sem volta
Leio vendo
o meu deleite
expresso
em você
a
cada palavra
que escorre
brota um silencio
sagrado
orgasmos inacabados
indiziveis
verbalmente
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