Lista de Poemas
féretro
em
pensar
sobre a vida
quem não pensa?
quem de sosláio olha
vendo-a correndo solta
como uma dança espontânea
um
cirandar com ares
de
prazenteiro
quem pensa que a vida pensa
ao passar... tropeça
a vida não pensa
nos passos que dá
quem leva a vida a pensar
na hora da morte esquecerá
e
sem pensar
intuirá
soltando no ar
o derradeiro suspiro
com um delicado
sorriso a revelar
um alívio
ares... da Graça
somos um féretro
em marcha diaria
pensando
que o morto
é um outro qualquer,
que não eu
pensam que vivo
do lado de fora
daquela urna lacrada
a caminho do chão
por outras vias
e
caminhos
penso que existo e insisto
pensando
sobre tudo
que já vi
findar
sem vida
fantasmagórico
pensar
sobre
a
morte
em
vida
contorno
sentindo o infinito
entre as letras
infinito-me
em palavras
frases
em
orações
é meu lugar de nudez sagrada
página virgem
sem margens
e
do corpo
despojada
onde sou
me vendo
e
sendo voce
assim existo
no
vazio
do
contorno
fora
de
mim
refletir sobre nada
sobre a demora
que fica
agora
como
nada
vazio que reflete
um vago
sem tempo
que custa
passar
ver
e
paralizar
ouvir
o
silenciar
na boca
a lingua
morna
no corpo
o peso
do
ar
e tudo
se torna nada
contudo
fora do ar
Amizade íntima
em mim
você ama
em mim você
não necessito
afirmar-te
nem
perguntar-te
nem eu a ti
nem você
a mim
sabemos
porque nos
amamos
em
nossos segredos
expostos
na atmosfera
que não íntimida
nem corpo nem terra
íntimas
somos livres de críticas
e dos limites
no outro
coisas que sinto
me amam sentiindo-me solta
plena de estase
ao soltar-te
para ser
com prazer
sou una em você
que é sem nós
nos enlaces
dos
corpos conexos
que se abraçam inocentes e puros
como dois laços
em nos
atos e gestos sagrados
de confiante desejo de entrega
momentos de nossas núpcias
entre os braços em abraços
tudo é tão fresco...
virgem
Abalos sísmicos em mim
sou humana e pequena
mas queria sentir o imenso
que atinjo
em gotas pequenas
como sereno
que recolhe das flores
sua essência divina
Queria ser homeopaticamente medível
chacoalhável
e
revelável
na medida exata da florada
mas...
sou intensa
produzo réscue sem francos
tudo o que ocorre brilha
dispara ondas atômicas
de coisas
que navegam por ai
Sou maremoto
sou terremoto
sou tsunames
em acomodação
rochosa
tectônica
Que Deus me livre
de todos os atômos
quando sismam
de se agrupar
quando sísmicos abalam
de dentro
mar
para além
amar
amém
Minha Deusa muda
Minha Deusa muda!
Pologlota das minhas idéias
que ganham vóz e
gestos
que brotam de dentro de mim
Amar patético
porta em vão
é que haja a porta
senão
porque razão
se importar
porque razão ser porteiro
se porta não há
vigiar é arte
quem entra ou sai
se transporta
por entre vagãs e vãos
alas abertas
com dimensão
delimitada
no espaço
com batentes rijos
que sustentam
o nada que há
o
sem limites
quem se importa
se comporta
como uma porta
abre é fecha
sem pensar
o porteiro
é quem dirá
se ao trancá-la
perderá a chance
de vigilante
ser viajante
astronauta em pleno ar
portais não tem portas
são rotas
de imaginar
o tamanho do seu céu
viajantes espaciais
semelhantes
à
DEUS
Almirante
somos todos
agindo como tolos
no
espaço
sideral
Sentidos
longe do publico
na minha cama
fazendo minhas
suas palavras
atenta busco saberes
que vão além
de toda a beleza
que este corpo de letras desterra
a cada palavra
formada
esculpida por sentidos
vivos
lapido em lascas
retiro as cascas
até encontrar
seu brilho faceiro
no olho
Seu corpo de ideias
penetram os meus sentidos
me convidando a vir a ser
com você
co-autora
de
uma historia de amor
sem motivo
impressões físicas
marcadas com asteristicos
característicos dos amantes
contemplativos
Molhar o dedo
tocar e mudar
sem pressa
sem falar
espero em estase
a próxima frase
vir a ser
concebida
sem marcas
nem vincos
sem vicios antigos
gerando algo original
virginal
apenas um farfalhar
se ouve no ar
ruído sem nexo
sem forma definitiva
em plena gestação
paginas passadas a limpo
provocam lagrimas ou risos
soluços...
suspiros...
eventuais
destilam gotas
de puro mel
na alquimia
visível...
Expressa à vácuo
como um gozo
sem hora
para acabar
poemas emergentes
com sentidos diversos
subjacentes
mesclam
nossas falas
destiladas
expondo-nos
a riscos calculados
como pode ser?
amar sem embebedar-se
como é amar
com moderação?
amar sem poder
amar sem ter
amar o ser
ao ser
desapegado...
nu
folhas em branco
amores não revelados
enchem o peito
me alimento
sorvendo
com sentimento
concentindo a troca
de emoção sem volta
Leio vendo
o meu deleite
expresso
em você
a
cada palavra
que escorre
brota um silencio
sagrado
orgasmos inacabados
indiziveis
verbalmente
Personal
Quero dizer tanto mais...
Usando as mesmas palavras...
Usadas e desgastadas
por tantos... Outros!
Na verdade...
Palavras não caberiam
ao dizer de mim
pois rumo... sem fim
Quero dizer o que sinto...
Em outras palavras
que encontro
Falo idioma comum
Em meio à outros tantos...
sem fim
Busco meu idioma
prá começar, em fim
Sinto que não disse nada!
ainda
Vou procurar aprender...
Vou fazer um curso...
Personal!
Com quem?
Acho que encontrei...
A mim!
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