parente22

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Um homem, na sombra, que escreve na medida em que sofre.

n. 1991-01-00

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00:26:25:05:25

Parece que a telepatia pode existir.
E eu, desconfiado, mas esvaido,
De qualquer mísera esperança de conseguir,
Concentro-me em pensar em ti,
Como se tu ainda existisses,
E eu tivesse conseguido.
Sabe-se lá se não consegui,
De uma qualquer forma,
Com tolices, atingido.
E os pensamentos te trazem aqui,
Acordada, fora de norma.
E visses, que estou perdido.

E se és tu quem transmite?
E é minha a apatia?
Ah, telepatia...
Só existe,
Fantasia.
Tu não,
Como eu queria.

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Poemas

41

00:53:20:03:24

Não é sempre, felizmente,
Que me apego a uma imagem
Que só eu criei,
E eu bem sei... 
Mas há alturas que a realidade paralela,
Do que quero imaginar
Se sobrepõe ao verdadeiro,
Ao real,
Que não quero acreditar.
Mas não é sempre, felizmente, 
Que ha dias que outra gente,
Ou eu próprio,
O que é mais raro,
Conseguimos desanuviar
Essa bruma inebriante
Fictícia
Delitante.
Que me mente,
Felizmente,
Para que te mantenha assim,
Como um sonho,
Tão presente 
Como irreal. 
Tão longe, 
E tão ausente.
Para o bem e para o mal, 
Nada é para sempre,
E tudo também é, 
Felizmente.
31

06:20:09:03:24

A minha maior prova de amor,
Eterno, 
É deixar-te seguir.
E esperar, 
Que um dia eu possa também conseguir.

64

05:31:09:03:24

Estava mesmo quase, 
A cair na tentação. 
Se te escrevesse, 
Ainda ias denegrir como te vejo, 
Com uma qualquer tirada impessoal. 

Fosse, assim,
Tudo bem. 
Para mim, 
Ficava tudo igual. 
Não mandei, 
Porque eu sei, 
Tenho medo
Do final.

É que eu realmente sinto a tua falta. 
Ou de quem vive na minha cabeça. 
Talvez não queira nunca, 
Que desapareça.

Porque sim, 
Não há como enganar. 
Tenho medo
Do final, 
E de aceitar. 
36

04:09:09:03:24

Frio e chuva
Põe me imóvel,
Silêncio vazio, 
Com água que não lava o que me pinta,
Que é Tinta, 
Permanente
Que do avesso brilha,
Encandescente.

Quero lá que fique,
Esse desejo,
Aquele pecado
Que almejo.
Um dia voltar a cruzar me contigo
Fazer de mim o teu abrigo,
Eu a açorda tu o poejo.

Faz me mal,
No entanto.
Pensar nesse sonho mirabolante,
Retira-me o avançar, 
Impede-me de ir avante, 
E a minha mente paralisa, 
Se o quiser tentar. 

Os sinais que me dás, 
São do frio que silenciam. 
Tudo quieto, 
Como a chuva pousada que parou.
Evidenciam, 
Que tudo, enfim, passou.

Mas será que me vês ou me imaginas
Aqui no sobressalto? 
E se também sonhas? 
Exalto. 

Se fosse assim, 
Era tão bom, 
Faltava só saber, 
Viver com.
Oxalá um dia, 
A casa fria, 
Tenha outro tom.
E a chuva que chova. 
Fará nos companhia, 
Oh, faria, 
O som.
39

01:35:05:03:24

Durante esta viagem,
Sem um único destino, 
O tempo vai passando
Sem apagar a minha dor.
Vivo mais feliz
Nas memórias de um passado bom
Que quero perder,
Boicotando o esquecer
A temer ficar sem nada,
Nem com.

Lembro aquele dia,
O primeiro de vários,
Que prometi que te amaria
E que sempre teu havia de ser.
Parece que estava certo,
Porque só o tempo passa
A promessa, cara.
E nada sara.

Vejo os teus olhos no escuro,
Imagino te, aqui e aí. 
Se pudesse viver outra vez,
Se pudesse voltar a ter te aqui, 
Nem que por um dia,
Não encontrava um álibi.
Com essa memória boa
Voltava a sofrer nesta noite fria, 
Mas trazia te de Lisboa.
E tudo de novo faria.

São assim as crónicas de mais um dia,
Em que tudo está igual.
Penso penso penso,
E pensar só me faz mal.
55

00:41:23:02:24

Tenho visualizado,
Na mente,
A última vez que te vi.
Não é de propósito,
Mas recorrente,
Que te volto a ver a ti.
Também... 
O teu nome está em toda a parte,
Apareces-me de todos os lados,
De fora, 
Mas principalmente do interior,
Para me deixar aos bocados,
A pensar no meu amor:
Se ele é tóxico e impossível, 
Com um carrossel que não desejo andar, 
É também uma utopia idiota,
Que não consigo abandonar. 
Cada dia passa e te amo menos. 
Cada vez te consigo mais desgostar, 
Acho vá, 
Um dia talvez consiga,
Vender quem sou
Para te passar a ignorar. 
Até lá,
Sonho com uma vida que não é a minha, 
Que não luto para ter
E não quero fazer. 
Mas porquê, 
Porque te quero tanto
Manter?
Sinceramente, 
Porque sou ainda eu. 
E ainda sempre teu.
42

00:29:02:03:24

Há um ano.
Sentia-me tão aliviado,
Por ter regressado,
Aos teus braços.
Há um ano,
Queria tanto te tocar,
Que quando pude chegar,
Não sabia o que fazer.
Há um ano,
Era tanta a vontade de enfrentar, 
O que vinha por chegar, 
Tanto havia para viver... 
Hoje, 
Desconheço a minha vontade própria, 
Assim como o teu paradeiro. 
Desconheço se sofres, 
O que não espero. 
Ultrapassa-me se pensas em mim, 
O que não quero. 
Não te desejo a dor
Que também sinto, 
De perder. 
Mas não deixo de querer, 
Que me queiras desse lado
Que sonhes, 
Com o futuro do passado. 
Amava-te e queria te mais do que podia, 
Com tudo o que tinha para dar. 
Para variar, 
Este ano, 
Não tenho o teu estar, 
E nunca mais terei,
Que eu sei.
Continuo igual,
E haverei de conseguir, 
Faças o que faças,
Ficar a viver no saudosismo,
Numa relação conceptual...
Não queria, 
É esse o mal.
44

01:27:12:02:24

O silêncio
É um filme mudo, sem imagem.
Ando com ele de mão dada,
Seguindo o como uma série,
Que não acaba.
Nele, não há vilões nem protagonistas.
Só personagens,
Fictícias,
E mundos de vidas paralelas
Que não escolhemos ser.
Tu és a única que tem o comando,
Pilhas nele têm plástico,
Que nunca vais tirar. 
Pra pôr som ou imagem
Que podias,
Nenhum botão,
Vais acionar.
Assim, 
Deixa me estar.
Deixa me estar mas deixa me saber, 
Que tens o meu controlo.
Remoto. 
Mas não mexas,
Que me descontrolo. 
E é dolo,
Remoto. 
Abrir a porta das lamechas.

Não queres,
Não vais,
Eu sei.
Isto era uma cena do filme mudo,
Da minha cabeça,
Daquele que te contei.
52

06:59:28:01:24

Estou sozinho
Continuo sozinho
E sinto a tua falta.
Cada vez que penso em ti
Recordo a anterior.
Passaram 3 horas?
3 minutos?
Entre eles,
Há mesmo assim dor.
Uma especulação,
Uma alianção,
O que for.
Não vale a pena ignorar.
Tudo o que é suposto superar,
E nenhum conquistador...
Ainda te amo,
Oh se te amo.
Ainda te amo,
Te quero e te desejo.
Sonho com o teu beijo,
Que nunca mais sentirei,
E deito me,
Sem qualquer esperança,
Que voltar a viver
Ei.
41

03:02:23:01:24

Confesso,
Meti uma mulher na minha casa.
Um abecesso. 
Na esperança do desconhecido, 
Na vontade de mudança.
Esperança, efémera. 

Não querendo, procurei te.
O toque, o cheiro, 
Nada se assemelhou.
Fechei os olhos e desejei te, 
E não eras tu, 
E nunca serás.
Ou, 
O barco passou e partiu
E fico a ver da costa, 
Na esperança ténue, 
Vã, 
Que um dia volte.
Ou 
Reclamo da sorte 
E vivo esta vida de desnorte.

São ambas a mesma coisa, 
Ei, que corte.
Que morte.
Não sei como te aborte.
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