Escritas

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parente22
Frio e chuva
Põe me imóvel,
Silêncio vazio, 
Com água que não lava o que me pinta,
Que é Tinta, 
Permanente
Que do avesso brilha,
Encandescente.

Quero lá que fique,
Esse desejo,
Aquele pecado
Que almejo.
Um dia voltar a cruzar me contigo
Fazer de mim o teu abrigo,
Eu a açorda tu o poejo.

Faz me mal,
No entanto.
Pensar nesse sonho mirabolante,
Retira-me o avançar, 
Impede-me de ir avante, 
E a minha mente paralisa, 
Se o quiser tentar. 

Os sinais que me dás, 
São do frio que silenciam. 
Tudo quieto, 
Como a chuva pousada que parou.
Evidenciam, 
Que tudo, enfim, passou.

Mas será que me vês ou me imaginas
Aqui no sobressalto? 
E se também sonhas? 
Exalto. 

Se fosse assim, 
Era tão bom, 
Faltava só saber, 
Viver com.
Oxalá um dia, 
A casa fria, 
Tenha outro tom.
E a chuva que chova. 
Fará nos companhia, 
Oh, faria, 
O som.