Biografia
Um homem, na sombra, que escreve na medida em que sofre.
Lista de Poemas
Total de poemas: 41
•
Página 4 de 5
02:35:29:12:23
Hoje passei mais de uma hora sem pensar em ti.
Foi bom.
Mas pensar em ti também é agradável,
Nunca omiti,
Até que recordo
Que já não existes nem és afável.
Imagino onde estás,
Como estás,
Estás bem e feliz?
Como é a tua dimensão?
Te apraz?
Já beijaste outro homem,
Já te tocaram ou não?
Curiosidade, não é.
Preocupação, talvez.
É inquietação e desespero ou irritação,
Por não te ver outra vez.
Dantes escrevia textos,
Quando estavas na Índia ao deitar,
Contava as horas para te rever,
Agora conto os dias sem ti
Tentando te esquecer.
E é o que tinha para falar,
Estou um bocadinho melhor.
Não está a dar para desligar,
Mas estou a dar o meu melhor.
Já conclui porquê,
O amor ainda é maior do que pensei
Se calhar daí não se vê,
Não me digas, eu já sei.
Se calhar culpas me pelo que nos aconteceu,
Para estarmos à parte,
Mas eu vou sempre ser teu,
Seja aqui ou em Marte.
Não quer dizer que me reclames,
Eu sei que não vais voltar atrás.
Mas um dia que me chames,
Pode ser que traga coisas não tão más.
Vá, não te vou mais perturbar
Obrigado por me teres ouvido.
Se calhar ainda me vou masturbar,
Merda,
Vais voltar e não estava precavido.
Só assim,
Na minha imaginação.
Fazemos amor.
Um frenesim.
Uma alucinação.
Adoro dor.
Foi bom.
Mas pensar em ti também é agradável,
Nunca omiti,
Até que recordo
Que já não existes nem és afável.
Imagino onde estás,
Como estás,
Estás bem e feliz?
Como é a tua dimensão?
Te apraz?
Já beijaste outro homem,
Já te tocaram ou não?
Curiosidade, não é.
Preocupação, talvez.
É inquietação e desespero ou irritação,
Por não te ver outra vez.
Dantes escrevia textos,
Quando estavas na Índia ao deitar,
Contava as horas para te rever,
Agora conto os dias sem ti
Tentando te esquecer.
E é o que tinha para falar,
Estou um bocadinho melhor.
Não está a dar para desligar,
Mas estou a dar o meu melhor.
Já conclui porquê,
O amor ainda é maior do que pensei
Se calhar daí não se vê,
Não me digas, eu já sei.
Se calhar culpas me pelo que nos aconteceu,
Para estarmos à parte,
Mas eu vou sempre ser teu,
Seja aqui ou em Marte.
Não quer dizer que me reclames,
Eu sei que não vais voltar atrás.
Mas um dia que me chames,
Pode ser que traga coisas não tão más.
Vá, não te vou mais perturbar
Obrigado por me teres ouvido.
Se calhar ainda me vou masturbar,
Merda,
Vais voltar e não estava precavido.
Só assim,
Na minha imaginação.
Fazemos amor.
Um frenesim.
Uma alucinação.
Adoro dor.
👁️ 55
06:53:01:01:24
No final deste ano, obrigado.
Sofri, e sofro.
Hoje sofro muito,
Por tua culpa
Por minha culpa.
Mas no global
Essêncial
Fundamental
fiz e fui
Coisas e momentos
Felizes...
Que nunca esperei.
Obrigado por
Teres estado aqui.
Sofri, e sofro.
Hoje sofro muito,
Por tua culpa
Por minha culpa.
Mas no global
Essêncial
Fundamental
fiz e fui
Coisas e momentos
Felizes...
Que nunca esperei.
Obrigado por
Teres estado aqui.
👁️ 47
01:34:15:12:23
É muito duro este sentimento
De perder e de ficar.
Andar sem ter para onde ir
Rir, sem contagiar
Não ter a quem contar.
Se penso no mau e diabolizo,
Fujo para o bom e o que preciso
De fazer para regressar.
Que merda de vida,
Ter perdido ou deixado fugir,
Quem mais me era querida,
Quem julgava puder construir
Quem queria que fosse o futuro e presente,
E seguir...
Mas e não é?
Não pode ser?
Porquê??!
Ou só penso assim,
Porque me está a doer?
Não sei que fazer.
Ou o que vai acontecer
Só sei que esta angústia
Que me mói e me consome
Me castra e tira a fome
Que não me sai do pensamento
Nem que eu beba e eu tento
Me vai enlouquecer.
Assim
E conforme,
Passe sem te ver,
Não dura uma hora o esquecer
Não dá para viver
E para mim,
Se a relação não corria bem,
Estar sem,
Também.
Sobra me estar sozinho,
Mas nem ainda sei,
Infelizmente,
O caminho.
De perder e de ficar.
Andar sem ter para onde ir
Rir, sem contagiar
Não ter a quem contar.
Se penso no mau e diabolizo,
Fujo para o bom e o que preciso
De fazer para regressar.
Que merda de vida,
Ter perdido ou deixado fugir,
Quem mais me era querida,
Quem julgava puder construir
Quem queria que fosse o futuro e presente,
E seguir...
Mas e não é?
Não pode ser?
Porquê??!
Ou só penso assim,
Porque me está a doer?
Não sei que fazer.
Ou o que vai acontecer
Só sei que esta angústia
Que me mói e me consome
Me castra e tira a fome
Que não me sai do pensamento
Nem que eu beba e eu tento
Me vai enlouquecer.
Assim
E conforme,
Passe sem te ver,
Não dura uma hora o esquecer
Não dá para viver
E para mim,
Se a relação não corria bem,
Estar sem,
Também.
Sobra me estar sozinho,
Mas nem ainda sei,
Infelizmente,
O caminho.
👁️ 55
21:21:02:01:24
Já não escrevo linhas destas,
Desde os meus 18 anos não as via.
Sofri o meu primeiro desgosto de amor,
E achei que faleceria.
Não levaram a nada,
Mas a esse amor as entreguei.
Disse me que as queimou,
E nessa altura eu chorei.
O tempo passou e fui me dando conta,
Que continuava vivo no entretanto.
Voltei a apaixonar me e a acreditar,
E não voltei a escrever a este santo.
14 anos depois aqui chegar,
Desilude.
Por não ter aprendido.
Por não praticar a solicitude.
Bate me na cara com toda a força,
O impacto que provocaste em mim,
Achei que tinha crescido,
Mas sou o mesmo benjamim:
Frágil,
Inocente,
Pouco confiante.
Tomei muitas decisões erradas,
Acabo a pagá-las a jusante.
Porém por ter quase a certeza,
Que no fim disto também não devo falecer...
Pois bem,
Continuo a escrever.
Porque uma parte de mim
Dava tudo para te ver,
E a outra,
Te esquecer.
Uma dicotomia,
Constante.
Que me impede de viver.
Desde os meus 18 anos não as via.
Sofri o meu primeiro desgosto de amor,
E achei que faleceria.
Não levaram a nada,
Mas a esse amor as entreguei.
Disse me que as queimou,
E nessa altura eu chorei.
O tempo passou e fui me dando conta,
Que continuava vivo no entretanto.
Voltei a apaixonar me e a acreditar,
E não voltei a escrever a este santo.
14 anos depois aqui chegar,
Desilude.
Por não ter aprendido.
Por não praticar a solicitude.
Bate me na cara com toda a força,
O impacto que provocaste em mim,
Achei que tinha crescido,
Mas sou o mesmo benjamim:
Frágil,
Inocente,
Pouco confiante.
Tomei muitas decisões erradas,
Acabo a pagá-las a jusante.
Porém por ter quase a certeza,
Que no fim disto também não devo falecer...
Pois bem,
Continuo a escrever.
Porque uma parte de mim
Dava tudo para te ver,
E a outra,
Te esquecer.
Uma dicotomia,
Constante.
Que me impede de viver.
👁️ 49
03:30:30:12:23
A carta final.
Proponho me a escrever,
Umas últimas linhas,
Antes de enlouquecer.
Tenho pensado demasiado,
E escrito para me entreter
Mas decidi agora que é só este,
Que te vou deixar ler.
Na realidade não entretém,
Mas é como se falasse contigo,
Sinónimo de chanfradice,
Resultado do que não consigo:
Evitar reviver, escamotear.
Sinto a tua falta todos os dias,
Não me parece que vá passar.
O som está em mono,
E para estereo não vai.
Eu questiono,
Mas não sei como este vírus sai.
Acho que não me devo repetir.
Mas sinto me demasiado...
Como um espumente sem ser gasificado,
Ou um comedor enfastiado.
Na certeza que desististe,
Angustiado, desaparado, triste.
Não há outra opção.
"Ah faz assim faz assado."
Isto não foi uma banalidade!
Não tive quando te comecei a amar.
Oportunidade
Como nunca ninguém teve de tal verdade.
Com todo o meu coração.
Assim, como também desisti.
Senti que não tinha opção.
Se disseste que não valia a pena tentar,
E que tinhas chegado ao teu limite,
Os problemas não estavam a começar,
Julguei nos para lá do que se permite...
E com a coragem que nunca mais senti.
Quis te largar.
Sair do teu planeta.
Hoje cortava um braço para te abraçar.
E era feliz maneta.
E a lição depois aparece, vejamos:
Quando achei que estava a ser, enfim, corajoso,
Afinal estava aos teus olhos malicioso
A não respeitar o que passamos.
Lamento.
Tentei ser bom,
E dei o meu melhor.
Mesmo sem me dares qualquer palavra de gratidão,
Eu postro-me sem pudor e com satisfação.
E escrevo profundo e com certezas.
Faz te feliz Glória.
Foi incrível viver contigo enamorado.
Serás para sempre o meu amor.
E o que vivemos
Para sempre vai ser recordado.
Proponho me a escrever,
Umas últimas linhas,
Antes de enlouquecer.
Tenho pensado demasiado,
E escrito para me entreter
Mas decidi agora que é só este,
Que te vou deixar ler.
Na realidade não entretém,
Mas é como se falasse contigo,
Sinónimo de chanfradice,
Resultado do que não consigo:
Evitar reviver, escamotear.
Sinto a tua falta todos os dias,
Não me parece que vá passar.
O som está em mono,
E para estereo não vai.
Eu questiono,
Mas não sei como este vírus sai.
Acho que não me devo repetir.
Mas sinto me demasiado...
Como um espumente sem ser gasificado,
Ou um comedor enfastiado.
Na certeza que desististe,
Angustiado, desaparado, triste.
Não há outra opção.
"Ah faz assim faz assado."
Isto não foi uma banalidade!
Não tive quando te comecei a amar.
Oportunidade
Como nunca ninguém teve de tal verdade.
Com todo o meu coração.
Assim, como também desisti.
Senti que não tinha opção.
Se disseste que não valia a pena tentar,
E que tinhas chegado ao teu limite,
Os problemas não estavam a começar,
Julguei nos para lá do que se permite...
E com a coragem que nunca mais senti.
Quis te largar.
Sair do teu planeta.
Hoje cortava um braço para te abraçar.
E era feliz maneta.
E a lição depois aparece, vejamos:
Quando achei que estava a ser, enfim, corajoso,
Afinal estava aos teus olhos malicioso
A não respeitar o que passamos.
Lamento.
Tentei ser bom,
E dei o meu melhor.
Mesmo sem me dares qualquer palavra de gratidão,
Eu postro-me sem pudor e com satisfação.
E escrevo profundo e com certezas.
Faz te feliz Glória.
Foi incrível viver contigo enamorado.
Serás para sempre o meu amor.
E o que vivemos
Para sempre vai ser recordado.
👁️ 55
04:29:26:12:23
Tenho tantas saudades tuas.
Oxalá pudesse te dizer.
O quanto sinto a tua falta.
Mas não posso.
Não é suposto.
Mostraria o meu desequilíbrio,
A quem me conhece nu
Mas que não devo interpelar,
Pois isso podia significar
Que queria batalhar
E na minha cabeça,
Não tenho a certeza.
Quer dizer,
Tenho certeza que quero.
Mas não se sou capaz de vencer.
Por isso, também, é que estou errado.
Mas,
Como do teu lado está tudo silenciado,
Portanto até devo ter acertado.
E é para esquecer.
Momentos incríveis na gaveta de uma mesinha de cabeceira duma mulher que não sabe onde guardou nada, vão se perder com facilidade. Que merda.
Oxalá pudesse te dizer.
O quanto sinto a tua falta.
Mas não posso.
Não é suposto.
Mostraria o meu desequilíbrio,
A quem me conhece nu
Mas que não devo interpelar,
Pois isso podia significar
Que queria batalhar
E na minha cabeça,
Não tenho a certeza.
Quer dizer,
Tenho certeza que quero.
Mas não se sou capaz de vencer.
Por isso, também, é que estou errado.
Mas,
Como do teu lado está tudo silenciado,
Portanto até devo ter acertado.
E é para esquecer.
Momentos incríveis na gaveta de uma mesinha de cabeceira duma mulher que não sabe onde guardou nada, vão se perder com facilidade. Que merda.
👁️ 51
02:00:02:01:24
Este é um fogo
Que arde descontrolado,
E que,
Continuo ainda,
A tentar apagar com gasolina.
Oxalá esta acabe,
E o fogo se pudesse extinguir.
Pareço no entanto,
Preferir,
Continuar neste processo
De auto flagelação.
Uma perda de noção,
Porque houve um retrocesso
E a vida paralela que intimamente,
Secretamente,
Gostaria de ter,
Pressupõe uma pessoa,
Que já não julgo haver.
Tento esquecer te,
Lembrando me de ti.
Tento superar,
Continuando a incendiar.
Vai gasolina, vai!
Continua a boicotar!
Um viva a mim,
Que Idiota,
Sem conseguir ultrapassar.
Que arde descontrolado,
E que,
Continuo ainda,
A tentar apagar com gasolina.
Oxalá esta acabe,
E o fogo se pudesse extinguir.
Pareço no entanto,
Preferir,
Continuar neste processo
De auto flagelação.
Uma perda de noção,
Porque houve um retrocesso
E a vida paralela que intimamente,
Secretamente,
Gostaria de ter,
Pressupõe uma pessoa,
Que já não julgo haver.
Tento esquecer te,
Lembrando me de ti.
Tento superar,
Continuando a incendiar.
Vai gasolina, vai!
Continua a boicotar!
Um viva a mim,
Que Idiota,
Sem conseguir ultrapassar.
👁️ 54
01:38:18:12:23
Queria escrever a sobre a viagem.
Sobre como me mudou.
Acho que foi uma droga,
Uma droga nova que chegou.
Bate agora o que podia ter feito,
Mais.
O caminhar pela selva a direito
A insana liberdade de ser fosse quem fosse.
E quando sais,
Parece que queres voltar,
Mas nunca poderás voltar a induzir
Aquele sentir,
Aquele chegar.
Por isso, caro leitor,
Oiça deste nada,
Um conselho pessoal:
Pense profundamente no significado do que vive,
Do que faz,
Do que tem,
Do que partilha e com quem.
Somos escravos do tempo.
Impiedoso, não volta mais.
E se perdermos os momentos tais,
Antes de chegarmos a velhos,
Amargurados,
Se calhar somos como os nossos pais.
Por nos termos amarrado,
E quanto podíamos ter sentido
Talvez beijado um pouco mais,
Ter rido mais além
Ou ido e voltado com alguém.
Eu fiz tudo isso.
Se calhar fui e não voltei.
A verdade é que não sei.
Depois escolhi a minúcia e o pormenor
E quem trouxe afugentei.
E agora que tenho tempo para admirar
A exposição é escassa.
Sem drogas para consumir,
Ou saber com o que traçar,
A realidade é baça.
Vamos continuar.
A desembaciar.
Sobre como me mudou.
Acho que foi uma droga,
Uma droga nova que chegou.
Bate agora o que podia ter feito,
Mais.
O caminhar pela selva a direito
A insana liberdade de ser fosse quem fosse.
E quando sais,
Parece que queres voltar,
Mas nunca poderás voltar a induzir
Aquele sentir,
Aquele chegar.
Por isso, caro leitor,
Oiça deste nada,
Um conselho pessoal:
Pense profundamente no significado do que vive,
Do que faz,
Do que tem,
Do que partilha e com quem.
Somos escravos do tempo.
Impiedoso, não volta mais.
E se perdermos os momentos tais,
Antes de chegarmos a velhos,
Amargurados,
Se calhar somos como os nossos pais.
Por nos termos amarrado,
E quanto podíamos ter sentido
Talvez beijado um pouco mais,
Ter rido mais além
Ou ido e voltado com alguém.
Eu fiz tudo isso.
Se calhar fui e não voltei.
A verdade é que não sei.
Depois escolhi a minúcia e o pormenor
E quem trouxe afugentei.
E agora que tenho tempo para admirar
A exposição é escassa.
Sem drogas para consumir,
Ou saber com o que traçar,
A realidade é baça.
Vamos continuar.
A desembaciar.
👁️ 58
03:36:26:12:23
Faço um esforço
Constante,
Para deixar de te ver,
Mas não dá.
Estás no sofá,
Na cama,
Na rua,
E a minha cabeça na tua.
Vejo te quieto,
Imagino te a andar,
Imagino te a beijar.
Outro.
Imagino te a beijar outro,
Que não eu,
E a tocar,
E a rir...
Vou fugir.
Tenho de fugir,
Se senti o que disse.
Se não era tolice,
Se não era leviano,
Que se ficasses melhor sem mim,
Teria de ser assim,
Cá tenho de me aguentar.
Mas foda-se,
Está me mesmo a custar.
Constante,
Para deixar de te ver,
Mas não dá.
Estás no sofá,
Na cama,
Na rua,
E a minha cabeça na tua.
Vejo te quieto,
Imagino te a andar,
Imagino te a beijar.
Outro.
Imagino te a beijar outro,
Que não eu,
E a tocar,
E a rir...
Vou fugir.
Tenho de fugir,
Se senti o que disse.
Se não era tolice,
Se não era leviano,
Que se ficasses melhor sem mim,
Teria de ser assim,
Cá tenho de me aguentar.
Mas foda-se,
Está me mesmo a custar.
👁️ 52
04:03:26:12:23
Um dia,
Disseste que chegaste ao teu limite.
E eu concordei e anui.
Devia ter dito
Que não posso viver sem ti.
Disseste que já tentamos o que tínhamos a tentar.
Li decisão e derrota,
Fiz a minha revolta,
E quis precipitar.
Escrevi te uma carta de amor
E de despedida,
E devia saber
Que quando a fosses ler,
Seria com os teus olhos,
Não os meus.
Merda de coração e cabeça
De julgamento, de complicação
De pensamento infinito
Incontrolável.
Só devia ter,
Sei lá.
...
Levado as coisas com mais calma,
Não é?
Desde, sempre?
Não atirar pedras se me sinto atacado,
Não julgar se o teu pensamento é diferente...
...
Oxalá pudessemos um dia.
Voltarmos a nos encontrar.
Se não acontecer,
Que pelo menos sintas o carinho, Profundo,
Que estas palavras
Significam para mim dar.
Ou talvez este papel fique rasgado,
Junto aos despojos do passado,
Duma vida que foi ao ar,
E nada tenhas ouvido.
Mas para mim importa dizer,
Desabafar.
Porque te amo,
Não o consigo dominar
E apesar de nunca teres ligado muito,
És e serás a mulher da minha vida.
Que podia muito bem ter sido.
Mas não foi.
Disseste que chegaste ao teu limite.
E eu concordei e anui.
Devia ter dito
Que não posso viver sem ti.
Disseste que já tentamos o que tínhamos a tentar.
Li decisão e derrota,
Fiz a minha revolta,
E quis precipitar.
Escrevi te uma carta de amor
E de despedida,
E devia saber
Que quando a fosses ler,
Seria com os teus olhos,
Não os meus.
Merda de coração e cabeça
De julgamento, de complicação
De pensamento infinito
Incontrolável.
Só devia ter,
Sei lá.
...
Levado as coisas com mais calma,
Não é?
Desde, sempre?
Não atirar pedras se me sinto atacado,
Não julgar se o teu pensamento é diferente...
...
Oxalá pudessemos um dia.
Voltarmos a nos encontrar.
Se não acontecer,
Que pelo menos sintas o carinho, Profundo,
Que estas palavras
Significam para mim dar.
Ou talvez este papel fique rasgado,
Junto aos despojos do passado,
Duma vida que foi ao ar,
E nada tenhas ouvido.
Mas para mim importa dizer,
Desabafar.
Porque te amo,
Não o consigo dominar
E apesar de nunca teres ligado muito,
És e serás a mulher da minha vida.
Que podia muito bem ter sido.
Mas não foi.
👁️ 57
Português
English
Español