Escritas

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parente22
Confesso,
Meti uma mulher na minha casa.
Um abecesso. 
Na esperança do desconhecido, 
Na vontade de mudança.
Esperança, efémera. 

Não querendo, procurei te.
O toque, o cheiro, 
Nada se assemelhou.
Fechei os olhos e desejei te, 
E não eras tu, 
E nunca serás.
Ou, 
O barco passou e partiu
E fico a ver da costa, 
Na esperança ténue, 
Vã, 
Que um dia volte.
Ou 
Reclamo da sorte 
E vivo esta vida de desnorte.

São ambas a mesma coisa, 
Ei, que corte.
Que morte.
Não sei como te aborte.