Lista de Poemas
Liberdade de ser
Se você sempre cala eu calo e falo
Se você não reclama de nada eu clamo por paz e espanto os infortúnios
Se você não planta tambêm não colhe
Eu planto e colho
Se você só olha,
eu olho e vejo
Se você crê em tudo
eu creio e desconfio
Se você anda só no chão
eu piso no chão e vôo
Se você tem simpatia
eu tenho empatia
Se você descrer das artes
eu as degusto e as promovo
Se você diz que a Filosofia é vã
eu faço dela a minha mestra
Se você acha que a memória é só a ritualistica
eu faço História!
Danço o toré com os caciques Tabajara e Potiguara
Danço o coco e a ciranda com Ana e Cida
Escuto com empatia os desprovidos de atenção, porque os vejo como São !
Marcho com as mulheres da Borborema
Rememoro as Elisabeths e as Margaridas
Me somo aos trabalhadores não importa aonde
Rompo até mesmo o asfalto
como o fez Drummond com a Rosa do povo
Se você não tem imaginação,
Inspiras-te:
nas multidões e em seus movimentos
Com o poeta solitário da Tabacaria
Com a poetisa de mãos calejadas que doces fazia com mel e com poesia
Com a linguagem simples e criativa de quem vê o que não existe
Não deixes o teu cérebro encurtar nem o teu coração encolher
O amor é!
Expedicionários, João Pessoa, Paraiba, Brasil em 17 de maio de 2023.
👁️ 187
À mãe nossa de cada dia
A mulher segue na multidão
Reza no escuro da noite e explode na claridade do dia
Se indaga é se aflige
Segue encorajada, empoderada
Uma criança chora
Deseja a mãe para si
Ri e chora
Em contrição segue
O brinquedo larga
Chorar é vazão
A criança quer a mãe
Só a mãe lhe basta!
E se a mãe não voltar?
Lhe tiram o chão
Pensar é o agora
Então volta ao chão
Cadê a mãe?
A mãe é o vazio?
Quer abraçá-la
Estará no trabalho?
Porque razão ?
A noite dorme!
O homem chora
A mulher chora
A criança chora
Idosos choram
Cadê a mãe?
Mãe é aconchego
Mãe é desassossego
Mãe é apego
Mãe é peito que acolhe
Mãe é ar que sufoca
É ausência que liberta
É passaporte para si e para o outro de si
A sua mãe é memória na ausência.
A mulher segue na multidão
A mulher se encontra em si mesma
A mãe é o que quiser
Ser mãe é transcender
Fátima Rodrigues
Expedicionários, João Pessoa, Paraiba, Brasil , em 14 de maio de 2023.
Reza no escuro da noite e explode na claridade do dia
Se indaga é se aflige
Segue encorajada, empoderada
Uma criança chora
Deseja a mãe para si
Ri e chora
Em contrição segue
O brinquedo larga
Chorar é vazão
A criança quer a mãe
Só a mãe lhe basta!
E se a mãe não voltar?
Lhe tiram o chão
Pensar é o agora
Então volta ao chão
Cadê a mãe?
A mãe é o vazio?
Quer abraçá-la
Estará no trabalho?
Porque razão ?
A noite dorme!
O homem chora
A mulher chora
A criança chora
Idosos choram
Cadê a mãe?
Mãe é aconchego
Mãe é desassossego
Mãe é apego
Mãe é peito que acolhe
Mãe é ar que sufoca
É ausência que liberta
É passaporte para si e para o outro de si
A sua mãe é memória na ausência.
A mulher segue na multidão
A mulher se encontra em si mesma
A mãe é o que quiser
Ser mãe é transcender
Fátima Rodrigues
Expedicionários, João Pessoa, Paraiba, Brasil , em 14 de maio de 2023.
👁️ 171
Não seguras o medo, segues!
Não seguras o medo, segues!
É entre costuras e cerzidos que te completas, e nem desconfias
É entre retalhos e costuras que te compões
É em gritos contidos e em dores mal ditas que atravessas os largos oceanos e os estreitos, como se atravessasses o Formosa ?
É nos desertos e em sonhos, em transtornos e transes que te projetas
Mas o que seria de nós sem as travessias oceânicas e sem os desertos em nós?
É lá nos desertos da vida que fazes acordos consigo próprio e ainda assim os descumpres
É lá onde perdes os horários, os dias e as noites insones?
A dureza dos quartzitos te atravessa ou é só na aparecência?
É em vagas que te refazes para o outro e outra ?
E se falta coragem para ser
é aí que abres as compotas que inundam terras estranhas ?
Ou ficas num cubículo onde a porta se estreita e o vão se fecha?
É assim porque não vês ou porque temes?
Solta teu grito ainda que ele não irrompa a garganta. Solta os teus atos, os teus fatos. os teus fardos.
Solta!
Fátima Rodrigues,
Em 06 de maio, de 2023.
Expedicionários. João Pessoa, Paraiba. Brasil,
É entre costuras e cerzidos que te completas, e nem desconfias
É entre retalhos e costuras que te compões
É em gritos contidos e em dores mal ditas que atravessas os largos oceanos e os estreitos, como se atravessasses o Formosa ?
É nos desertos e em sonhos, em transtornos e transes que te projetas
Mas o que seria de nós sem as travessias oceânicas e sem os desertos em nós?
É lá nos desertos da vida que fazes acordos consigo próprio e ainda assim os descumpres
É lá onde perdes os horários, os dias e as noites insones?
A dureza dos quartzitos te atravessa ou é só na aparecência?
É em vagas que te refazes para o outro e outra ?
E se falta coragem para ser
é aí que abres as compotas que inundam terras estranhas ?
Ou ficas num cubículo onde a porta se estreita e o vão se fecha?
É assim porque não vês ou porque temes?
Solta teu grito ainda que ele não irrompa a garganta. Solta os teus atos, os teus fatos. os teus fardos.
Solta!
Fátima Rodrigues,
Em 06 de maio, de 2023.
Expedicionários. João Pessoa, Paraiba. Brasil,
👁️ 166
Dei à luz
Dei à luz!
Não falo de episódios metonímicos
Não foi a tocha olímpica que entreguei a uma atleta
Nem foi a vela que passei para outras mãos
numa procissão de fieis ou no
breu da vida
Isso também o fiz e faço em situações de obscurantismo.
Não foi a lamparina que levei ao quarto escuro dos sertões
Foi a luz da vida !
Impregnada fiquei por àquele amor
Mas ciente estava que eram vidas de si
Não de mim.
Eu falei...estava ciente
O verbo no passado não se atualiza no presente dos afetos
É sempre uma construção de todo dia
Convosco reaprendi a rezar com a mesma fé que me moveu na infância
Rezo à Maria, às mulheres
O verbo resiste à dor
Que saibam viver os dias felizes e que sejam
cientes e cuidadosos de si, sempre!
Que assimilem as grandes e as pequenas lições da vida
como o fez o pequeno príncipe
com o seu planeta e a sua rosa
Dei à luz !
Terá responsabilidade e amor maior?
E sendo a luz vida
que a luz dos meus olhos jamais ofusque os vossos olhos
Meus sóis!
- vós sois o amor maior.
Fátima Rodrigues. Expedicionários, João Pessoa, Paraiba, Brasil , em 25 de abril de 2023.
Não falo de episódios metonímicos
Não foi a tocha olímpica que entreguei a uma atleta
Nem foi a vela que passei para outras mãos
numa procissão de fieis ou no
breu da vida
Isso também o fiz e faço em situações de obscurantismo.
Não foi a lamparina que levei ao quarto escuro dos sertões
Foi a luz da vida !
Impregnada fiquei por àquele amor
Mas ciente estava que eram vidas de si
Não de mim.
Eu falei...estava ciente
O verbo no passado não se atualiza no presente dos afetos
É sempre uma construção de todo dia
Convosco reaprendi a rezar com a mesma fé que me moveu na infância
Rezo à Maria, às mulheres
O verbo resiste à dor
Que saibam viver os dias felizes e que sejam
cientes e cuidadosos de si, sempre!
Que assimilem as grandes e as pequenas lições da vida
como o fez o pequeno príncipe
com o seu planeta e a sua rosa
Dei à luz !
Terá responsabilidade e amor maior?
E sendo a luz vida
que a luz dos meus olhos jamais ofusque os vossos olhos
Meus sóis!
- vós sois o amor maior.
Fátima Rodrigues. Expedicionários, João Pessoa, Paraiba, Brasil , em 25 de abril de 2023.
👁️ 194
Um olhar sobre as mulheres
Um olhar sobre as mulheres
As mulheres que me inspiram
São elas cheias de graça
Das Marias às Terezinhas
São formosas e calientes
São valentes e suaves
São tantas e tão diversas
Que se encontram espalhadas
Das praias até os confins
Pensar suas trajetórias
Suas virtudes e coragem
Revela muitas ações
Mulheres que são mães e pais
Mulheres avós e avôs
Mulheres tias e tios
Papéis afeitos na vida
Sem dar ou negar permissão
Parentela que deságua
em afazeres sem fim
Mulheres que dirigem e voam
Que plantam e colhem também
Que escrevem e estudam
ensinam e aprendem lições
São como dicionarios
A se recriar todo dia
numa poderosa equação
que a muitas de nós guia
Nas veredas dos sertões
E nas largas estradas da vida
Como âncoras é que elas são
Mulheres que são versáteis
Sem estereótipos ou com
Sem sentimento materno
Sem sentimento paterno
Mas com sentimento do mundo
Inteiras ou divididas assim é como elas são
Nos campos e na cidades
E para além, lá nos sertões
Embaixo de chuva ou sol
Banhadas de água ou suor
Nas labutas cotidianas
São elas a minha luz
São elas da minha afeição!
Fátima Rodrigues, em 08 de março de 2023
Expedicionários, João Pessoa, Paraiba, Brasil.
As mulheres que me inspiram
São elas cheias de graça
Das Marias às Terezinhas
São formosas e calientes
São valentes e suaves
São tantas e tão diversas
Que se encontram espalhadas
Das praias até os confins
Pensar suas trajetórias
Suas virtudes e coragem
Revela muitas ações
Mulheres que são mães e pais
Mulheres avós e avôs
Mulheres tias e tios
Papéis afeitos na vida
Sem dar ou negar permissão
Parentela que deságua
em afazeres sem fim
Mulheres que dirigem e voam
Que plantam e colhem também
Que escrevem e estudam
ensinam e aprendem lições
São como dicionarios
A se recriar todo dia
numa poderosa equação
que a muitas de nós guia
Nas veredas dos sertões
E nas largas estradas da vida
Como âncoras é que elas são
Mulheres que são versáteis
Sem estereótipos ou com
Sem sentimento materno
Sem sentimento paterno
Mas com sentimento do mundo
Inteiras ou divididas assim é como elas são
Nos campos e na cidades
E para além, lá nos sertões
Embaixo de chuva ou sol
Banhadas de água ou suor
Nas labutas cotidianas
São elas a minha luz
São elas da minha afeição!
Fátima Rodrigues, em 08 de março de 2023
Expedicionários, João Pessoa, Paraiba, Brasil.
👁️ 155
As mulheres e suas faces
Um olhar sobre as mulheres
As mulheres que me inspiram
São elas cheias de graça
Das Marias às Terezinhas
São formosas e calientes
São valentes e suaves
São tantas e tão diversas
Que se encontram espalhadas
Das praias até os confins
Pensar suas trajetórias
Suas virtudes e coragem
Revela muitas ações
Mulheres que são mães e pais
Mulheres avós e avôs
Mulheres tias e tios
Papéis afeitos na vida
Sem dar ou negar permissão
Parentela que deságua
em afazeres sem fim
Mulheres que dirigem e voam
Que plantam e colhem também
Que escrevem e estudam
ensinam e aprendem lições
São como dicionarios
A se recriar todo dia
numa poderosa equação
que a muitas de nós guia
Nas veredas dos sertões
E nas largas estradas da vida
Como âncoras é que elas são
Mulheres que são versáteis
Sem estereótipos ou com
Sem sentimento materno
Sem sentimento paterno
Mas com sentimento do mundo
Inteiras divididas assim é como elas são
Nos campos e na cidades
E para além, lá nos sertões
Embaixo de chuva ou sol
Banhadas de água ou suor
Nas labutas cotidianas
São elas a minha luz
São elas da minha afeição!
Fátima Rodrigues, em 08 de março de 2023
Expedicionários, João Pessoa, Paraiba, Brasil.
As mulheres que me inspiram
São elas cheias de graça
Das Marias às Terezinhas
São formosas e calientes
São valentes e suaves
São tantas e tão diversas
Que se encontram espalhadas
Das praias até os confins
Pensar suas trajetórias
Suas virtudes e coragem
Revela muitas ações
Mulheres que são mães e pais
Mulheres avós e avôs
Mulheres tias e tios
Papéis afeitos na vida
Sem dar ou negar permissão
Parentela que deságua
em afazeres sem fim
Mulheres que dirigem e voam
Que plantam e colhem também
Que escrevem e estudam
ensinam e aprendem lições
São como dicionarios
A se recriar todo dia
numa poderosa equação
que a muitas de nós guia
Nas veredas dos sertões
E nas largas estradas da vida
Como âncoras é que elas são
Mulheres que são versáteis
Sem estereótipos ou com
Sem sentimento materno
Sem sentimento paterno
Mas com sentimento do mundo
Inteiras divididas assim é como elas são
Nos campos e na cidades
E para além, lá nos sertões
Embaixo de chuva ou sol
Banhadas de água ou suor
Nas labutas cotidianas
São elas a minha luz
São elas da minha afeição!
Fátima Rodrigues, em 08 de março de 2023
Expedicionários, João Pessoa, Paraiba, Brasil.
👁️ 192
Eu creio!
Eu creio!
Ainda que os meus lugares de orações não sejam as catedrais e os meus totens não virem estátuas.
Gosto mesmo é de acariciar a terra, as plantas, os animais e de cuidar das pessoas por sua mera existência.
Vejo o retorno à natureza como a
reintegração ao universo.
Em noites de lua cheia me encanto com a claridade e a incandescência
Em noites escuras vislumbro o que nunca vi
Em dias de sol me abrigo na sombra ou deixo que a luz e o calor penetrem o meu corpo cansado até torná-lo um abrigo pleno, um saara a acolhê-los.
A natureza tem muitas faces.Não reclamo de suas estações.
Luz! Ressuscita em mim o que és, para que eu abrigue todo o teu calor e luminosidade num emaranhado só.
Na natureza tudo me é encantador
Tudo me traz aromas e sensações desconhecidas, além de lembranças, revivescências
Não há palavras para descrever o que me evoca um encontro do rio com o mar
Rio São Francisco! que li nos livros de Geografia e o imaginei antes de conhecê-lo.
Rio Parahyba! De águas e força tão feminina descendo montes e atravessando vales.
Rio que supõe altruismo ao atender aos Senhores, e por isso alimenta a cana de açúcar, mas geme de dor com a fome que o cerca.
Rio Cariús! Nome de destemida tribo que orgulha a prole que o nomeou.
Estás a sumir como sumiram teus filhos naturais, mas, teu tronco maior, o Jaguaribe, se encolhe e se expande em resistência
Rios que alimentam braços e pernas de outros.
Uma dor que não estanca me habita
Mas prefiro chamar à mim a minha senhora, a mãe, a mulher, a que sempre acolhe a cria,
a que não se desvencilha por que é guia.
Tua estrela me traz o dia e me dá forças para sair das noites escuras.
Mãe senhora! As minhas catedrais eu mesma as construo. São templos de orações consagrados a ti, nos verdes vales ou nos desertos, onde repito : "Ave,Maria!"
Tu me ouvistes, me socorrestes e eu aqui estou em nome do filho e do pai.
Fátima Rodrigues
Expedicionários, João Pessoa, Paraiba- Brasil, em10 de novembro de 2022.
Ainda que os meus lugares de orações não sejam as catedrais e os meus totens não virem estátuas.
Gosto mesmo é de acariciar a terra, as plantas, os animais e de cuidar das pessoas por sua mera existência.
Vejo o retorno à natureza como a
reintegração ao universo.
Em noites de lua cheia me encanto com a claridade e a incandescência
Em noites escuras vislumbro o que nunca vi
Em dias de sol me abrigo na sombra ou deixo que a luz e o calor penetrem o meu corpo cansado até torná-lo um abrigo pleno, um saara a acolhê-los.
A natureza tem muitas faces.Não reclamo de suas estações.
Luz! Ressuscita em mim o que és, para que eu abrigue todo o teu calor e luminosidade num emaranhado só.
Na natureza tudo me é encantador
Tudo me traz aromas e sensações desconhecidas, além de lembranças, revivescências
Não há palavras para descrever o que me evoca um encontro do rio com o mar
Rio São Francisco! que li nos livros de Geografia e o imaginei antes de conhecê-lo.
Rio Parahyba! De águas e força tão feminina descendo montes e atravessando vales.
Rio que supõe altruismo ao atender aos Senhores, e por isso alimenta a cana de açúcar, mas geme de dor com a fome que o cerca.
Rio Cariús! Nome de destemida tribo que orgulha a prole que o nomeou.
Estás a sumir como sumiram teus filhos naturais, mas, teu tronco maior, o Jaguaribe, se encolhe e se expande em resistência
Rios que alimentam braços e pernas de outros.
Uma dor que não estanca me habita
Mas prefiro chamar à mim a minha senhora, a mãe, a mulher, a que sempre acolhe a cria,
a que não se desvencilha por que é guia.
Tua estrela me traz o dia e me dá forças para sair das noites escuras.
Mãe senhora! As minhas catedrais eu mesma as construo. São templos de orações consagrados a ti, nos verdes vales ou nos desertos, onde repito : "Ave,Maria!"
Tu me ouvistes, me socorrestes e eu aqui estou em nome do filho e do pai.
Fátima Rodrigues
Expedicionários, João Pessoa, Paraiba- Brasil, em10 de novembro de 2022.
👁️ 197
Ditos e hiatos
Um seio vazio
murcho
Um útero em repouso
sem função
Uma casa desolada
inutil?
- Em adequação.
Um corredor parado no tempo
-"Semsons", surdo!
Um estado de escuta permanente
Contradição?
Uma dor que doi e doi
- Que aflição!
Um inconsciente que se corrói
na escuridão
Um escudo no escuro
- Porque razão?
Resistência e porvir
esperança e devir
- Será em vão?
Um vazio se abre
lá no meu chão
Há desertos e escusas
-Sim ou não?
Não é fenda à toa
tem suas razões
A vida segue
na cegueira
ou na promissão.
Vem cá e me aconchega
isso é perdão
O amor perece
na solidão
O amor se embaraça
No sim e no não
O amor é veredito
se dito ou não dito.
Vê-se então
que é chegado
o reencontro
- Não diga não
De que vale
o ser oculto
na multidão
Ser com o outro
exige o ti
Não diga não!
João Pessoa, Paraiba, Brasil em 23 de dezembro de 2023.
murcho
Um útero em repouso
sem função
Uma casa desolada
inutil?
- Em adequação.
Um corredor parado no tempo
-"Semsons", surdo!
Um estado de escuta permanente
Contradição?
Uma dor que doi e doi
- Que aflição!
Um inconsciente que se corrói
na escuridão
Um escudo no escuro
- Porque razão?
Resistência e porvir
esperança e devir
- Será em vão?
Um vazio se abre
lá no meu chão
Há desertos e escusas
-Sim ou não?
Não é fenda à toa
tem suas razões
A vida segue
na cegueira
ou na promissão.
Vem cá e me aconchega
isso é perdão
O amor perece
na solidão
O amor se embaraça
No sim e no não
O amor é veredito
se dito ou não dito.
Vê-se então
que é chegado
o reencontro
- Não diga não
De que vale
o ser oculto
na multidão
Ser com o outro
exige o ti
Não diga não!
João Pessoa, Paraiba, Brasil em 23 de dezembro de 2023.
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Eu creio!
Eu creio!
Ainda que os meus lugares de orações não sejam as catedrais e os meus totens não virem estátuas.
Gosto mesmo é de acariciar a terra, as plantas, os animais e de cuidar das pessoas por sua mera existência.
Vejo o retorno à natureza como a
reintegração ao universo.
Em noites de lua cheia me encanto com a claridade e a incandescência
Em noites escuras vislumbro o que nunca vi
Em dias de sol me abrigo na sombra ou deixo que a luz e o calor penetrem o meu corpo cansado até torná-lo um abrigo pleno, um saara a acolhê-los.
A natureza tem muitas faces.Não reclamo de suas estações.
Luz! Ressuscita em mim o que és, para que eu abrigue todo o teu calor e luminosidade num emaranhado só.
Na natureza tudo me é encantador
Tudo me traz aromas e sensações desconhecidas, além de lembranças, revivescências
Não há palavras para descrever o que me evoca um encontro do rio com o mar
Rio São Francisco! que li nos livros de Geografia e o imaginei antes de conhecê-lo.
Rio Parahyba! De águas e força tão feminina descendo montes e atravessando vales.
Rio que supõe altruismo ao atender aos Senhores, e por isso alimenta a cana de açúcar, mas geme de dor com a fome que o cerca.
Rio Cariús! Nome de destemida tribo que orgulha a prole que o nomeou.
Estás a sumir como sumiram teus filhos naturais, mas, teu tronco maior, o Jaguaribe, se encolhe e se expande em resistência
Rios que alimentam braços e pernas de outros.
Uma dor que não estanca me habita
Mas prefiro chamar à mim a minha senhora, a mãe, a mulher, a que sempre acolhe a cria,
a que não se desvencilha por que é guia.
Tua estrela me traz o dia e me dá forças para sair das noites escuras.
Mãe senhora! As minhas catedrais eu mesma ad construo. São templos de orações consagrados a ti, nos verdes vales ou nos desertos, onde repito : "Ave,Maria!"
Tu me ouvistes, me socorrestes e eu aqui estou em nome do filho e do pai.
Fátima Rodrigues
Expedicionários, João Pessoa, Paraiba- Brasil, em10 de novembro de 2022.
Ainda que os meus lugares de orações não sejam as catedrais e os meus totens não virem estátuas.
Gosto mesmo é de acariciar a terra, as plantas, os animais e de cuidar das pessoas por sua mera existência.
Vejo o retorno à natureza como a
reintegração ao universo.
Em noites de lua cheia me encanto com a claridade e a incandescência
Em noites escuras vislumbro o que nunca vi
Em dias de sol me abrigo na sombra ou deixo que a luz e o calor penetrem o meu corpo cansado até torná-lo um abrigo pleno, um saara a acolhê-los.
A natureza tem muitas faces.Não reclamo de suas estações.
Luz! Ressuscita em mim o que és, para que eu abrigue todo o teu calor e luminosidade num emaranhado só.
Na natureza tudo me é encantador
Tudo me traz aromas e sensações desconhecidas, além de lembranças, revivescências
Não há palavras para descrever o que me evoca um encontro do rio com o mar
Rio São Francisco! que li nos livros de Geografia e o imaginei antes de conhecê-lo.
Rio Parahyba! De águas e força tão feminina descendo montes e atravessando vales.
Rio que supõe altruismo ao atender aos Senhores, e por isso alimenta a cana de açúcar, mas geme de dor com a fome que o cerca.
Rio Cariús! Nome de destemida tribo que orgulha a prole que o nomeou.
Estás a sumir como sumiram teus filhos naturais, mas, teu tronco maior, o Jaguaribe, se encolhe e se expande em resistência
Rios que alimentam braços e pernas de outros.
Uma dor que não estanca me habita
Mas prefiro chamar à mim a minha senhora, a mãe, a mulher, a que sempre acolhe a cria,
a que não se desvencilha por que é guia.
Tua estrela me traz o dia e me dá forças para sair das noites escuras.
Mãe senhora! As minhas catedrais eu mesma ad construo. São templos de orações consagrados a ti, nos verdes vales ou nos desertos, onde repito : "Ave,Maria!"
Tu me ouvistes, me socorrestes e eu aqui estou em nome do filho e do pai.
Fátima Rodrigues
Expedicionários, João Pessoa, Paraiba- Brasil, em10 de novembro de 2022.
👁️ 165
Velejando
Um barco a perder-se de vista me fascina
fico a mirá-lo até que a sua proa se esconda, além do horizonte
Ao ver o céu e o mar em sua pureza
novas rotas e descobertas me guiam
Imagens fazem-se vivas em mim
como fantasias da minha infância
Penso em portos e em paradas
em idas e vindas
em novas descobertas e em novos lugares
Sinto a brisa que adentra às janelas abertas
de uma Geografia que me ressuscita
Imagino diferentes pessoas
Horizontes infinitos somam-se ao meu olhar
Vasto é o mundo de cada um e o de todos nós
Finita é a vida, mas a língua não
Expressar-se é busca
Se faltam palavras nos meus versos
imagine as emoções nas entrelinhas
Nem tudo precisa ser dito
Se o dizer segue aquém
o viver segue além
Me entrego ao ócio.
fico a mirá-lo até que a sua proa se esconda, além do horizonte
Ao ver o céu e o mar em sua pureza
novas rotas e descobertas me guiam
Imagens fazem-se vivas em mim
como fantasias da minha infância
Penso em portos e em paradas
em idas e vindas
em novas descobertas e em novos lugares
Sinto a brisa que adentra às janelas abertas
de uma Geografia que me ressuscita
Imagino diferentes pessoas
Horizontes infinitos somam-se ao meu olhar
Vasto é o mundo de cada um e o de todos nós
Finita é a vida, mas a língua não
Expressar-se é busca
Se faltam palavras nos meus versos
imagine as emoções nas entrelinhas
Nem tudo precisa ser dito
Se o dizer segue aquém
o viver segue além
Me entrego ao ócio.
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Sou um ser humano em constante construção. Me sinto parte da natureza e a ela vinculada no sentido material e imaterial. Gosto de lidar com as palavras construindo e desconstruindo castelos. Portanto, escrevo como um exercício de compreensão de mim e do mundo. Além de escrever e ler gosto de cinema, de música e de praticar jardinagem. Sou mãe e essa é uma experiência de vida que me fascina e desafia permanentemente.
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