Ditos e hiatos
MARIA DE FATIMA FERREIRA RODRIGUES
Um seio vazio
murcho
Um útero em repouso
sem função
Uma casa desolada
inutil?
- Em adequação.
Um corredor parado no tempo
-"Semsons", surdo!
Um estado de escuta permanente
Contradição?
Uma dor que doi e doi
- Que aflição!
Um inconsciente que se corrói
na escuridão
Um escudo no escuro
- Porque razão?
Resistência e porvir
esperança e devir
- Será em vão?
Um vazio se abre
lá no meu chão
Há desertos e escusas
-Sim ou não?
Não é fenda à toa
tem suas razões
A vida segue
na cegueira
ou na promissão.
Vem cá e me aconchega
isso é perdão
O amor perece
na solidão
O amor se embaraça
No sim e no não
O amor é veredito
se dito ou não dito.
Vê-se então
que é chegado
o reencontro
- Não diga não
De que vale
o ser oculto
na multidão
Ser com o outro
exige o ti
Não diga não!
João Pessoa, Paraiba, Brasil em 23 de dezembro de 2023.
murcho
Um útero em repouso
sem função
Uma casa desolada
inutil?
- Em adequação.
Um corredor parado no tempo
-"Semsons", surdo!
Um estado de escuta permanente
Contradição?
Uma dor que doi e doi
- Que aflição!
Um inconsciente que se corrói
na escuridão
Um escudo no escuro
- Porque razão?
Resistência e porvir
esperança e devir
- Será em vão?
Um vazio se abre
lá no meu chão
Há desertos e escusas
-Sim ou não?
Não é fenda à toa
tem suas razões
A vida segue
na cegueira
ou na promissão.
Vem cá e me aconchega
isso é perdão
O amor perece
na solidão
O amor se embaraça
No sim e no não
O amor é veredito
se dito ou não dito.
Vê-se então
que é chegado
o reencontro
- Não diga não
De que vale
o ser oculto
na multidão
Ser com o outro
exige o ti
Não diga não!
João Pessoa, Paraiba, Brasil em 23 de dezembro de 2023.
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