À mãe nossa de cada dia
MARIA DE FATIMA FERREIRA RODRIGUES
A mulher segue na multidão
Reza no escuro da noite e explode na claridade do dia
Se indaga é se aflige
Segue encorajada, empoderada
Uma criança chora
Deseja a mãe para si
Ri e chora
Em contrição segue
O brinquedo larga
Chorar é vazão
A criança quer a mãe
Só a mãe lhe basta!
E se a mãe não voltar?
Lhe tiram o chão
Pensar é o agora
Então volta ao chão
Cadê a mãe?
A mãe é o vazio?
Quer abraçá-la
Estará no trabalho?
Porque razão ?
A noite dorme!
O homem chora
A mulher chora
A criança chora
Idosos choram
Cadê a mãe?
Mãe é aconchego
Mãe é desassossego
Mãe é apego
Mãe é peito que acolhe
Mãe é ar que sufoca
É ausência que liberta
É passaporte para si e para o outro de si
A sua mãe é memória na ausência.
A mulher segue na multidão
A mulher se encontra em si mesma
A mãe é o que quiser
Ser mãe é transcender
Fátima Rodrigues
Expedicionários, João Pessoa, Paraiba, Brasil , em 14 de maio de 2023.
Reza no escuro da noite e explode na claridade do dia
Se indaga é se aflige
Segue encorajada, empoderada
Uma criança chora
Deseja a mãe para si
Ri e chora
Em contrição segue
O brinquedo larga
Chorar é vazão
A criança quer a mãe
Só a mãe lhe basta!
E se a mãe não voltar?
Lhe tiram o chão
Pensar é o agora
Então volta ao chão
Cadê a mãe?
A mãe é o vazio?
Quer abraçá-la
Estará no trabalho?
Porque razão ?
A noite dorme!
O homem chora
A mulher chora
A criança chora
Idosos choram
Cadê a mãe?
Mãe é aconchego
Mãe é desassossego
Mãe é apego
Mãe é peito que acolhe
Mãe é ar que sufoca
É ausência que liberta
É passaporte para si e para o outro de si
A sua mãe é memória na ausência.
A mulher segue na multidão
A mulher se encontra em si mesma
A mãe é o que quiser
Ser mãe é transcender
Fátima Rodrigues
Expedicionários, João Pessoa, Paraiba, Brasil , em 14 de maio de 2023.
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