Escritas

Lista de Poemas

O SOL E LUA

Teu manto azul te destapa à alvorada

Saem espreitando os teus olhos irradiados

De mil beijos te cobre a lua enfeitiçada

Que engravida de muitos sóis enamorados


Do teu cabelo caem madeixas coloridas

Tua felicidade contamina multidões

Que te admiram em cada dia enternecidas

Com teu o calor que iluminas seus corações


A lua sonha por muitas noites de amor

O sol pisca-lhe o olho à tardinha

Na timidez do encontro brilha fervor


Teu manto azul difunde raios de alegria

Tens aposentos que te acolhem como rainha

Ó Lua que encantas a noite toda nessa acalmia


04-07-2013 Maria Antonieta Matos

In "Nós Poetas Editamos VI"

👁️ 574

TODO O SER (humano) É DIFERENTE

Todo o ser (humano) é diferente

No pensar e no falar

No agir e no tamanho

No sentir e no olhar


No pensar, um pensa assim

Outro pensa, e, diz que não

Outro não pensa mas diz

E há o que a tudo diz sim


No falar, um é tagarela

Outro esconde-se pr’a não falar

Outro fala para se mostrar

Há o mudo que não fala

Há quem fale a cantar

O que gagueja a falar

E o que fala a versejar


No agir, um diz que faz

Mesmo sem agir pra fazer

Outro diz não sou capaz

Há o que age, e, não quer dizer

O que não quer agir, pra fazer

E o que age, sem se aperceber


No tamanho um é pequeno

Outro é grande demais

E há pequeno que o tamanho

Não deixa que cresça mais

Outro é grande mas é pequeno

Os tamanhos são desiguais


No sentir, um tem sentimento

Outro o sentir é maldade

Há o que não quer sentir

Há o sentir de oportunidade

Há o que não diz, sentir

O que sente de verdade

E há o sentir só para rir


Um olhar, todo o tempo admira

Outro olhar, nada quer ver

Outro sonha, que está olhar

Há o que no olhar se afigura

E há muita arte no olhar

Há o olhar castigador

Que a todos discrimina

E olhar vencedor

Que só de olhar ilumina


Mas todo o ser tem seu direito

E dever para cumprir

Essa igualdade e respeito

Temos todos que admitir

Podemos ter sentimentos

Podemos ser diferentes 

Mas os deveres e os direitos

São metas intransigentes


Maria Antonieta Matos 26-09-201

👁️ 591

DE CANDEIAS ÀS AVESSAS

De candeias às avessas

Anda o país revirado

Falham todas as promessas

Está cair aos bocados

Levam o tempo a magicar

Onde mais dinheiro tirar

Para a divida se pagar

Que o certo era diminuir

E o errado aumentar

Não estudaram matemática

Decerto foram maus alunos

E em toda esta problemática

Há desculpas e infortúnios

Mandam o povo para baixo

Andam com os números, obcecados

Para manterem o seu tacho

Cai o país nos buracos

Dão abraços e beijinhos

Andam muito entusiasmados

Com a Merkel aos segredinhos

E portugueses mais tramados

Onde está a União Europeia?

Transformou-se em coisa feia

De interessados e interesseiros

Que exploram os seus parceiros

E lhes sacam todo o dinheiro

Dominam as negociatas

Não fazem crescer o país

Se não alteraram estas temáticas

Cuidado com os carris!!!!


07-05-2012 Maria Antonieta Matos

👁️ 692

MOMENTO DO TEMPO

Um raio de luz penetra na rua

Pleno silêncio acalenta a mente

Porquê o tempo a largou tão nua?

Ao tirar as vestes que o olhar sente


Nuvens pardacentas, pálida luz

Casas branquinhas pintalgadas

Que o tempo corrói e seduz

Brilham regatos na calçada


Gotejam prantos a cair do telhado

Galhofam nas frestas em cada pedrinha

Pulam contentes, daquele matizado


No céu o sol sorri entre a “nuvenzinha”

Se escapa e brincam à “escondidinhas”

Ganhando o sol iluminado


Maria Antonieta Matos 05-10-2013

👁️ 602

A POLÍTICA

Arte de gerir ou manipular

Aliciando os eleitores

Com o estilo que diz governar

Sobrepondo-se aos opositores


Uma forma de alcançar

A vantagem desejada

Com meios e arte de conquistar

Poder e defender sua causa


Atitude ou a orientação

Apoiada no interesse coletivo

Conhecimento da questão

Com um conceito expressivo


Motivo polémico ou não

Educacional, financeiro

Da justiça, comunicação

Da cultura ou interesseiro


Existe uma estreita ligação

Entre política e o poder

Num os meios quer atingir

Noutro, tem autoridade e querer


São tão poucos os que veem

E sentem no seu coração

Daqueles que sabendo, falseiam

Sendo românticos de ilusão


Esta força vai cegar

Populações persuadidas

No dia que vão votar

A este teste são submetidas


Há um certo secretismo

No que é verdade ou mentira

E um certo fanatismo

Do poder que tudo tira


Um programa bem pensado

Do que diz implementar

Um discurso marcado

Com truques para influenciar


Maria Antonieta Matos 26-11-2012

👁️ 672

PINTOR

Pintas o sonho tão lindo

Devia lei poder ser

Amor cor do colorido

As cores que pintas, haver


Pintor que pintas o sonho

Do mais belo colorido

Pinta o mundo mais risonho

Atende este meu pedido


Maria Antonieta Matos 22-04-2013

👁️ 632

ROSTO DOS TEMPOS

Escondeu-se a paz em qualquer planeta

Tudo adormeceu esquecido no tempo

Rasgados os sonhos no fio da baioneta

No escuro o maltrato, luta contratempo

 

Quão diferença faz a algibeira vazia

O malfadado destino a ti preordenado

Os farrapos e indigências que te cria

O mais triste tempo ensanguentado

 

Tanta desumanidade imponderada    

Embora tu não queiras te é arrancada

Vives do vento como alma penada

 

Fazem morrer o contentamento vivo

Parindo as dores do sofrimento e castigo

Que satanás no fogo do inferno lavra

 

05-11-2013 Maria Antonieta Matos
In " Nós Poetas Editamos V"

👁️ 559

O MEU NETO TOMÁS

Tomás, teu rosto é ternura

Tua boca esvai-se em sorriso

Tuas mãos a diabrura

Entre risos de improviso


Brincalhão de olhos matreiros

Forte me abraças com doçura

Não resisto aos teus encantos

Fico cega de brandura


Tua voz misteriosa

Dou voltas para te entender

Sempre encontro forma airosa

Para o que dizes perceber


Inteligente, dás-me a volta

Com a tua psicologia

Quando queres alteras a rota

E deixo-me levar p’la magia.


18-08-2013 Maria Antonieta Matos

👁️ 575

SENTIR O ALENTEJO

Alentejo tua gente

Sente cada teu olhar

Escreve-te insistentemente

Pondo o coração a falar


Maria Antonieta Matos 05-10-2013

👁️ 572

NÃO FALES MEU AMOR

Não fales meu amor, não digas nada

Deixa o silêncio no nosso amor penetrar

Abraça-me ao teu peito bem apertada

Aquece-me a boca e o coração com teu beijar

 

Deixa p’ra lá tudo aquilo que não presta

Que nos faz sofrer nesta vida dura

Faz uma pausa que é tudo o que nos resta

Para acalmar a euforia que não cura

 

Vibra entrelaçados com olhar cego

Mergulhando neste desvario vero

Sente o meu olhar dizer que te quero

 

Saboreia o momento neste aconchego

Como se o paraíso fosse esse deleite

Deixa que o pensamento em mim se deite

 

Maria Antonieta Matos 31-10.2013
In " Poesia Sem Gavetas III"

👁️ 625

Comentários (2)

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namastibet
namastibet
2017-10-23

obrigado por me ler

Val
Val
2014-09-22

Gostei , escreves bem :)