Lista de Poemas
O SOL E LUA
Teu manto azul te destapa à alvorada
Saem espreitando os teus olhos irradiados
De mil beijos te cobre a lua enfeitiçada
Que engravida de muitos sóis enamorados
Do teu cabelo caem madeixas coloridas
Tua felicidade contamina multidões
Que te admiram em cada dia enternecidas
Com teu o calor que iluminas seus corações
A lua sonha por muitas noites de amor
O sol pisca-lhe o olho à tardinha
Na timidez do encontro brilha fervor
Teu manto azul difunde raios de alegria
Tens aposentos que te acolhem como rainha
Ó Lua que encantas a noite toda nessa acalmia
04-07-2013 Maria Antonieta Matos
In "Nós Poetas Editamos VI"
TODO O SER (humano) É DIFERENTE
Todo o ser (humano) é diferente
No pensar e no falar
No agir e no tamanho
No sentir e no olhar
No pensar, um pensa assim
Outro pensa, e, diz que não
Outro não pensa mas diz
E há o que a tudo diz sim
No falar, um é tagarela
Outro esconde-se pr’a não falar
Outro fala para se mostrar
Há o mudo que não fala
Há quem fale a cantar
O que gagueja a falar
E o que fala a versejar
No agir, um diz que faz
Mesmo sem agir pra fazer
Outro diz não sou capaz
Há o que age, e, não quer dizer
O que não quer agir, pra fazer
E o que age, sem se aperceber
No tamanho um é pequeno
Outro é grande demais
E há pequeno que o tamanho
Não deixa que cresça mais
Outro é grande mas é pequeno
Os tamanhos são desiguais
No sentir, um tem sentimento
Outro o sentir é maldade
Há o que não quer sentir
Há o sentir de oportunidade
Há o que não diz, sentir
O que sente de verdade
E há o sentir só para rir
Um olhar, todo o tempo admira
Outro olhar, nada quer ver
Outro sonha, que está olhar
Há o que no olhar se afigura
E há muita arte no olhar
Há o olhar castigador
Que a todos discrimina
E olhar vencedor
Que só de olhar ilumina
Mas todo o ser tem seu direito
E dever para cumprir
Essa igualdade e respeito
Temos
todos que admitir
Podemos ter sentimentos
Podemos ser diferentes
Mas os deveres e os direitos
São metas intransigentes
Maria Antonieta Matos 26-09-201
DE CANDEIAS ÀS AVESSAS
De candeias às avessas
Anda o país revirado
Falham todas as promessas
Está cair aos bocados
Levam o tempo a magicar
Onde mais dinheiro tirar
Para a divida se pagar
Que o certo era diminuir
E o errado aumentar
Não estudaram matemática
Decerto foram maus alunos
E em toda esta problemática
Há desculpas e infortúnios
Mandam o povo para baixo
Andam com os números, obcecados
Para manterem o seu tacho
Cai o país nos buracos
Dão abraços e beijinhos
Andam muito entusiasmados
Com a Merkel aos segredinhos
E portugueses mais tramados
Onde está a União Europeia?
Transformou-se em coisa feia
De interessados e interesseiros
Que exploram os seus parceiros
E lhes sacam todo o dinheiro
Dominam as negociatas
Não fazem crescer o país
Se não alteraram estas temáticas
Cuidado com os carris!!!!
07-05-2012 Maria Antonieta Matos
MOMENTO DO TEMPO
Um raio de luz penetra na rua
Pleno silêncio acalenta a mente
Porquê o tempo a largou tão nua?
Ao tirar as vestes que o olhar sente
Nuvens pardacentas, pálida luz
Casas branquinhas pintalgadas
Que o tempo corrói e seduz
Brilham regatos na calçada
Gotejam prantos a cair do telhado
Galhofam nas frestas em cada pedrinha
Pulam contentes, daquele matizado
No céu o sol sorri entre a “nuvenzinha”
Se escapa e brincam à “escondidinhas”
Ganhando o sol iluminado
Maria Antonieta Matos 05-10-2013
A POLÍTICA
Arte de gerir ou manipular
Aliciando os eleitores
Com o estilo que diz governar
Sobrepondo-se aos opositores
Uma forma de alcançar
A vantagem desejada
Com meios e arte de conquistar
Poder e defender sua causa
Atitude ou a orientação
Apoiada no interesse coletivo
Conhecimento da questão
Com um conceito expressivo
Motivo polémico ou não
Educacional, financeiro
Da justiça, comunicação
Da cultura ou interesseiro
Existe uma estreita ligação
Entre política e o poder
Num os meios quer atingir
Noutro, tem autoridade e querer
São tão poucos os que veem
E sentem no seu coração
Daqueles que sabendo, falseiam
Sendo românticos de ilusão
Esta força vai cegar
Populações persuadidas
No dia que vão votar
A este teste são submetidas
Há um certo secretismo
No que é verdade ou mentira
E um certo fanatismo
Do poder que tudo tira
Um programa bem pensado
Do que diz implementar
Um discurso marcado
Com truques para influenciar
Maria Antonieta Matos 26-11-2012
PINTOR
Pintas o sonho tão lindo
Devia lei poder ser
Amor cor do colorido
As cores que pintas, haver
Pintor que pintas o sonho
Do mais belo colorido
Pinta o mundo mais risonho
Atende este meu pedido
Maria Antonieta Matos 22-04-2013
ROSTO DOS TEMPOS
Escondeu-se a paz em qualquer planeta
Tudo adormeceu esquecido no tempo
Rasgados os sonhos no fio da baioneta
No escuro o maltrato, luta contratempo
Quão diferença faz a algibeira vazia
O malfadado destino a ti preordenado
Os farrapos e indigências que te cria
O mais triste tempo ensanguentado
Tanta desumanidade imponderada
Embora tu não queiras te é arrancada
Vives do vento como alma penada
Fazem morrer o contentamento vivo
Parindo as dores do sofrimento e castigo
Que satanás no fogo do inferno lavra
05-11-2013
Maria Antonieta Matos
In " Nós Poetas Editamos V"
O MEU NETO TOMÁS
Tomás, teu rosto é ternura
Tua boca esvai-se em sorriso
Tuas mãos a diabrura
Entre risos de improviso
Brincalhão de olhos matreiros
Forte me abraças com doçura
Não resisto aos teus encantos
Fico cega de brandura
Tua voz misteriosa
Dou voltas para te entender
Sempre encontro forma airosa
Para o que dizes perceber
Inteligente, dás-me a volta
Com a tua psicologia
Quando queres alteras a rota
E deixo-me levar p’la magia.
18-08-2013 Maria Antonieta Matos
SENTIR O ALENTEJO
Alentejo tua gente
Sente cada teu olhar
Escreve-te insistentemente
Pondo o coração a falar
Maria Antonieta Matos 05-10-2013
NÃO FALES MEU AMOR
Não fales meu amor, não digas nada
Deixa o silêncio no nosso amor penetrar
Abraça-me ao teu peito bem apertada
Aquece-me a boca e o coração com teu beijar
Deixa p’ra lá tudo aquilo que não presta
Que nos faz sofrer nesta vida dura
Faz uma pausa que é tudo o que nos resta
Para acalmar a euforia que não cura
Vibra entrelaçados com olhar cego
Mergulhando neste desvario vero
Sente o meu olhar dizer que te quero
Saboreia o momento neste aconchego
Como se o paraíso fosse esse deleite
Deixa que o pensamento em mim se deite
Maria
Antonieta Matos 31-10.2013
In " Poesia Sem Gavetas III"
Comentários (2)
obrigado por me ler
Gostei , escreves bem :)
Editou o livro “ Visita à Aldeia da Terra” através de Edições Poejo, baseado e inspirado na Aldeia de esculturas em barro e cimento, sita em Arraiolos, livro de quadras e fotografias personalizadas na atividade e profissões da aldeia, apoiada pela junta de freguesia de Arraiolos. Fez apresentação do livro em escolas e Bibliotecas Municipais para crianças do jardim-de-infância, escola básica e séniores. Colabora em vários grupos de poesia e blogs.
Editou o livro "OLHARES RITMADOS - Nada Sou... Mais Do Que Eu", em 2022
Participação em Coletâneas: “Poetizar Monsaraz - Vol I” “Poetizar Monsaraz Vol II” “Nós Poetas Editamos V” “Nós Poetas Editamos VI” “Sentir D’um Poeta” “Eternamente Poeta” “Poesia sem Gavetas Parte III” “Poemário 2015” “Conto de Poetas Parte III” “Amor Eterno” \"Poemário 2016\" \"Apenas Saudade\" \" Fusão de Sentires\" \"Poemário 2017\" \"Mais Mulher\" \"Perdidamente II\" - Autores Edição - Pastelaria Studios Editora Grupo Múltiplas Histórias \"Sopro de Poesia\" - Autores Edição Orquídea Edições - Grupo Múltiplas Histórias \"Poesia a Cores\" - Pastelaria Studios Editora Grupo Múltiplas Histórias \"Dança das Palavras\" - Pastelaria Studios Editora \"Poesia com Reticências (...) - Pastelaria Studios Editora \"Poemário 2018\" - Pastelaria Studios \"Cascata de Palavras\" - Pastelaria Studios Editora \"Perdidamente Vol. III\" - Poem' Art - Grupo Literário Amigos - " Delírios de Verão" - Delírios de Outono" "Poesia na Escola" Verso & Prosa
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