Lista de Poemas
LER
Na mão trago comigo
Os livros que hoje escolhi
Para ler em qualquer sítio
E pensar no que aprendi
Recomendo ao amigo
E amiga hoje a leitura
Leve o livro sempre consigo
Valorize mais a cultura
Se gostar, pode sonhar
Se não gostar critique
Ocupe a mente a pensar
Parado é que não fique
Divagar pela leitura
Com alma e o coração
Poder viver a aventura
Só com um livro na mão
Gostar muito de sonhar
Ou ter outra sensação
No livro pode mergulhar
Para resolver a solução
A leitura é ascensão
Aprender para saber
Reforça a compreensão
Traz sempre um livro para ler
Num diálogo permanente
Aprendendo a ver mundo
A leitura enriquece a mente
Fazendo luz no escuro profundo
Procurar sempre para ler
Um livro que nos cative
Que tenha essência e, ter
A instrução que se precise
Aprender em cada dia
Crescer de espírito aberto
Semear letras de alegria
E dizer o que achar correcto
Na busca de conhecimento
Se edificam as ideias
Formando no pensamento
As criações que incendeias,
Maria Antonieta Matos 29-08-2012
Pinturas de meu amigo Costa Araújo

BRINCAR COM O ALFABETO
Vamos brincar com as letras
As letras do alfabeto
Sem as letras não aprendes
A ler e a escrever correto
Com o A, dizes Amigo
Com o B, que ele é Bonito
Com o C, está de Castigo
Com o D, que Deprimido!
Com o E, Elogiado
Com o F, Festejado
Com o G, foi Gabado
Com o H, Hipnotizado
Com o I, Incontrolado
Com o J, o José
Levou o K, para o Karaté
Disse ao L, és leviano
Vamos aprender outras letras
Pois quero passar de ano
O M, então Mergulhou
Com o N, Namorou
Com o O, se Ofendeu
Com o P, se Perdeu
Com o Q, Queria
Que o R, à Revelia
Trouxesse o S, Sabedor
Para o T, que é Traidor
Ter o U, e Usufruir
Do V, Verdadeiro
Apagar o W, Washington
Que é letra do estrangeiro
Toca com o X, o Xilofone
Acompanha a letra Y, ípsilon
E para escrita fazer sentido
Ouve bem o que te digo
Procura ligar pelo som
As vogais e consoantes
Forma palavras a silabar
Escreve coisas importantes
E o alfabeto chegou ao fim
Com o Z a reZingar
Porque queria uma palavra
Com o Z a começar
Maria Antonieta Matos 10-09-2012
A CHUVA
Chuva são gotas de água
Que caiem do céu
Como uma alvorada!
São nuvens carregadas
De gotas paradas
Que quando se rompem
Saem disparadas
E molham e molham
Quem não trás chapéu
E são muitas as vezes
Que fico molhada
Porque o vento soprou, o chapéu…
Para a retaguarda!
Eu gosto da chuva
Do encanto que trás
Mas não das travessuras
Que ás vezes faz!
Gosto de olhar
Por trás da vidraça
Ouvir á lareira
O tilintar com graça.
Gosto de olhar
As flores a vibrar
De contentamento,
Vejo-as a gracejar
Quando vem o vento
Gosto de contemplar
E ficar…
No meu pensamento
Maria Antonieta Matos 07-01-2011
Pintura de meu amigo Costa Araújo
ONDE ESTÃO AS PALAVRAS?
Na soidade das palavras
Que me faltam… remexendo
Há que tempo confinadas
Onde estão as palavras de ternura?
Que os meus amores me diziam
Às vezes, não com tanta frescura
E que agora me apeteciam
Preciso do toque delas
Revestidas de emoção
Dessa sensação que só elas,
Perto aquecem… meu coração
Estou receosa que se percam
Não tenham o mesmo sabor
Que vão continuar distantes
E aos meus olhos percam a cor
Até quando este vazio
Das palavras sempre em festa
Que acalentavam o frio
Até na casa cheia de frestas
05-03-2021 Maria Antonieta Matos
MINHAS MÃOS
Mostram-me o caminho da idade
A murmurar ressaltam pintas desajeitadas
Num jardim em festa ao fim da tarde
Minhas mãos meigas a pintar teu corpo
E a enternecer teu coração
Vão perpetuando esse doce mosto
Como o dedilhar do terço na oração
Minhas mãos falam-te delicadas
Tateando entrelaçadas no amor
Tocando sentimentos à pele arrepiada
Não há idade que impeça o sonho
As minhas mãos têm a cura para dor
Nos afagos que disponho
25-02-2021 Maria Antonieta Matos
OS DIAS SILENCIOSOS…
Os olhos abrem portas ao pensamento,
Vivem a utopia duma amargura e solidão,
Um desencanto, uma sombra, um espectro cinzento,
E as lágrimas acontecem em dia de negação.
Os dias silenciosos….
São dias de guerra comigo,
De recusa e castigo,
De reflexão e de grito,
De engasgo aflito,
De medo nesse vazio, sem sentido,
Uma vontade, sem vontade,
Uma ansiedade louca que m’ invade,
Um fosso escuro, temido.
São dias…
Mas há tantos dias…
Cheios de esperança
que a emoção se levanta
que a luz do olhar s’ encanta
que o coração se entrega
que e amor irradia
E que um triste momento
Na mente morria
Nos dias silenciosos…
Miro meu espelho íntimo,
Que me enche de imagens,
Que vagueia por inúmeras estradas,
Que me mostra o sorriso,
O afeto sincero e preciso,
O toque que m’ anima,
E surge uma aurora rasgada,
A fala ternurenta e bizarra,
A força que move montanhas,
Sem desistir de tudo, por nada.
Nos dias silenciosos…
Louvo o céu, a lua e as estrelas
E canto à terra… adormeço os mares
Dou ao vento um lindo ar
Ponho no sol todo o seu brilhar
E sinto as flores a desabrochar
Nos dias silenciosos…
Vislumbra alegre a eterna liberdade
Em consonância toda humanidade
Os rancores, postos de parte
Num lindo jogo de arte
Ladeia a franca amizade
O universo um arco-íris
Não há dor não há gemido
Há uma completa união
E um planeta protegido.
Maria Antonieta Matos 08-09-2019
Oh! Riso és tão bonito
Que me enches de alegria,
Fazes invejas aos sisudos,
Que andam sempre macambúzios,
Projetando antipatia.
Oh! Riso tens tanta graça,
Que contagias o mundo inteiro,
A tristeza ultrapassas,
Divertes os dias que passas,
Mas que riso verdadeiro!
Oh! Riso não tens fronteiras,
Andas na boca do mundo,
Com saúde de primeira,
Nunca perdes a estribeira,
Nesse sorriso profundo.
O riso faz bem à alma,
Não entra onde há tristeza,
Vive feliz e contente,
Dá sorriso a tanta gente,
Sentimento de grandeza.
Ria... nunca desista,
De sorrir alegremente,
Viva em festa cada dia,
Dê aos outros alegria,
Sinta paz constantemente.
22-08-2017 Maria Antonieta Matos
ILUSÕES DOS SONHOS…!
A mente prende-se tão real ao sono, e ao sonho tamanho!
Não sei se algum dia lá vivi… porém é tão estranho!
Que ao acordar me interrogo a reviver o ilusório cenário!
Segue-se um confronto de ideias sem explicação…!
Porquê alguns sonhos me provocam carpido, dor e turbulência?
Porquê outra noite não me importo ficar, em alegre complacência?
Porquê em consciência no sonho, pressinto que viajo em vão?
Algumas vezes sinto-me estranha, nessa cidade desconhecida,
Não tenho a memória que me reporte a tão sombria solução,
Vejo parentes, amigos, mas na hora de me achar há sempre um senão!
Outras, sinto a etérea felicidade e o despertar me invade de seguida,
Sem conseguir que a mente analise por lúcidos momentos, essa ilusão,
Talvez transportada, por confusas passagens, que são registos de vida.
Maria Antonieta Matos, 13-10 2017
À PROCURA
Vivo num mundo da lua
Ando revirada do avesso
Fico especada na rua
Penso estar num tempo antigo
Não tenho a noção do tempo
Perco-me no espaço que sigo
Não tenho um minuto assento
Visto-me e dispo-me esquecida
Repito-me a cada momento
Canso o melhor pensamento!
Soletram-me cada palavra
Como no primeiro ano de vida
E a mente gasta se "olvida"!
Maria Antonieta Matos, 04- 09-2014
NÃO DESISTAS DE VIVER!
De abrires o teu coração,
De escancarares teu sorriso,
De esqueceres um mau juízo,
Que seja a vida a solução.
Que amanheça em cada dia,
Um raiar em teu olhar,
Que brote a flor mais linda,
Que te mostre o sonho, ainda,
Sempre em ti a desabrochar.
Não desistas do amor,
Onde habita serenidade,
Que exalta dentro do peito,
Sinfonia no teu leito,
Canção, paz e dignidade.
Não te quebres por artifícios,
Nunca cedas a tentações,
Que vão mudar a tua vida,
Para sempre ficar destituída,
E não passam de ilusões.
Não desvies o teu caminho,
Por rotas que não conheces,
Desfruta na terra... a vida,
Ninguém ganha com a partida,
Nem nós, nem tu a mereces.
Há um sol que nos aquece,
E nasce a lua com muitas faces,
Mas a inteligência que temos,
Serve para ler o que vemos,
Sem s' envolver em disfarces.
03-09-2017 Maria Antonieta Matos
Comentários (2)
obrigado por me ler
Gostei , escreves bem :)
Editou o livro “ Visita à Aldeia da Terra” através de Edições Poejo, baseado e inspirado na Aldeia de esculturas em barro e cimento, sita em Arraiolos, livro de quadras e fotografias personalizadas na atividade e profissões da aldeia, apoiada pela junta de freguesia de Arraiolos. Fez apresentação do livro em escolas e Bibliotecas Municipais para crianças do jardim-de-infância, escola básica e séniores. Colabora em vários grupos de poesia e blogs.
Editou o livro "OLHARES RITMADOS - Nada Sou... Mais Do Que Eu", em 2022
Participação em Coletâneas: “Poetizar Monsaraz - Vol I” “Poetizar Monsaraz Vol II” “Nós Poetas Editamos V” “Nós Poetas Editamos VI” “Sentir D’um Poeta” “Eternamente Poeta” “Poesia sem Gavetas Parte III” “Poemário 2015” “Conto de Poetas Parte III” “Amor Eterno” \"Poemário 2016\" \"Apenas Saudade\" \" Fusão de Sentires\" \"Poemário 2017\" \"Mais Mulher\" \"Perdidamente II\" - Autores Edição - Pastelaria Studios Editora Grupo Múltiplas Histórias \"Sopro de Poesia\" - Autores Edição Orquídea Edições - Grupo Múltiplas Histórias \"Poesia a Cores\" - Pastelaria Studios Editora Grupo Múltiplas Histórias \"Dança das Palavras\" - Pastelaria Studios Editora \"Poesia com Reticências (...) - Pastelaria Studios Editora \"Poemário 2018\" - Pastelaria Studios \"Cascata de Palavras\" - Pastelaria Studios Editora \"Perdidamente Vol. III\" - Poem' Art - Grupo Literário Amigos - " Delírios de Verão" - Delírios de Outono" "Poesia na Escola" Verso & Prosa
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