Lista de Poemas
MEU AMOR É COMPANHEIRO
Meu amor é companheiro
Nas viagens que fazemos
Não temos muito dinheiro
Mas vontade sempre temos
Damos voltas reviravoltas
Para ver tudo que nos rodeia
Tiramos mil e uma fotos
Partimos de memória cheia
Sentimos muita alegria
Descobrimos novos trilhos
Levamos sabedoria
Na bagagem muito brilho
Visitamos monumentos
Que nos falam da sua história
E os olhos espelham momentos
Que foram feitos de glória
É bom aproveitar a vida
Fazer dela uma festividade
Torná-la mais divertida
Como crianças sem idade
Contemplamos a natureza
E a sua diversidade
Disfrutamos tanta beleza
Com muita cumplicidade
Conhecemos nova gente
Saboreamos pratos regionais
Somamos mais uns amigos
Porque amigos não são demais
Évora, 05-06-2019, Maria Antonieta Matos
Nas viagens que fazemos
Não temos muito dinheiro
Mas vontade sempre temos
Damos voltas reviravoltas
Para ver tudo que nos rodeia
Tiramos mil e uma fotos
Partimos de memória cheia
Sentimos muita alegria
Descobrimos novos trilhos
Levamos sabedoria
Na bagagem muito brilho
Visitamos monumentos
Que nos falam da sua história
E os olhos espelham momentos
Que foram feitos de glória
É bom aproveitar a vida
Fazer dela uma festividade
Torná-la mais divertida
Como crianças sem idade
Contemplamos a natureza
E a sua diversidade
Disfrutamos tanta beleza
Com muita cumplicidade
Conhecemos nova gente
Saboreamos pratos regionais
Somamos mais uns amigos
Porque amigos não são demais
Évora, 05-06-2019, Maria Antonieta Matos
👁️ 189
Que me serve o Sonho?
Que me serve o sonho, que não realizo
Com a ansiedade que me leva e mata
Sempre à procura e, sempre me escapa
Por teimosia da mente, tão insensata
Que me serve o sonho, o brilho que tem
Se quando desperto todo o sonho cai
Se o mundo conspira e a esperança s’ esvai
E a vida debanda… nem um grito, nem ai
Que me serve o sonho sempre a imaginar
E meus olhos tristonhos em pranto
Com escassos recursos, p’ra poder mudar
E de repente o olhar distante, o sonho achou
E o brilho dos olhos, em sorriso amplo
Quando a flor se abriu e uma asa voou
Évora, 17-04-2019, Maria Antonieta Matos
Com a ansiedade que me leva e mata
Sempre à procura e, sempre me escapa
Por teimosia da mente, tão insensata
Que me serve o sonho, o brilho que tem
Se quando desperto todo o sonho cai
Se o mundo conspira e a esperança s’ esvai
E a vida debanda… nem um grito, nem ai
Que me serve o sonho sempre a imaginar
E meus olhos tristonhos em pranto
Com escassos recursos, p’ra poder mudar
E de repente o olhar distante, o sonho achou
E o brilho dos olhos, em sorriso amplo
Quando a flor se abriu e uma asa voou
Évora, 17-04-2019, Maria Antonieta Matos
👁️ 213
O INVERNO
Ó inverno pareces doente
Já não choras como outrora
Nem o frio é persistente
Tudo é diferente agora
Não digo que não goste disso
Mas inquieta o ambiente
A cultura muito sente
E todos pagamos com isso.
Maria Antonieta Matos 05-02-2019
Já não choras como outrora
Nem o frio é persistente
Tudo é diferente agora
Não digo que não goste disso
Mas inquieta o ambiente
A cultura muito sente
E todos pagamos com isso.
Maria Antonieta Matos 05-02-2019
👁️ 203
AMIGO
Ao olhar o azul do céu iluminado
Onde repousas de riso aberto a fantasiar
Coras a tela no universo… sempre apaixonado
Das mais lindas cores de pintar
De asas ao sol e ao vento a estremar
Na mais pura inspiração… que arrebata
O sonho eterno brinca sempre aprofundar
As cores dançam ao som da mais bela serenata
E nessa enormidade a tua alma pura
Abrilhanta a terra de formosura
Que grita de saudades de ti
Coloquei uma escada até ao céu, aqui do adro
Onde expões agora os teus quadros
Para declamar meus versos também aí
Maria Antonieta Matos 23/04/2019
Onde repousas de riso aberto a fantasiar
Coras a tela no universo… sempre apaixonado
Das mais lindas cores de pintar
De asas ao sol e ao vento a estremar
Na mais pura inspiração… que arrebata
O sonho eterno brinca sempre aprofundar
As cores dançam ao som da mais bela serenata
E nessa enormidade a tua alma pura
Abrilhanta a terra de formosura
Que grita de saudades de ti
Coloquei uma escada até ao céu, aqui do adro
Onde expões agora os teus quadros
Para declamar meus versos também aí
Maria Antonieta Matos 23/04/2019
👁️ 210
A VÍTIMA
Às vezes queria esconder-me numa densa fortaleza
Para enfrentar todos os medos, mágoas e tormentos
Ficar solitária a meditar para superar essa crueza
Numa briga constante com os meus pensamentos
As vezes queria ser a pedra estática indiferente
Aquela que não ouve, não se sente e nada pensa
Tão robusta e submissa às pisadas de tanta gente
Sem sentir a dor e as palavras ditas com ofensa
As vezes queria destapar toda a sombra desse véu
Mas penso ainda se resistir irei ter lugar no céu
E o tempo, tudo muda, porque tenho amor de sobra
As vezes ainda julgo que é amor, essa impiedade
Por não ter ódio nem experimentar tanta maldade
E pelas desculpas em que o amor se desdobra
18-03-2019 Maria Antonieta Matos
Para enfrentar todos os medos, mágoas e tormentos
Ficar solitária a meditar para superar essa crueza
Numa briga constante com os meus pensamentos
As vezes queria ser a pedra estática indiferente
Aquela que não ouve, não se sente e nada pensa
Tão robusta e submissa às pisadas de tanta gente
Sem sentir a dor e as palavras ditas com ofensa
As vezes queria destapar toda a sombra desse véu
Mas penso ainda se resistir irei ter lugar no céu
E o tempo, tudo muda, porque tenho amor de sobra
As vezes ainda julgo que é amor, essa impiedade
Por não ter ódio nem experimentar tanta maldade
E pelas desculpas em que o amor se desdobra
18-03-2019 Maria Antonieta Matos
👁️ 173
Ó NOITE…
Ó noite… tão longínqua me pareces
Quando o pensamento se recusa a dormir
Tudo vem à memória… que nada esquece
E ainda acrescenta tudo aquilo que pensa vir
Ó noite acordada que sempre trazes reboliço
Na alma, no coração, no cansaço dos meus ais
No corpo dorido, revoltado, quebradiço,
E aos olhos aflitos que não se querem fechar mais
Ó amanhecer que já não te ouço, nem te vejo
Tinha planeado o meu dia de esplendor
Mas apaguei os sentidos e nada mais almejo
A sombra ficou em mim suspensa, sem nenhuma cor
Esqueci o sorriso, o nome e o desejo
Sucumbi no sono e fui à busca do sonho de amor.
15-03-2019 Maria Antonieta Matos
Quando o pensamento se recusa a dormir
Tudo vem à memória… que nada esquece
E ainda acrescenta tudo aquilo que pensa vir
Ó noite acordada que sempre trazes reboliço
Na alma, no coração, no cansaço dos meus ais
No corpo dorido, revoltado, quebradiço,
E aos olhos aflitos que não se querem fechar mais
Ó amanhecer que já não te ouço, nem te vejo
Tinha planeado o meu dia de esplendor
Mas apaguei os sentidos e nada mais almejo
A sombra ficou em mim suspensa, sem nenhuma cor
Esqueci o sorriso, o nome e o desejo
Sucumbi no sono e fui à busca do sonho de amor.
15-03-2019 Maria Antonieta Matos
👁️ 203
AO AMIGO
Há muito que não renovas as tuas telas,
Como fazias em cada um amanhecer,
A ouvir as vozes do Alentejo e a canta-las,
Empolgado, sorridente na pintura a renascer.
Há muito que o vazio silencia o espaço,
Que a saudade vive em cada teu lugar
Ávida de claridade, de alegria, de um abraço,
Do espelho que projetas no teu olhar.
Há muito que tuas mãos estão quietas,
Que os pincéis estão cansados de te esperar,
Nutre-se a falta do teu astro colorido de poeta.
Embora acredite que continuas a sonhar,
Que abispas o pormenor nessa janela aberta,
E eternizas esse teu amor numa noite de luar.
13-03-2019 Maria Antonieta Matos
Como fazias em cada um amanhecer,
A ouvir as vozes do Alentejo e a canta-las,
Empolgado, sorridente na pintura a renascer.
Há muito que o vazio silencia o espaço,
Que a saudade vive em cada teu lugar
Ávida de claridade, de alegria, de um abraço,
Do espelho que projetas no teu olhar.
Há muito que tuas mãos estão quietas,
Que os pincéis estão cansados de te esperar,
Nutre-se a falta do teu astro colorido de poeta.
Embora acredite que continuas a sonhar,
Que abispas o pormenor nessa janela aberta,
E eternizas esse teu amor numa noite de luar.
13-03-2019 Maria Antonieta Matos
👁️ 200
MALDITA GUERRA
Estilhaços explodem no ar,
Um espetáculo aterrador!
Gritos…
Choro…
Separação… tanto medo
A qualquer hora, tarde ou cedo
Sem refúgio acolhedor.
Olhos de espanto… inocentes,
Desorientação que dá dó,
Crianças que ficam só,
Entregues à própria sorte.
Improvisam-se hospitais,
Sem recursos, tudo aos ais,
Impotência…
Indiferença…
Desprezo empacotado,
A estranheza passa ao lado,
Por interesses tão banais.
Tão simples seria a vida,
Se houvesse compreensão,
Humanidade muito amor,
E o sentir do coração.
14-12-2018 Maria Antonieta Matos
Um espetáculo aterrador!
Gritos…
Choro…
Separação… tanto medo
A qualquer hora, tarde ou cedo
Sem refúgio acolhedor.
Olhos de espanto… inocentes,
Desorientação que dá dó,
Crianças que ficam só,
Entregues à própria sorte.
Improvisam-se hospitais,
Sem recursos, tudo aos ais,
Impotência…
Indiferença…
Desprezo empacotado,
A estranheza passa ao lado,
Por interesses tão banais.
Tão simples seria a vida,
Se houvesse compreensão,
Humanidade muito amor,
E o sentir do coração.
14-12-2018 Maria Antonieta Matos
👁️ 175
IMAGINEI…
Imaginei ser poetisa cá na terra,
Aquela que pensa e escreve na perfeição,
E toda a gente aplaude e venera,
Por levar a cada SER, plena emoção.
Imaginei que os meus versos declamava,
E o meu livro circulava de mão em mão,
E que toda a humanidade nele se achava,
Por profundo sentimento e exaltação.
Imaginei meu livro aberto de par em par,
Num estudo intenso sempre a interpretar,
A enormidade de cada tema do meu verso.
E neste sonho aéreo, sublime e distante,
Algo me desperta de repente,
E confronto a insignificância dum sonho cego.
Maria Antonieta Matos 18-02-2019
Aquela que pensa e escreve na perfeição,
E toda a gente aplaude e venera,
Por levar a cada SER, plena emoção.
Imaginei que os meus versos declamava,
E o meu livro circulava de mão em mão,
E que toda a humanidade nele se achava,
Por profundo sentimento e exaltação.
Imaginei meu livro aberto de par em par,
Num estudo intenso sempre a interpretar,
A enormidade de cada tema do meu verso.
E neste sonho aéreo, sublime e distante,
Algo me desperta de repente,
E confronto a insignificância dum sonho cego.
Maria Antonieta Matos 18-02-2019
👁️ 209
O QUE SOMOS CADA UM DE NÓS?
O que somos cada um de nós?
Talvez um misto de ilusórios disfarces
Que a cada momento se denota e invade
No pensamento lúcido ou perverso
Do ser humano em qualquer idade.
Será que nascemos formatados
Sem princípios, sem moral
Por vezes mal-educados
Sem carácter racional
Será que nascemos inocentes
Com um propósito na vida
Afirmando-nos puros, inteligentes
Para iludir a razão emotiva
Porquê ressalta tão alto
A maldade, o ódio e a agressão
E a dignidade em sobressalto
Sem castigo, sem ação?
14-02-2019 Maria Antonieta Matos
Talvez um misto de ilusórios disfarces
Que a cada momento se denota e invade
No pensamento lúcido ou perverso
Do ser humano em qualquer idade.
Será que nascemos formatados
Sem princípios, sem moral
Por vezes mal-educados
Sem carácter racional
Será que nascemos inocentes
Com um propósito na vida
Afirmando-nos puros, inteligentes
Para iludir a razão emotiva
Porquê ressalta tão alto
A maldade, o ódio e a agressão
E a dignidade em sobressalto
Sem castigo, sem ação?
14-02-2019 Maria Antonieta Matos
👁️ 216
Comentários (2)
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namastibet
2017-10-23
obrigado por me ler
Val
2014-09-22
Gostei , escreves bem :)
Maria Antonieta Rosado Mira Valentim de Matos - MARIA ANTONIETA MATOS, nasceu em 1949 em Terena, Concelho de Alandroal e reside em Évora, Alentejo, Portugal Aposentada da Função Pública
Editou o livro “ Visita à Aldeia da Terra” através de Edições Poejo, baseado e inspirado na Aldeia de esculturas em barro e cimento, sita em Arraiolos, livro de quadras e fotografias personalizadas na atividade e profissões da aldeia, apoiada pela junta de freguesia de Arraiolos. Fez apresentação do livro em escolas e Bibliotecas Municipais para crianças do jardim-de-infância, escola básica e séniores. Colabora em vários grupos de poesia e blogs.
Editou o livro "OLHARES RITMADOS - Nada Sou... Mais Do Que Eu", em 2022
Participação em Coletâneas: “Poetizar Monsaraz - Vol I” “Poetizar Monsaraz Vol II” “Nós Poetas Editamos V” “Nós Poetas Editamos VI” “Sentir D’um Poeta” “Eternamente Poeta” “Poesia sem Gavetas Parte III” “Poemário 2015” “Conto de Poetas Parte III” “Amor Eterno” \"Poemário 2016\" \"Apenas Saudade\" \" Fusão de Sentires\" \"Poemário 2017\" \"Mais Mulher\" \"Perdidamente II\" - Autores Edição - Pastelaria Studios Editora Grupo Múltiplas Histórias \"Sopro de Poesia\" - Autores Edição Orquídea Edições - Grupo Múltiplas Histórias \"Poesia a Cores\" - Pastelaria Studios Editora Grupo Múltiplas Histórias \"Dança das Palavras\" - Pastelaria Studios Editora \"Poesia com Reticências (...) - Pastelaria Studios Editora \"Poemário 2018\" - Pastelaria Studios \"Cascata de Palavras\" - Pastelaria Studios Editora \"Perdidamente Vol. III\" - Poem' Art - Grupo Literário Amigos - " Delírios de Verão" - Delírios de Outono" "Poesia na Escola" Verso & Prosa
https://tradestories.pt/maria-matos/livro/visita-aldeia-da-terra
Editou o livro “ Visita à Aldeia da Terra” através de Edições Poejo, baseado e inspirado na Aldeia de esculturas em barro e cimento, sita em Arraiolos, livro de quadras e fotografias personalizadas na atividade e profissões da aldeia, apoiada pela junta de freguesia de Arraiolos. Fez apresentação do livro em escolas e Bibliotecas Municipais para crianças do jardim-de-infância, escola básica e séniores. Colabora em vários grupos de poesia e blogs.
Editou o livro "OLHARES RITMADOS - Nada Sou... Mais Do Que Eu", em 2022
Participação em Coletâneas: “Poetizar Monsaraz - Vol I” “Poetizar Monsaraz Vol II” “Nós Poetas Editamos V” “Nós Poetas Editamos VI” “Sentir D’um Poeta” “Eternamente Poeta” “Poesia sem Gavetas Parte III” “Poemário 2015” “Conto de Poetas Parte III” “Amor Eterno” \"Poemário 2016\" \"Apenas Saudade\" \" Fusão de Sentires\" \"Poemário 2017\" \"Mais Mulher\" \"Perdidamente II\" - Autores Edição - Pastelaria Studios Editora Grupo Múltiplas Histórias \"Sopro de Poesia\" - Autores Edição Orquídea Edições - Grupo Múltiplas Histórias \"Poesia a Cores\" - Pastelaria Studios Editora Grupo Múltiplas Histórias \"Dança das Palavras\" - Pastelaria Studios Editora \"Poesia com Reticências (...) - Pastelaria Studios Editora \"Poemário 2018\" - Pastelaria Studios \"Cascata de Palavras\" - Pastelaria Studios Editora \"Perdidamente Vol. III\" - Poem' Art - Grupo Literário Amigos - " Delírios de Verão" - Delírios de Outono" "Poesia na Escola" Verso & Prosa
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