Lista de Poemas
AMOR D’UMA VIDA INTEIRA
Amor d’uma vida inteira,
A perfumar cada etapa,
Como o vinho de primeira,
Pomada quando se destapa.
Pelos anos envelhecido,
Sempre a inovar doce, intenso,
Muda o tom, apetecido,
Fica o sabor em suspenso.
Cada vez mais envolvente,
Não passa um sem o outro,
Se um está mais deprimente,
O outro se mostra mais afoito.
Assim a vida s’ encanta,
A renovar em cada dia,
Porque males o amor espanta,
E passam os anos com alegria.
25-09-2018 Maria Antonieta Matos
A perfumar cada etapa,
Como o vinho de primeira,
Pomada quando se destapa.
Pelos anos envelhecido,
Sempre a inovar doce, intenso,
Muda o tom, apetecido,
Fica o sabor em suspenso.
Cada vez mais envolvente,
Não passa um sem o outro,
Se um está mais deprimente,
O outro se mostra mais afoito.
Assim a vida s’ encanta,
A renovar em cada dia,
Porque males o amor espanta,
E passam os anos com alegria.
25-09-2018 Maria Antonieta Matos
👁️ 262
MÃE
Aos ais está o meu peito,
De tanto te ver sofrer,
Tanta dor, tanto mau jeito,
No teu corpo a perecer.
Teu sofrimento está em mim,
E tão pouco posso fazer,
Ao teu olhar nem um sim,
O meu te pode parecer.
Sinto-me tão impotente…!
Pequenina a precisar de colo,
Por não ouvir o que sentes.
Porque estás presa no leito,
Proibida, sem consolo,
Como se mal tivesses feito?
24-08-2018 Maria Antonieta Matos
De tanto te ver sofrer,
Tanta dor, tanto mau jeito,
No teu corpo a perecer.
Teu sofrimento está em mim,
E tão pouco posso fazer,
Ao teu olhar nem um sim,
O meu te pode parecer.
Sinto-me tão impotente…!
Pequenina a precisar de colo,
Por não ouvir o que sentes.
Porque estás presa no leito,
Proibida, sem consolo,
Como se mal tivesses feito?
24-08-2018 Maria Antonieta Matos
👁️ 156
MÃE
Partiste o nosso coração
De saudade a cada instante,
Deixaste teu lugar vazio
Tão calado, tão sombrio,
Que o nosso mirar incessante,
Cheio de sede de te ver,
Turva de tanto nos parecer,
Sentir teus passos, teu ar,
A caminhar, a viver,
Sem cansaço a remexer,
E o teu peito tão amante.
Navega aqui tua estória,
Teus sorrisos escancarados,
Teus amigos enamorados,
Desses momentos de glória.
As lembranças que deixaste,
A saudade nunca esquece,
A cada canto que moraste,
Um renascer acontece.
Maria Antonieta Matos 06/09/2018
De saudade a cada instante,
Deixaste teu lugar vazio
Tão calado, tão sombrio,
Que o nosso mirar incessante,
Cheio de sede de te ver,
Turva de tanto nos parecer,
Sentir teus passos, teu ar,
A caminhar, a viver,
Sem cansaço a remexer,
E o teu peito tão amante.
Navega aqui tua estória,
Teus sorrisos escancarados,
Teus amigos enamorados,
Desses momentos de glória.
As lembranças que deixaste,
A saudade nunca esquece,
A cada canto que moraste,
Um renascer acontece.
Maria Antonieta Matos 06/09/2018
👁️ 186
MÃE
Grita uma saudade no peito,
Que acorda os dias, os passos,
Escurece meu íntimo desfeito,
De ver tão longe teus abraços.
Chovem lágrimas no sossego,
Revivendo a nossa estória,
Que se apagou de repente,
Desta maneira tão inglória.
Murmura-me a cada segundo,
Aquele teu passeio pela vida,
Que não esqueço neste mundo.
Ficarás sempre em pensamento,
A recordar teus sorrisos,
E a nasceres num momento.
21-08-2018 Maria Antonieta Matos
Que acorda os dias, os passos,
Escurece meu íntimo desfeito,
De ver tão longe teus abraços.
Chovem lágrimas no sossego,
Revivendo a nossa estória,
Que se apagou de repente,
Desta maneira tão inglória.
Murmura-me a cada segundo,
Aquele teu passeio pela vida,
Que não esqueço neste mundo.
Ficarás sempre em pensamento,
A recordar teus sorrisos,
E a nasceres num momento.
21-08-2018 Maria Antonieta Matos
👁️ 235
A VAIDADE
A vaidade quando impera, nada presta,
Que valha o motivo dessa mudança,
Porque esse enlevo tão-pouco resta,
No tempo, esse requinte também cansa.
A vaidade quase sempre é reversa,
Faz pensar o que não é,
Esconde-se na falsa modéstia,
Vive habilidosa, perversa,
Para quem usa de boa-fé.
Convencida no seu ego,
Vive em bicos de pés,
Bandeia-se de lado pr'a lado,
Com seu aspeto elevado,
Mostrando aquilo que não é
Maria Antonieta Matos 12-05-2018
Que valha o motivo dessa mudança,
Porque esse enlevo tão-pouco resta,
No tempo, esse requinte também cansa.
A vaidade quase sempre é reversa,
Faz pensar o que não é,
Esconde-se na falsa modéstia,
Vive habilidosa, perversa,
Para quem usa de boa-fé.
Convencida no seu ego,
Vive em bicos de pés,
Bandeia-se de lado pr'a lado,
Com seu aspeto elevado,
Mostrando aquilo que não é
Maria Antonieta Matos 12-05-2018
👁️ 131
GANÂNCIA
Vives obstinada sufocada,
Aprisionada em teus sonhos,
Na ganância assoberbada,
De mãos cheias regalada,
Sempre de portas trancadas,
Na desconfiada abastança.
Trazes o coração endurecido,
Estático sem horizontes,
Teu pensamento é cegueira,
Só vê prata, só vê ouro,
Vive da caça ao tesouro,
E a esconder toda a sujeira.
De mão sempre disponível,
Para tudo açambarcar,
Humilha e pisa sem estima,
Com elevada autoestima,
E aveludada voz a cobrar.
12-05-2018 Maria Antonieta Matos
Aprisionada em teus sonhos,
Na ganância assoberbada,
De mãos cheias regalada,
Sempre de portas trancadas,
Na desconfiada abastança.
Trazes o coração endurecido,
Estático sem horizontes,
Teu pensamento é cegueira,
Só vê prata, só vê ouro,
Vive da caça ao tesouro,
E a esconder toda a sujeira.
De mão sempre disponível,
Para tudo açambarcar,
Humilha e pisa sem estima,
Com elevada autoestima,
E aveludada voz a cobrar.
12-05-2018 Maria Antonieta Matos
👁️ 108
A MAGIA DOS ROSTOS
Rostos que marcam uma era
Que não morrem na memória
São ecos da nossa esfera
Que acendem palcos de glória
São mitos cheios de magia
Poemas... ímpetos ao ouvido
São traços d' arte que se cria
Num dedilhar instruído
Emoções que o semblante revela
De riso, inquietação ou prazer
Que o lápis fantasiando modela
Luz que reflete no íntimo do ser
A cada retoque de beleza na tela
E fortifica a quietude e faz a saudade volver
12-04 2018 - Maria Antonieta Matos
Que não morrem na memória
São ecos da nossa esfera
Que acendem palcos de glória
São mitos cheios de magia
Poemas... ímpetos ao ouvido
São traços d' arte que se cria
Num dedilhar instruído
Emoções que o semblante revela
De riso, inquietação ou prazer
Que o lápis fantasiando modela
Luz que reflete no íntimo do ser
A cada retoque de beleza na tela
E fortifica a quietude e faz a saudade volver
12-04 2018 - Maria Antonieta Matos
👁️ 99
A CHUVA ÀQUELA HORA
Na madrugada telintavas veloz na minha vidraça,
Para que eu ouvisse o teu canto àquela hora,
Assobiava o vento, abanava porta que dava graça,
Mas não me atrevia, embora queria,
Aquele toque pl’a noite fora.
Maria Antonieta Matos 25-03-2018
Para que eu ouvisse o teu canto àquela hora,
Assobiava o vento, abanava porta que dava graça,
Mas não me atrevia, embora queria,
Aquele toque pl’a noite fora.
Maria Antonieta Matos 25-03-2018
👁️ 297
SOU TUDO... E… NÃO SOU NADA
Sou árvore vigorosa, solta
Minhas estirpes me sustentam
São os dentes e a minha boca
Que fazem crescer meus braços
Frondosos que tudo aguentam
Com amor dou flores e frutos
O sol me aquece e roça
A chuva me acaricia e escuto
O sopro da ventania
Que às vezes me arrepia
E ao toque, meu corpo dança
Sou pranto de mágoa intensa
Sou aconchego no ninho
Sou sorriso rasgado, vida
cama e mesa, alma perdida
Solidão, silêncio e espinho
Sou fogo, tristeza, dor
Sou esqueleto ignorado
Sou joguete que muda a cor
Sou um susto, o adamastor
Sou refúgio no triste fado
Sou lenda decorativa
Em palavras de saudade
Sou o rosto embasbacado
Nesse tecer emaranhado
Que desperta ansiedade
Sou a grade do cativeiro
Que não deixa nada passar
Preso sem boca, nem dinheiro
Para um qualquer usar
Sou folha caindo aos poucos
Da árvore que sustenta a vida
Sou baile, euforia de loucos
Para a etérea partida
Sou tudo, e não sou nada
Quando sou luz ou me desligo
Que mereça quando há falha
Que precise e nada valha
Que prevaleça o castigo
21-04-2018 Maria Antonieta Matos
Minhas estirpes me sustentam
São os dentes e a minha boca
Que fazem crescer meus braços
Frondosos que tudo aguentam
Com amor dou flores e frutos
O sol me aquece e roça
A chuva me acaricia e escuto
O sopro da ventania
Que às vezes me arrepia
E ao toque, meu corpo dança
Sou pranto de mágoa intensa
Sou aconchego no ninho
Sou sorriso rasgado, vida
cama e mesa, alma perdida
Solidão, silêncio e espinho
Sou fogo, tristeza, dor
Sou esqueleto ignorado
Sou joguete que muda a cor
Sou um susto, o adamastor
Sou refúgio no triste fado
Sou lenda decorativa
Em palavras de saudade
Sou o rosto embasbacado
Nesse tecer emaranhado
Que desperta ansiedade
Sou a grade do cativeiro
Que não deixa nada passar
Preso sem boca, nem dinheiro
Para um qualquer usar
Sou folha caindo aos poucos
Da árvore que sustenta a vida
Sou baile, euforia de loucos
Para a etérea partida
Sou tudo, e não sou nada
Quando sou luz ou me desligo
Que mereça quando há falha
Que precise e nada valha
Que prevaleça o castigo
21-04-2018 Maria Antonieta Matos
👁️ 98
A CHUVA ÀQUELA HORA
Na madrugada telintavas veloz na minha vidraça,
Para que eu ouvisse o teu canto àquela hora,
Assobiava o vento, abanava porta que dava graça,
Mas não me atrevia, embora queria,
Aquele toque pl'a noite fora.
Maria Antonieta Matos 25-03-2018
Para que eu ouvisse o teu canto àquela hora,
Assobiava o vento, abanava porta que dava graça,
Mas não me atrevia, embora queria,
Aquele toque pl'a noite fora.
Maria Antonieta Matos 25-03-2018
👁️ 344
Comentários (2)
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namastibet
2017-10-23
obrigado por me ler
Val
2014-09-22
Gostei , escreves bem :)
Maria Antonieta Rosado Mira Valentim de Matos - MARIA ANTONIETA MATOS, nasceu em 1949 em Terena, Concelho de Alandroal e reside em Évora, Alentejo, Portugal Aposentada da Função Pública
Editou o livro “ Visita à Aldeia da Terra” através de Edições Poejo, baseado e inspirado na Aldeia de esculturas em barro e cimento, sita em Arraiolos, livro de quadras e fotografias personalizadas na atividade e profissões da aldeia, apoiada pela junta de freguesia de Arraiolos. Fez apresentação do livro em escolas e Bibliotecas Municipais para crianças do jardim-de-infância, escola básica e séniores. Colabora em vários grupos de poesia e blogs.
Editou o livro "OLHARES RITMADOS - Nada Sou... Mais Do Que Eu", em 2022
Participação em Coletâneas: “Poetizar Monsaraz - Vol I” “Poetizar Monsaraz Vol II” “Nós Poetas Editamos V” “Nós Poetas Editamos VI” “Sentir D’um Poeta” “Eternamente Poeta” “Poesia sem Gavetas Parte III” “Poemário 2015” “Conto de Poetas Parte III” “Amor Eterno” \"Poemário 2016\" \"Apenas Saudade\" \" Fusão de Sentires\" \"Poemário 2017\" \"Mais Mulher\" \"Perdidamente II\" - Autores Edição - Pastelaria Studios Editora Grupo Múltiplas Histórias \"Sopro de Poesia\" - Autores Edição Orquídea Edições - Grupo Múltiplas Histórias \"Poesia a Cores\" - Pastelaria Studios Editora Grupo Múltiplas Histórias \"Dança das Palavras\" - Pastelaria Studios Editora \"Poesia com Reticências (...) - Pastelaria Studios Editora \"Poemário 2018\" - Pastelaria Studios \"Cascata de Palavras\" - Pastelaria Studios Editora \"Perdidamente Vol. III\" - Poem' Art - Grupo Literário Amigos - " Delírios de Verão" - Delírios de Outono" "Poesia na Escola" Verso & Prosa
https://tradestories.pt/maria-matos/livro/visita-aldeia-da-terra
Editou o livro “ Visita à Aldeia da Terra” através de Edições Poejo, baseado e inspirado na Aldeia de esculturas em barro e cimento, sita em Arraiolos, livro de quadras e fotografias personalizadas na atividade e profissões da aldeia, apoiada pela junta de freguesia de Arraiolos. Fez apresentação do livro em escolas e Bibliotecas Municipais para crianças do jardim-de-infância, escola básica e séniores. Colabora em vários grupos de poesia e blogs.
Editou o livro "OLHARES RITMADOS - Nada Sou... Mais Do Que Eu", em 2022
Participação em Coletâneas: “Poetizar Monsaraz - Vol I” “Poetizar Monsaraz Vol II” “Nós Poetas Editamos V” “Nós Poetas Editamos VI” “Sentir D’um Poeta” “Eternamente Poeta” “Poesia sem Gavetas Parte III” “Poemário 2015” “Conto de Poetas Parte III” “Amor Eterno” \"Poemário 2016\" \"Apenas Saudade\" \" Fusão de Sentires\" \"Poemário 2017\" \"Mais Mulher\" \"Perdidamente II\" - Autores Edição - Pastelaria Studios Editora Grupo Múltiplas Histórias \"Sopro de Poesia\" - Autores Edição Orquídea Edições - Grupo Múltiplas Histórias \"Poesia a Cores\" - Pastelaria Studios Editora Grupo Múltiplas Histórias \"Dança das Palavras\" - Pastelaria Studios Editora \"Poesia com Reticências (...) - Pastelaria Studios Editora \"Poemário 2018\" - Pastelaria Studios \"Cascata de Palavras\" - Pastelaria Studios Editora \"Perdidamente Vol. III\" - Poem' Art - Grupo Literário Amigos - " Delírios de Verão" - Delírios de Outono" "Poesia na Escola" Verso & Prosa
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