Lista de Poemas
Estrada pensante
eletromagnético
o cérebro tramita
todas as instâncias
em que se dá à vida
vaga visionário
cada sinapse
como transeunte
da possibilidade
o cérebro encampa o tempo
no colo da liberdade
Drones baldios
o poema no poeta
é um imenso drone
em todas as nuvens
dos céus do homem
as que chovem risos
as que choram impunes
na instância das chuvas
nos sóis que consome
as palavras são os raios
trovoadas e calmarias
que trafegam o poeta
em suas verbais ventanias
Ode a Dinalva Oliveira Teixeira
nos ares de Xambioá
como uma madrugada
ainda ressoa no tempo
a camarada Dinalva
ainda livre no mundo
humano discurso
Dinalva abraça o povo
no colo do futuro
sua lembrança
afagando a tarde
trafega nos homens
o jeito da liberdade
Das íntimas falas
na cabeça do poeta
vigem as palavras
autoras das cócegas
que tem na alma
joga-las no poema
é apenas o rito
da intimidade verbal
que se consiga
o verbo
com íntimo concerto
solfeja pelo mundo
as músicas no peito
Ode a Dinalva Oliveira Teixeira
nos ares de Xambioá
como uma madrugada
ainda ressoa no tempo
a camarada Dinalva
ainda livre no mundo
humano discurso
Dinalva abraça o povo
no colo do futuro
sua lembrança
afagando a tarde
trafega nos homens
o jeito da liberdade
Reminiscência LXXXIII
o bem-te-vi
bordando a tarde
jogava no tempo
um resto de saudade
trazia no gesto
um jeito pássaro
de voar a vida
como um abraço
o homem
ainda naufragado
escrevia o sonho
cheio de passado
Memento
a saudade
vê-se quântica
largada nos passos
da humana dança
trâmite dos sentidos
em suas instâncias
suas horas
dadas ao vento
apenas consentem
o que comenta
os infinitos da vida
nas lacunas do tempo
Humano plebiscito
cidadão de mim
abro o plebiscito
no encontrar o âmbito
do que me insisto
as praças em que vago
os saltos que consigo
o ter-se votante
das próprias vias
é lógica e resumo
da trama coletiva
no curso da vontade mora
o escrutínio exato da vida
Humanos latejos
a vida
lateja o mundo
como veia farta
da cara do futuro
dá-la construtora
nesga do presente
é pulsa-la instância
das vias do tempo
o faro do universo
no dar-se em lida
é costume da matéria
em latejar coletiva
Das humanas avenças
decrete-se contínua
a humana avença
de tricotar o futuro
nas rendas do tempo
até que a vida construa
como bem coletivo
todas as possibilidades
de viver o infinito
os que estejam em todos
os que estejam contritos
até que a vida comporte
os destinos que possa
Comentários (10)
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
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Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.