Lista de Poemas
Universal no particular
que do tanto
nó do futuro
inclua-se cada modo
do tempo em curso
o enlaçar das horas
no vão dos minutos
todos os ponteiros
em sua conjuntura
dão-se às horas
em diversos cursos
o universal é o todo
da variedade do mundo
Vagas do tempo
o tempo
não dirá do mundo
sua trajetória
no espaço de tudo
apenas restará
como apenso
nos gestos do povo
em seus lamentos
aprontando a história
enfim dar-se-á estrada
das lutas tangidas
na humana saga
Diâmetros da vida
ente coletivo
adiro ao levante
todo meu ofício
é inventar horizontes
nesgas do futuro
postas pelos homens
como indivíduo
dou-me à concórdia
os tratados de mim
habitam a história
guarda-los é levante
das rusgas da memória
Cantata
na pauta do tempo
como bordado
o homem solfeja a vida
no coro dos fatos
dá-los cantoria
humana ária
diz-se tom coletivo
nos afinos da fala
canta-la recorrente
na geometria humana
é forjar todos os hinos
dos futuros cantos
Da matéria vigente
o buraco negro
ainda adormecido
no colo do universo
tenta abraçar o infinito
a matéria
mágica de tanto
diz-se negação
de seus rompantes
dá-se contrária
estelar, supermassiva,
como fora ilusão
dos fóruns da vida
tudo de forjar o mundo
é a usina de tudo
Reminiscência LXXXI
a matemática
dava-se ao rito
de parecer nebulosa
coisa do infinito
o jovem
ainda inconstruído
via-se nos ares
das equações da vida
nem sempre matemáticas
mas sentidas
tudo que lhe calculava
era a poesia
Reminiscência LXXXII
quando a noite
era lençol amanhecido
e os restos do sono
fugiam dos sentidos
tudo que era dia
abraçava o infinito
a vontade de voar
beliscando o menino
criava nos seus olhos
todos seus destinos
os que viriam de si
os que seriam coletivos
Conjuntura pulsante
estejam os braços
na dança coletiva
de inventar o futuro
na ciranda da vida
estejam as vozes
ressoando o mundo
verbos que entoem
os cantos de tudo
esteja o tempo
abraçado no povo
nas horas que sintam
os raios do novo
Do verbo regente
ao poeta
caiba o verbo
quando, às vezes,
quando sempre
a vida farejar o mundo
no curso do que sente
como um dardo cogente
cometa a palavra
e finque o poema
nas estrofes da alma
Dos vitais transbordos
transbordo:
os mares da vida
que suporto
estão consentidos
em tudo que posso
dar-se a ondas
diz-se invólucro
de manusear a luta
como lógica
esse gastar-se humano
em todas as portas
as fechadas em si
as coletivas que importam
Comentários (10)
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
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Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.