Lista de Poemas
Do sonho em cena
o sonho
não habita telas
seu diagrama
é a vida
tudo que lhe trama
é a humana guerra
por sonha-lo livre
na vontade de vivê-lo
nos infinitos da vida
o sonho é enfeite
de tudo que se viva
Reminiscência LXXIX
junto à estátua
frente a proposta
o jovem, agora recrutado,
jogava o mundo nas costas
o futuro
beliscando as ruas
adoçava a vontade
embrulhada na luta
a vida, agora
brilhava nos olhos
atravessando a história
Dos vitais transbordos
transbordo:
os mares da vida
que suporto
estão consentidos
em tudo que posso
dar-se a ondas
diz-se invólucro
de manusear a luta
como lógica
esse gastar-se humano
em todas as portas
as fechadas em si
as coletivas que importam
Largados passos
quando seja o tempo
apenas a medida
balaustrada dos homens
na brincadeira da vida
construído engenho
da matéria em curso
ruminando as vielas
postas no futuro
universo largado
na brecha dos olhos
seara do cérebro
nos olhos do todos
Humana lida
o sentimento
mar humano
dá-se em ondas
quando militante
dói a saudade
trafega o riso
na necessidade intrínseca
de viver o infinito
o homem
grávido navegante
marinheiro de si
respira o horizonte
Humanos múltiplos
quando falto em mim
largo-me nos outros
no curso incontido
de estar em trânsito
âmbito humano
de viver aos tantos
como fora multidão
militando o corpo
indivíduo e único
multiplico-me aos poucos
a vida é só a vazão
da razão de sermos outro
Fêmea divisa
na mulher
tenha-se a chama
explosão inata
da essência humana
lúdica andarilha
dos sentimentos
via de todas as veias
do pensamento
na mulher
dê-se a bandeira
de tremular no tempo
a vida inteira
Rasgos da vida
o medo é tarifa
que a coragem
subitamente
cobra da vida
em cada tempo
dá-la a termo
é fingi-la tarde
quando cedo
soltá-la no mundo
fazê-la consentida
guarda-la no peito
sempre coletiva
Etária pugna
o passado
jogado no tempo
instala a vida
nos futuros que consente
etários roçados
postos no presente
o homem
arrumando o punho
arquiteta a lavra
nas costas do mundo
Reminiscência LXXX
a chuva
molhava o tempo
afogando a tarde
anoitecendo
a lua
ainda reticente
riscava o horizonte
mansamente
o jovem
iludindo a vista
riscava o futuro
no vão da vida
o tempo era só um gesto
arrumando os sentidos
Comentários (10)
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
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Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.