Lista de Poemas
Humano roldão
o roldão da vida
assim consumido
dá-se ao mundo
no vão dos sentidos
sua usina
posta na vontade
alinhava o tempo
nas brechas da liberdade
o roldão da vida
é a construção
de quem se cabe
Lacrimosa fala
as lágrimas
salgadas do mundo
escorrem da vida
líquidas de tudo
postas no tempo
nas humanas ruas
deixam-se alegria
nos risos que construa
deixa-las militantes
em todas suas vias
é apenas consenti-las
como instância da vida
Discurso das horas
a fala do tempo
sussurrando a vida
espalha no pensamento
os horários verbos
em que se habita
o homem, nessa oitiva,
ajeitando a paciência
joga seus ponteiros
nas horas que decida
tudo das horas dizem
apenas desmedidas
Pá em lavra
a palavra
quanto fala
grava a vida
grávida
curso verbal da alma
a palavra
quanto arma
grua da luta
grau da lavra
veias do fato
instaladas
Das vias vivas
nada do que tanto
esteja declarado
ganas do tempo
no colo das palavras
possa deixar a vida
como apenas arma
antes seja laivo
da coletiva trama
que engendra futuros
como circunstância
os que demandam luta
os que inventam ruas
Humana medida
viés de tanto
como assim sentido
deixe-se o homem
parente do infinito
nesse largar-se todo
nos braços do coletivo
viés do pouco
como assim contrito
ainda nem de tanto
dê-se uno ao infinito
conformar-se como matéria
na cordilheira dos sentidos
Voluntária sina
aríete da vida
a vontade luta
em todas as vias
em que se discute
lança voraz
da circunstância
dá-se ao fato
como instância
ao homem
posta a vida
deixe-se tê-la
consentida
Racional arrasto
a razão
arrasta a vida
como um furgão
em comitiva
passeata de sinapses
comício construído
dá-la corredeira
na coletiva saga
vive-la conduto
do que se arma
a razão vira o tempo
quando salta
Reminiscência LXXXVI
no muro da escola
na fuga das aulas
o jovem arquitetava
as vias sonhadas
as que o tinham em terra
as que o diziam astronauta
os desejos do tempo
apenas confirmavam
os sonhos medidos
com a militância da alma
nada do que tramava
era matemática
Procissão em riste
a vela acesa
cajado inverso
segura o tempo
no alinhavo dos verbos
o homem
meio divino
crê-se rastro
de seu destino
posto em ombros
o santo admite
um jeito de gesso
cheio do infinito
a procissão caminha
os medos em que insiste
Comentários (10)
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
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Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.