Escritas

Drones baldios

AurelioAquino

 

o poema no poeta

é um imenso drone

em todas as nuvens

dos céus do homem

as que chovem risos

as que choram impunes

na instância das chuvas

nos sóis que consome

as palavras são os raios

trovoadas e calmarias

que trafegam o poeta

em suas verbais ventanias

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