Lista de Poemas
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Carolina Caetano
São mediterrâneos quaisquer olhos como os meus
como os meus
Entre as porções de terra do meu rosto
Estão molhados onde escorrem
como o Deus
Quanto guturais desde a margem primeira
dessa face rústica e os corpos bruscos
e os céus sustentados por meu dorso
quão molhado por meus olhos o meu dorso.
Havia tempo desde meu corpo:
há quanto meus olhos estão físicos
numa fita pendurada do meu osso.
Devem ser essas instâncias tal estado
surtou-se uma alegria gorda
pelas paredes da minha boca
está eterna esta tarde tão pequena
pode o mundo envelhecer antes da tarde
Que só tenho essa vida miúda
e não anoiteço
que só tenho esse peito miúdo
e a tarde larga
que só conheço este estado poente
e desconheço.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
Escrever e ler
Escrever e ler é um vicio.
Faça da leitura, um vício, um hábito,
um costume, ler é algo emocionante.
sebastiao_xirimbimbi
Além do Adeus
O destino, feito vento,
soprou-nos para margens distintas.
E o amor que era chama acesa,
Transformou-se em lembranças e cinzas.
Ainda assim, levo comigo
a doçura do que poderia ter sido,
um eco de eternidade
que não se apagará no vazio.
Pois amar também é perder,
é cuidar mesmo de longe,
é desejar que sejas feliz,
mesmo que não seja ao meu lado.
Da lágrima nasceu a esperança,
e da perda, a fé no recomeço.
Pois cada fim é semente,
e cada adeus carrega um amanhã.
Se não foste tu o meu sempre,
será aquela que o tempo me reserva.
Nos meus olhos, um oceano,
nos meus passos, o vazio.
E na alma, a certeza amarga:
o amor também sabe ser silêncio.
Se um dia lembrares de mim,
não será com mágoa, mas com ternura.
Pois até no não ter,
o meu sentir foi verdadeiro.
Não nego: doeu,
mas da dor nasceram sementes,
e dos cacos brotou coragem.
Pois até no fim existe começo,
até no adeus mora um amanhã.
Assim sigo, com o coração aberto,
crente no tempo e no recomeço.
Pois se não foi contigo,
será com aquela que me espera além do tempo.
Carrego a verdade nua:
machucou, ficou vazio.
Mas aprendi: até o amor
às vezes não é suficiente.
Não te culpo, não me culpo.
Apenas seguimos, estranhos com muitas boas lembranças.
Por: Sebastião Xirimbimbi
Manuella Nakashima
Dentro do meu poema
Sempre te abraçando,
Sempre te consolando,
Sempre tentando te fazer rir,
Sempre de bom humor.
Ela está sempre do seu lado,
Sempre te apoiando no seu momento mais difícil.
Mas na verdade
Ela só quer,
Alguém que também faça isso por ela,
Alguém que esteja sempre sorrindo,
Alguém que abrace ela,
Alguém que a console,
Alguém que a faça rir,
Alguém que esteja sempre ao seu lado
No seu momento mais difícil.
Ela dá sinais,
Ela tenta falar,
mas ninguém percebe,
ninguém nunca percebe.
Só quando você passa pela mesma coisa...
você consegue perceber os sinais,
os pequenos detalhes,
as entrelinhas da história,
as letras pequenas no canto da folha.
As vezes eu vejo coisas que
ninguém vê,
Ouço coisas que
ninguém ouve
E percebo coisas que
ninguém percebe
Essa menina sou eu,
mas talvez ela também seja você,
talvez ela seja todos nós,
talvez ela exista dentro de cada um,
ou talvez não exista,
talvez ela só exista aqui,
Dentro do meu poema
Manuella Nakashima✨
A.Mater89
Entre o possível e o desejável
Dou comigo sempre às voltas com o mesmo pensamento: tenho saudades tuas.
Rio do meu próprio paradoxo. Como posso sentir saudades de algo que nunca saiu do plano das ideias?
Talvez porque a ausência nem sempre se mede pelo que existiu, mas pelo que se pressentiu.
Há encontros que se dão fora do tempo, na antecâmara do real, onde o possível se mistura com o desejado.
Nada sei sobre intuição: silenciei essa voz há muitos anos.
O meu norte é a razão.
Sinto conforto no familiar, no lógico, na confissão que facilmente posso explicar.
Na geometria das certezas, na linguagem do que é seguro.
Disse-te: algo me diz que me vais tirar da zona de conforto.
Um comentário banal, talvez um flirt sem propósito.
Mas no meu íntimo, senti o poder dessas palavras.
Não foram ditas para impressionar, muito menos para seduzir: saíram certeiras, quase impulsivas, como uma verdade que me escapou, sem controlo ou reflexão.
Quando me pediste uma justificação, como te podia dizer que eram fruto da minha intuição? Não era sobre ti mas sobre mim: como podia justificar um comentário que desafia a minha própria razão?
Mas quando as coisas são genuínas, carregam outra magia. É o poder categórico do sentir: a emoção que se impõe sem pedir licença, como se fosse um dever da alma para consigo mesma.
A verdade é que não te conheço. Não sei quem és: se és real ou imaginário.
Mas quando falo contigo, o mundo não é tão solitário.
Quase não consigo conter as palavras que estou a escrever, parecem automáticas.
Ganham forma intuitivamente: fluem através da minha mão como se já tivessem sido escritas algures, num tempo ou espaço que desconheço.
Não existe reflexão, é pura emoção.
Expressa sem qualquer intenção.
Nada disto faz sentido.
Desafia o meu intelecto, a minha razão,
o conforto na justificação onde os pontos se conectam e tudo faz sentido: o porto seguro, o visível e palpável.
Mas talvez o sentido não se encontre. Talvez se sinta. Como se estivesse a descobrir peças de um puzzle que nem sequer sabia que existia.
E eu, que sempre preferi o concreto, dou por mim a desejar o intangível.
Talvez esteja apenas a tentar compreender como se pode ter saudades de algo que, no fundo, talvez tenha sempre existido em mim.
Contigo, apenas ganhou forma.
sebastiao_xirimbimbi
O poema tardio
Nos meus arquivos, encontrei um poema.
Um que devia ter sido enviado,
devia ter sido lido,
devia ter sido sentido
faz tempo.
Um poema escrito com a ternura da alma e um profundo sentimento.
Julguei que o tempo me esperaria,
mas ele, impaciente, seguiu sem mim.
Prometi a mim mesmo: ‘Depois eu mando.’
E o depois virou nunca.
Hoje, reencontro essas palavras caladas,
e percebo que cheguei tarde;
não por falta de amor,
mas por excesso de espera.
Se o tivesses lido...
Talvez soubesses do silêncio que me pesava,
dos sorrisos que fingia,
dos dias em que quase escrevi teu nome
no lugar da minha assinatura.
Se o tivesses recebido...
Talvez me ouvisses sem precisar falar,
talvez descobrisses que entre uma vírgula e outra
eu dizia: ‘fica’.
E se eu tivesse enviado?..
Enfim, não enviei.
O poema ficou aqui,
preso entre a dúvida e o medo,
escondido entre os rascunhos que o coração esqueceu.
E eu segui.
Ou fingi que segui.
Porque há passos que se dão com os pés,
e outros com coração e fé.
Às vezes penso:
se tivesse enviado,
terias ficado?
Terias entendido as entrelinhas?
Ou lido apenas mais um poema inofensivo entre as linhas?
Hoje envio, mesmo tarde.
Não pra mudar o passado,
mas pra libertar o que ficou preso em mim.
Se chegar a ti, que seja leve.
Se não chegar, ao menos estarei leve.
Porque há palavras que não foram feitas pra serem lidas
foram feitas pra serem sentidas.
Por: Sebastião Xirimbimbi
Natalia Angel
O beijo mortal
O vento gelado sobre a minha pele
O espinho em outro amor
O medo em meus olhos
O sabor doce que amargou
O amor perdido que sangrou
O nó na garganta com um sorisso
O poeta sem amor
As musícas sem som
As cartas de amor
As estrelas em seus olhos
As cinzas no velho cinzeiro
As lágrimas na chuva
As minhas preciosas lembranças
O beijo mortal desde a sua partida
A pura eterna saudade
José António de Carvalho
CARTA DE AMOR
(Coletânea "LIVRO ABERTO" - 2024)
Ah meu amor,
A música que me vibra nas veias tempera o sangue tomado pelo amor que se soergueu bem alto dentro de mim, sulca-me a alma às profundezas do mar e lança-me no tempo da leveza, como o pássaro que se aventura na liberdade do voo ao abandonar o calor do ninho para sentir o prazer de sorver todo o perfume da primavera.
Como é bom. Como é bom… voltar a estremecer inseguro pela aproximação da força crescente do magnetismo que me aspira o espírito, sentir o cheiro da terra quente acabada de ser lavrada em pleno abril, abrir os olhos e lavá-los nas lágrimas de felicidade de um sorriso depois de te beijar.
José António de Carvalho, 04-fevereiro-2024
Pedro Rodrigues de Menezes
café da Elsa
é preciso experimentar os antípodas
do requinte
aroma almiscarado desses recantos
que se enchem
de velozes cavalos espumando
obscena vulgaridade
como uma garganta
extraordinariamente profunda
há no fundo destes fundos a profunda
verdade da vida simples
e frequentando estes lugares
descubro a dissertação rural
miséria imensa de dentes em falta
mas de alma em festa
corre o álcool como sanguínea
fortaleza inabalável
cruzam-se braços sobre
protuberâncias montanhosas
sustentam-se pernas sobre
a nauseabunda abundância da fome
misturo-me pensativo
sobre a pequenez loucura da grandeza.
(Pedro Rodrigues de Menezes, "café da Elsa")
nota do poeta: terceira versão do poema acima referido. 27-08-2025
Pedro Rodrigues de Menezes
horizonte de eventos
se durante uma noite gélida
me encontrarem deitado
de costas sobre a inevitável garganta
da terra
de braços abertos para o infinito olho
do céu
e se durante essa noite tombarem dos céus terríveis exércitos de Damocles
saibam que não valerá a pena adormecerem o sonho
saibam que não valerá a pena acordarem o sono
por entre o sonho e o sono terei rasgado a singularidade
por entre o sono e o sonho terei dominado o horizonte de eventos.
Pedro Rodrigues de Menezes, "horizonte de eventos"
A poesia de JRUnder
Frutos amargos
Desespero...
Quero sentir em meus lábios, os sabores dos beijos teus
E impregnar de teu perfume a minh’alma, lavada pelas águas da espera.
Quero flutuar no som dos teus murmúrios e mergulhar em teus gritos de amor...
Sigo os rastros de loucura que deixas ao passar por minha vida,
Mas entorpecido pelos teus encantos,
Sempre caio nos profundos abismos de meus desejos.
Desespero...
Ao saber da noite cada minuto,
Ao conhecer do dia as marcas das distâncias,
Ao colher dos pomares, os frutos amargos da resignação.
A poesia de JRUnder
Vida. Esta que se vive.
Hoje, estou por aqui. Amanhã, talvez esteja.
A probabilidade é boa, caso não aconteçam imprevistos.
Mas, o imprevisto é viável quando se vive o comum.
quando se olha pela janela,
atravessa uma rua,
passeia de barco...
Ou, pega um voo para o Rio.
Bem, o Rio por si só já é um imprevisto.
Assim como São Paulo, assim como Belo Horizonte, assim como Salvador e assim como qualquer lugar do mundo...
O imprevisto é sempre imprevisto.
Mas pretendo estar por aqui amanhã e caso não esteja,
aplique a regra do imprevisto.
E se não nos virmos mais por aqui, talvez nos vejamos por lá, qualquer dia,
Naquele lugar onde todos se encontram, ou onde todos se... Perdem!
Aproveitem hoje, já que estou por aqui.
A poesia de JRUnder
Não me fale de amor.
Não me fale de amor, se as palavras não embargarem em seus lábios.
Não me fale de amor se seus olhos não lacrimejarem,
Se seu coração não disparar feito louco,
Se não lhe faltar o ar.
Não me fale de amor se suas mãos não tremerem e seus sentidos não esmorecerem.
Não me fale de amor, se ele não te fizer sofrer.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
ESCREVER E LER
Escrever e ler é um vicio.
Ler um livro é desbravar,
um mundo desconhecido,
feito de letras amigas.
Faça da leitura, um vício,
um hábito, um costume,
ler é algo emocionante.
Pedro Rodrigues de Menezes
singular curvatura
estou só
com ideias ideais
só
incomensuravelmente
infinitamente
só
e entre isto
que escrevo agora
(num tempo em que já não é o agora),
e aquilo que não ousaria escrever
(num tempo que nunca existiu)
surge resplandecente
insofismável
o sentimental axioma
a razão quase pura sem crítica
surjo
sujo
de terra nas falanges
mas sempre só eu
eu e as falanges
e as falanges da terra
eu
eu
eu
vertigem
astro quase físico
se não fosse eu
que eu seria eu?
(Pedro Rodrigues de Menezes, "singular curvatura")
leal maria
sonho amputado
o teu olhar…
já nada sei que lhe dizer!
de peito transbordando de o sonhar,
vejo-o, triste, agora em mim morrer.
sigo o caminho adiante…
para trás,
deixo ficar fragmentos de um emaranhado nó.
e as mãos; suspensas por um instante,
nesse desejo,
que o tempo vai cobrindo com o seu pó...
impacientes; esperam-me outros desejos.
inconsequentes,
na efemeridade dos seus caprichos.
ao longe, vislumbro promessas de novos beijos;
e aos meus instintos,
reconheço-lhes a natureza dos bichos.
sim! um bicho é aquilo que eu sou!
animalesco predador…
tortura-me cada corpo que com o meu não suou;
e só num corpo saciado faço nascer o amor…
nas mãos; trago esculpida a forma imperfeita,
de um prazer que se promete eterno.
e o destino, que aos solavancos se ajeita;
alterna-me entre o paraíso e o inferno.
mas…
na esconsa memória dos muitos que sou,
não esqueço o afecto nos teus gestos dissimulado.
breves momentos que tempo já dissipou;
deixando-me o amargo sabor dum sonho amputado.
leal maria (todos os direitos reservados)
A poesia de JRUnder
Por querer
Por que condicionamos o que queremos?
Por que não podemos querer, querer e querer, de forma plena e infinita, de forma eterna e certa, de forma descomprometida e indiscutível?
Por que por vezes precisamos renunciar ao que queremos?
Sorver do luar em noites de reflexão e ansiedade, quando o desejo palpita e transforma o viver em amargura e espera. Esconder-se no âmago do tempo, esperando o acontecer passar e levar-nos em seus braços para quem sabe, entregar-nos em algum instante repleto de felicidade.
A esperança é amarga e dolorida, porque vive sempre à sombra da desilusão e da amargura.
Viver o verde das matas desejando o azul do céu. Como é difícil enxergar a felicidade que nos permeia...
Como é doloroso conviver lado a lado com o tempo.
Carol Ortiz
Feridas
(Apenas palavras, nada real...não culpo, não odeio, só respiro...)
Às vezes me olho
E não sei quem sou
Essa foi a última gota
Que me afundou
Nunca pedi amor
Nunca pedi prisão
Só desejei lealdade...
Me dói existir
Me dói desconfiar
Me dói ser boa
Num mundo de horrores
Nada tem mais cor
Nada tem mais vida
E meu crime foi apenas
Ser eu mesma
Autêntica
Intensa
Cheia de bondade
De amor
De liberdade
De vida
(Que já tinha sido engolida
Por mãos tão cruéis)
Me sinto sozinha
De um jeito tão fatal
Tão amargo
Tão horrível
Não confio em mais ninguém
Não sorrio com brilho
Meu sorriso esconde dor
Vou indo
Andando
No compasso do cansaço
Até quando deus quiser
Tudo é indiferente
Vai? Fica? Tanto faz
Histórias...
2024
Eduardo Sampaio
Morena
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Aurora Boreal
No Hemisfério Celestial Norte
há um festejo de cores
que rende os corações de amores,
Na apoteose da Aurora Boreal
quando se transforma
no oceano verde da Via Láctea
ou na floresta sinantea
dependendo de onde a vê
é neste momento que olhará
para me encontrar a paz em você.
BarbaraopSantos
Espelho e Esponja
O espelho me olha em silêncio.
Ele reflete meu cansaço
com a frieza exata
de quem entende sem tocar.
Não julga, não consola —
apenas devolve o que sou,
como se dissesse:
“Eu também já fui rachado.”
A esponja, ao lado, chora comigo.
Sente o sal das lágrimas
e se encharca de tudo o que escorre.
Carrega o peso da água,
mas nunca o brilho da cura.
Ela me ama no exagero
de quem se desfaz para aliviar o outro.
Entre eles, eu existo:
refletida e absorvida,
entre o frio e o afeto,
entre o que devolve e o que guarda.
Talvez por isso eu escreva —
para que o espelho me veja inteira
e a esponja aprenda
que amor também é não se afogar.
Pedro Rodrigues de Menezes
colapso quântico
a garrafa bebe o poeta
o pão devora o poema
a rosa incendeia o coração
o que esperar de um mundo violento
quando a própria morte se apaixona pela vida?
(Pedro Rodrigues de Menezes, "colapso quântico)
Poema dedicado ao Herberto
MarceloZin
Fino Véu
Como a brisa vem e vai me despeço, um grande vazio no lago profundo, sei neste momento que não a regresso.
Um grande e profundo pesar me alcança, já não posso falar e já não existe esperança.
Onde está o céu, com seus luminares, temo dizer, mas rasgou-se o fino véu.
Quanto levo comigo, neste momento de pesar , não há mais faróis que me guiam, não há brilho no olhar, quanto tempo se passou, já não existe motivos pra sonhar.
MPZ
A poesia de JRUnder
Deixe
Deixe...
Deixe que mergulhe nesse poço sem fim, dos incompreendidos.
Lá onde padecem as palavras vãs e os gestos vagos.
Lá onde o silêncio canta aos ouvidos dos surdos
E a angústia aguça a visão dos cegos.
Prometo não dizer nada quando falar sobre
coisas que engasgam enroscadas em minha revolta.
Nada quero ou espero que compreendam
e nem espero na verdade, que ouçam.
Se me compreenderem, serei comum
E me refugiarei no mundo dos iguais,
No mundo dos que dizem amar, mas apenas desejam...
Que dizem se importar, mas apenas observam.
Deixe...
Que meu olhar se perca no infinito, sem nada ver,
A não ser esta razão mesquinha que me domina,
De ter um pensamento só meu, único pertence
Do qual a vida jamais me afastará.
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