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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

CORPO PERFUMADO

Prende-me na tua voz para alimentar a tua prece
Fica comigo atrás das grades, torna-te devoto
Recicla as minhas loucuras só para as reinventar
Lanceta o meu corpo para ver o reverso do teu
Conheço a dor de cor, que arranquei do coração
Crema o desejo nas pétalas soltas da tua inexistência
Ama o meu corpo na terra, onde eu respiro contigo
Torna combustão, o que esfumaça dos meus lábios
Sente o calor da insónia, a perder-se no chão das pedras
Partículas pequenas suspensas na ansiedade crescente
Corpo nu que flutua no vazio das labaredas da tua carne
Onde a eternidade tolda o sentido, recolhendo as cinzas soltas
Apaga a fome, sentirás o encanto do meu corpo perfumado

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Cristina Miranda

Cristina Miranda

Nem contigo nem sem ti


Não te quero senão porque te quero.
e de querer-te a não te querer, chego,
e de esperar-te quando não te espero
passa o meu coração do frio ao fogo...
Pablo Neruda




O olhar é céu
e o desassossego
nuvens

Não choro
chovo
até afogar este logro
de não te querer

Não morras
que não morrerei
Espera
que te esperarei

Perde-te de ti
que já me perdi de mim

Vou encontrar-te
sob o céu sem nuvens
porque já afoguei o engano
porque sei o quanto te quero

Eu vivo
prometo-te
se contigo
e
morro
prometo-te
se sem ti




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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

AMOR AMA-ME

Ama-me embora eu te pareça
Àspera e distante

Se tu meu amor pedires a minha lealdade
Eu darei-te a minha honestidade
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1
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

MEL DA TUA BOCA

As fragas deixam o eco da tua voz
As silvas deixam o teu corpo a sangrar
As urtigas deixam marcas no teu corpo
Que só o amor pode curar
As cerejas, são tão doces
Como os teus beijos, são o mel da tua boca
Que me deixa louca de amar-te ao luar.
1 513
8
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

SE FALAREM MAL DE TI

Se falarem mal de ti
Não ligues 💖
Manda-os para poesia
Que os pariu.
392
8
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

AMAR SEM LIMITES

Amar sem limites
É não deixar o amor ficar doente
É viver uma grande história de amor
 Uma paixão fulminante.
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

A ARDÓSIA É CEGA

A ardósia é cega de palavras
No crepúsculo dos teus sonhos
Despida de letras em corpo nu.

1 066
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Mia Rimofo

Mia Rimofo

NÃO FIQUES PARADO

“Não fiques parado em espaços
Onde não cabe a tua alma
Muito menos os teus sonhos”
670
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

MULHER MENINA

Tu mulher és corajosa, valente, guerreira
E ao mesmo tempo és uma menina meiga
Tu és mulher corajosa, uma guerreira
E ao mesmo tempo és uma menina de sorriso alegre.
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2
Lara Ramos de Carvalheira

Lara Ramos de Carvalheira

O perdão

Não te pedi perdão,
Tu deste-mo.
Não engoli o meu orgulho,
desta vez,
deste-mo à boca e fizeste-me saboreá-lo
até se tornar acre e insuportável.
Não pedi desculpa
esqueci-me de como fazê-lo,
ceguei, cegaste-me.
Não falámos do assunto
e agora vai ficar eternamente
na ferida do meu ego
aqueles dias em que nos esquecemos
de como eramos amigos
de como eramos um e apenas um.

Agora somos dois.
Em breve seremos um e meio.
Quando dermos por nós...
somos um e apenas um.
708
8
Mia Rimofo

Mia Rimofo

ESCREVER

A inspiração vive em mim
O que não me dá descanso
Escrever é um sentimento
Mais belo do mundo
Tirando o amor claro
957
7
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

COMER É SAUDADE

I
A comida bem feita
Vai direto ao coração
Num tempero sem igual
De um romantismo
Que recomendo provar.
II
Toda a comida feita
Na nossa memória
Traz um paladar caseiro
A nossa própria saudade.
354
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Matheus Dantas

Matheus Dantas

O PÂNICO FUTURÍSTICO

A pluralidade de convencimentos desta obscuridade,
Ofusca o pensamento centrado na liberdade.
Já que vivenciamos a prisão de convicções que não nos pertence
Para enfim, deixar uma fértil colocação de destrutivas concepções.

Onde são idealizadas nesta consciência ingênua,
Que se modifica, dando espaço a insana postura leviana em visões de obsessão.
Em meio a uma competitividade sem a objetividade,
Pautada em conceitos concretos
Levando a fantasia ao patamar que convivemos.

Capacitando a cada dia a intensidade de obtermos o tudo,
E no mesmo instante,
Ficarmos apenas com o nada.
No qual representa a conexão inédita deste imeadistismo planejado,
Alimentado pelo acaso,
E conduzindo um prosseguimento de quesitos,
Que esta luta incessante nos proporciona em vão
Uma legitimidade corruptível.

E continuando na intuição desses pensamentos
A natureza deste fruto de reflexões,
Reflete-se, na atribuição nublada dos céus.
Da qual conduzem
Um instante de agremiações frutíferas a noss'alma.

Estando estas suposições onde as cito,
Debaixo de uma oculta cavidade inexpressiva aos olhos de quem a vê fisicamente.
Pois o ócio nos consome
Dando a entender, a frustração recorrente que esses aspectos criam aos seres
Num espaço de curta vivência.

Haja vista que ele não existe,
E portanto é descoberto nas frequências relativas que emitimos.
Dentre o hemisfério ao qual somos inseridos,
A fim de evitar, as tormentas que podem ocorrer.

Mas olvidamos donde queremos estar,
E isso motiva os conflitos inesperados.
Que surgem para provar a integridade que reunimos,
Conforme as táticas experimentais que temos em vista
Após obtermos este costume de embates corriqueiros.
Reiterando um símbolo
Tornando-se a marca vital, para os próximos príncipios que estão por vir
Sendo caracterizada, como a evolução heróica em meio ao temor perverso.

São Paulo - SP

12/04/2019.
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Raimundo Candido

Raimundo Candido

PORTEIRA

O aboio de meus ancestrais

é o que escuto ao longe

quando o olho se depara

no langor da velha porteira...

Ouço o som puxado

do canto de meu bisavô

tangendo uma boiada,

depois outro, entoando...

é meu avô gravando no ar

o seu ecoar de saudade.

E na cancela, ruína

empenada, corroída

pela angústia de seu fim,

algo cordial ainda pulsa

como álbum de fotografia

e me dá a impressão que

os mesmos paus corredios

se abrem... se fecham...

sozinhos! logo ao ouvir

um pungente mugido ou

o grito de aboio de meu avô.

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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

SÓ O COLO DA MINHA MÃE

Os olhos vêem
O que a alma sente
E o coração transmite
Só o colo da minha mãe
Mata todas as minhas dores
Mãe é ser poesia em amor
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

NO ESPLENDOR

No esplendor deste mundo
Hei-de ficar de joelhos no chão
Quando me fecharem os olhos
Lágrimas mudas, cegas de espelhos
De cinzas, vento de ilusões inimigas
Secas vinhas, murchar de espigas
Alma de anjo, traiçoeiras ondas
Mãos lambidas, coisas vencidas
Peito frio, morte, saudade dormente
Ventre seco, sonhos de terra lavrada
Lavanda perfumada, sopro sem vida
Aurora nua, lua num deserto sonho.
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Carlos Alberto Silva

Carlos Alberto Silva

Preciosos como a vida

Existe um entendimento do que seja humildade, algum tipo de pudor diante do mundo, que faz com que as pessoas vivam e se comportem como se fossem menos do que são. Como se soubessem menos do que sabem ou não tivessem os atributos e as habilidades que têm, encolhem-se, escondem-se, ou não percorrem o caminho que as levaria a se tornar o que deveriam ser. Ser o que você é, tornar-se o que deve ser, não ofende, não humilha, não menospreza. Não existe nenhuma razão para que você renuncie aos seus dons. Eles são preciosos como a vida e lhe foram dados para que a sua jornada no mundo seja possível e completa. Observe os animais na natureza: os tigres nunca são menos do que tigres. Eles existem e cumprem a sua jornada inteiros, com toda a sua exuberância. E o mundo é maravilhoso porque os tigres existem, e porque eles são tigres. O mundo é maravilhoso porque as abelhas existem e porque elas fabricam o mel. O mel é, em si, uma maravilha, e por não omiti-lo ao mundo é que as abelhas são abelhas e completam a sua jornada. Assim, os dons que lhe foram dados, e na proporção em que lhe foram dados, a força, a inteligência, a beleza, são, em si, maravilhas, e por não omiti-los ao mundo é que você se torna inteiro e cumpre a sua jornada.

Carlos Alberto Silva
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

*VIDEIRA DA RAIZ AMOR♥

Bela! Charmosa! Videira! Com ramos de luz.
Vem comigo brindar com vinho tinto!
A ver as águas do rio num azul profundo.
Para alegrar o corpo! A alma e o sentimento.
Saboroso paladar que me faz rir e sonhar.
Desfrutar é amar-te mil vezes. É beijar-te outros mil!
Beber o vinho tinto especial da Muxagata.
Nos copos de cristal! Num olhar. Num toque.
Os nossos sentimentos murmuram encantos!
Respiram calor. Num paraíso de olhar ardente.
Incenso onde afaga na essência plantada de raiz.
Dá frutos doces. Em forma de vinho tinto saboroso.
Um desejo saudável de caricias leves de amor!
Vem desfrutar! Da sua leveza. Do seu doce aroma.
Que encantam a viver a vida de uma forma simples!
Me perdi nos teus olhos. Videira de soltos ramos.
E tu meu amor na cama onde nós sonhamos horas.!
 
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Lagaz

Lagaz

Vicio itinerante


É domingo, e a dóis dias estou limpo.
É pouco eu sei,mas para quem não tem um instante,uma sobriedade a tanto tempo,essas quarenta e oito horas são de uma eternidade... maior que o momento.

Só me arrependo do que não fiz, estando vivo...
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

QUEM SOU EU ?

Quem sou eu ?
Uma sombra esquecida de mim mesma
Afogada de dor, na escuridão, desta podridão
Da sociedade, consumista, corrupta
Que sou eu ?
Cada vez mais sozinha, com medo da vida
Com medo de viver, à beira do poço cheio
De água funda, profunda, gelada,fria
Olho-me ao espelho e não sei, quem sou
Vejo os meus olhos que não são os meus
Secos,vazios, como se visse a minha alma a arder
Nas trevas a pedir socorro, ajuda
Quem sou eu ?
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

FALSAS PESSOAS

Pessoas egoístas, falsos moralistas
A sociedade expõe-se
E é movida pela vaidade
Neste mundo de falsidade
Sem sentimento ou humildade
Sem fé ou moralidade
Sociedade de máscaras e fingimentos
Tudo se inveja numa pura ilusão
1 279
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

ESCREVI EM TI...

Escrevi o tempo, escrevi para ti
Desenhei o silêncio, desenhei para ti
Escutei o silêncio que acalmou o mar
Rasguei o silêncio em tempo para ti
Para que o silêncio se faça escutar
Desenhei o tempo feito em silêncio
Escutei a melodia desejando o silêncio
Desenhei o tempo numa folha em silêncio
Joguei ao vento no silêncio do tempo!
700
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Eduardo Sampaio

Eduardo Sampaio

SENHORA

Minha Senhora

Não fale agora

Deixe que cale-se para sempre

Deixa as águas rolar,

Deixe o mundo viver.

E esqueça que um dia me amou,

Que um dia desses me deixou

E em meu coração morou.

E o amor que fez um bem

Fez mal e a morte voltou,

O espírito enegreceu e o corpo se acabou.

Minha Senhora

Não olhe agora,

Mas tudo mudou, se transformou

E o meu amor morreu...

Se apresse e sem demora

Pegue o trem e vá embora

Deixe minha vida

Meu trem sem locomotiva

Chega de te ter imperativa

Chega de tanta mesquinharia

Eu morria a cada dia

E eu te via, eu te via...

Por sua causa cansei de viver,

Chega de ter você,

Chega de me convencer,

Você não volta outro dia,

Você não cabe mais em minha vida.

E você quer voltar agora

Irei voltar com a mesma droga

E agora, e agora

Quem sabe outro dia,

Em outra vida, na mesma hora.

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Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

TIRA-ME

Tira-me, a dor
O sofrimento
As angústias
As incertezas
A solidão
A escuridão do meu peito
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