NO ESPLENDOR

No esplendor deste mundo
Hei-de ficar de joelhos no chão
Quando me fecharem os olhos
Lágrimas mudas, cegas de espelhos
De cinzas, vento de ilusões inimigas
Secas vinhas, murchar de espigas
Alma de anjo, traiçoeiras ondas
Mãos lambidas, coisas vencidas
Peito frio, morte, saudade dormente
Ventre seco, sonhos de terra lavrada
Lavanda perfumada, sopro sem vida
Aurora nua, lua num deserto sonho.
613 Visualizações

Comentários (5)

Iniciar sessão para publicar um comentário.
Carlos Nascimento
Carlos Nascimento
2020-06-22

Alma poeta! Muito bom mesmo. Parabéns.

Fernanda Silva
Fernanda Silva
2020-06-22

Tanta emoção neste soneto! beijos

António Fonseca
António Fonseca
2020-06-22

Excelente e envolvente poema, numa aurora despida com a luz do luar. Beijos

Fernanda Silva
Fernanda Silva
2020-06-22

Parabéns pelas poesias, são muito sentidas! Estarei acompanhando! beijos

Dolores Matias
Dolores Matias
2020-06-22

Gostei muito Também sou de Luanda beijos