NO ESPLENDOR
No esplendor deste mundo
Hei-de ficar de joelhos no chão
Quando me fecharem os olhos
Lágrimas mudas, cegas de espelhos
De cinzas, vento de ilusões inimigas
Secas vinhas, murchar de espigas
Alma de anjo, traiçoeiras ondas
Mãos lambidas, coisas vencidas
Peito frio, morte, saudade dormente
Ventre seco, sonhos de terra lavrada
Lavanda perfumada, sopro sem vida
Aurora nua, lua num deserto sonho.
Hei-de ficar de joelhos no chão
Quando me fecharem os olhos
Lágrimas mudas, cegas de espelhos
De cinzas, vento de ilusões inimigas
Secas vinhas, murchar de espigas
Alma de anjo, traiçoeiras ondas
Mãos lambidas, coisas vencidas
Peito frio, morte, saudade dormente
Ventre seco, sonhos de terra lavrada
Lavanda perfumada, sopro sem vida
Aurora nua, lua num deserto sonho.
Comentários (5)
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Carlos Nascimento
2020-06-22
Alma poeta! Muito bom mesmo. Parabéns.
Fernanda Silva
2020-06-22
Tanta emoção neste soneto! beijos
António Fonseca
2020-06-22
Excelente e envolvente poema, numa aurora despida com a luz do luar. Beijos
Fernanda Silva
2020-06-22
Parabéns pelas poesias, são muito sentidas! Estarei acompanhando! beijos
Dolores Matias
2020-06-22
Gostei muito Também sou de Luanda beijos
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