Lista de Poemas
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Isabel Morais Ribeiro Fonseca
EMBALA O MEU AMOR
Para sentir os desejos dos teus beijos
Doando a alma um ao outro
Amo-te, desejo-te e não nego
Que se amam mesmo em sonho.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
EU QUERO UM HOMEM
Eu quero um homem
Que nunca duvide da minha coragem
Eu quero um homem que tenha a coragem
De tratar-me como uma mulher
Eu quero um homem que me cegue
E deslumbre-me com fulgor
Eu quero um homem que me corteje
Com um olhar puro e verdadeiro
Eu quero um homem
Que não tenha medo de amar
Ou de ficar com o peito ferido
Eu tenho esse homem, esse homem és tu amor.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
BARCO NO ESPAÇO
Uma bela flor que verte em ti
O meu melhor pólen
Uma substância secreta de alegria
Tu plantas-me o mais belo aroma
Nas asas que me levam
Em leves voos nas madrugadas
De flores perfumadas
Jardim da vida vela de um barco
No ventre sem arrais, perdida no espaço de ti.
tais rocha silva
NO RITMO DO AMOR!
MEU DESEJO A MELODIA
NOSSO AMOR A MAIS BELA CANÇÃO
NOS DOIS UMA LOUCA SINFONIA.
VOCÊ DOS MEUS SONHOS É O DUETO
QUE GRANDE ALEGRIA DESPERTA
LONGE SOMOS TEMPO ERRADO
JUNTOS,ANOTA CERTA.
ARRANJO NUNCA ANTES OUVIDO
PARTITURA DIFICIL DE LER
O ALTO GRAU DE UMA ESCALA
SOMOS EU E VOCÊ.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
LER É BEIJAR
A escrita com amor
É desejar quem o faz frequentemente.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
O TEMPO DEU À VIDA
O tempo deu à vida
Ou tempo que a vida não tinha
O tempo espero que, o tempo
Chegasse cedo e não partisse
O tempo disse ao tempo
Das saudades que o tempo tinha
O tempo fugiu do tempo
Do tempo que não tinha..!
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
Quando faltam as palavras
As flores perfumam em poesia
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
SENHOR QUE OS NOSSOS PLANOS
Sejam abençoados
E as nossas almas
Estejam seguras em ti senhor
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
Sinto-me cansada
Neste mundo
De tanta maldade
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
AMO-TE COM PAIXÃO
Onde o vento se desfaz, amo-te pelo escuro da noite
No uivo do lobo que cerca a lua brilhante como uma chama
Amo-te pelas águas que correm no rio devagar
Onde pisávamos as pedras escorregadias
Amo-te pelo tempo vagabundo de emoção
Entre os dias que nos amamos intensamente
Amo-te pela tua alma molhada de amor
Quando me deitas ferozmente na cama, a nossa
Amo-te pela gaivota que se delícia com o peixe
Que o nobre pescador deita fora do seu barco
Amo-te pela cruz que carregas tão pesada
Mesmo assim o teu olhar brilha como as estrelas
Amo-te pelas velhas âncoras enferrujadas
Que são deixadas ao abandono sem dó nem piedade
Amo-te pelo velho relógio que tanto barulho faz
Esquecido sem poder sonhar numa qualquer sala
Amo-te pelos teus lindos olhos que quando olham
Para mim me fazem suspirar de tanto desejo
Amo-te pelo silêncio que faz na serra que nem o vento
Consegue pôr os pinheiros de volta a dançar, amo-te
Amo-te com a dor que os pés sentem quando dançam
Com amor e paixão tão sentidas por nós os dois.

Sergio de Sersank
MADRIGAL
Ah, pobre poeta
que a turba, indiscreta,
a rir, lisonjeia!...
Não passa de um homem
que mágoas consomem
e as grafa na areia...
Em vez de honrarias,
mercês, regalias,
que almeja, no fundo?
O "affair" necessário:
ouvir, solitário,
o ego profundo...
(Do livro "Estado de Espírito", de Sergio de Sersank)
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
SAUDOSA PEÇA DE TEATRO
Acordo e sinto que não sou eu
Sou talvez uma velha atriz sem palco
Talvez já numa peça que não acaba
Onde o pano não consegue descer
Sou alguém imaginado de mim própria
Para me sentir viva tento adormecer a dor
Exorcizo-me muitas vezes de velhos poemas
Onde desnudo-me em frases completas
Construo o amor de palavras incompletas
Sou uma pessoa igual a tantas outras
Tenho medos, mágoas, tristezas e desalento
Acordo, sinto que não sou eu , sou uma atriz
Sem palco numa peça que nunca quer acabar
Onde o pano não consegue ou não quer descer
De uma saudosa peça de teatro perdida, esquecida.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
AMO O ACONCHEGO
Amo o quentinho do teu corpo
Amo que te faças de santo
Amo o teu lado doce e o teu lado perverso
Amo a nossa cumplicidade que juntos criámos
Amo que sejamos especiais um com o outro
Amo ter-te por perto e detesto sentir a tua ausência
Amo tudo o que me dás, tudo o que me fazes sentir
Amo tudo que é teu e amo-te simplesmente pronto
Tu meu amor mergulhaste dentro de mim
Dentro dos meus pensamentos, dentro do meu ser
Jorge Santos (namastibet)
Nem os olhos me lembram
Nem nos braços repouso do viver sem fundo, contudo
Se tudo não passa de um desejo escavado
No abandono desta forma concreta do meu ser,
Não será consagrado o dia em que morrer
Nem o modo, nem o que de bom ou menos mal fizer,
No meio. O mistério do céu nocturno sugere aconchego,
Por saber que isso é tão verdade, o nego.
Porque não quero acreditar em nada do que realmente vejo
Não me serve de alívio ocupar ainda mais os sentidos,
Sinto por vezes que até os loucos ou cegos eu invejo,
Mas tal como os mastros somente se tornam úteis aos ventos,
Talvez tenha eu apenas o peso na Terra que me compete,
Se os olhos me lembram do que não posso ser,
Acaso ainda troque esta por outra vida menos torpe
Ainda que o engano seja a única parte íntegra... a meu ver.
Cedo deixou de ser incógnita a madrugada,
A nortada e o vento, são quem sou, inconstante ...cada instante,
Dono de uma ilegítima alma dividida,
Que não sabe se há-de ser, triste ou ...contente.
Se nem os olhos me lembram o que quero eu ver,
A confissão da noite ou a convicção do dia...
Joel Matos (06/2012)
http://namastibetpoems.blogspot.com
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
SER POETA
Ser poeta
É parir com amor
Todas as letras escritas
Num poema.!
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
QUANDO EU PARTIR
Pois sou uma pétala na tua janela
Que mesmo morta perfuma a tua alma
Vamos fingir que volto para te fazer companhia
Tu sabes deixo tudo nada levo
Apenas um sonho perdido
Quando eu partir não te vistas de luto
O meu vestido ao pé do teu casaco
Está perfumada com a saudade
Não tenhas medo hei-de voltar
Em forma de um belo poema
E sentirás cada palavra escrita
Quando o vento acariciar-te o rosto
E tudo será como era antes
Para te encontrar de novo no nosso destino
Por isso quando eu partir colhe-me em flor.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
NA ALVORADA
Um dia tu serás madrugada
Orvalhada de amor
Orvalhado de desejo
Do teu corpo e do meu
Estará sempre cheio de poesia
Serás mar, mar sem maresia
Da boca que dá-me beijos
Que aquece o meu coração
Enche a minha alma de amor
És tu o meu rei e senhor
Serás sempre deste meu corpo
Deste castelo feito em fortaleza
Sem amargura, sem dor
Deste meu jardim florido
Onde nasce a tua flor que só quer o teu amor.!
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
AFAGO
Afago
De beijos loucos
Enlouqueço
No teu corpo
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
UM POETA FINGIDOR
Escreve de amor não sabe nada de dor
Cortina de sal amargo que gosta de brincar
Com as letras escritas de um poema
Exprimir com o grito da alma
Convencida arrogante de palavras soltas
Onde a rosa desabrocha com a chuva
Explode de alegria harmonia enfeitiçada
Pelo dia em que o poeta fingidor sente
A felicidade das flores do jardim da sua vida.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
A dúvida Senhor
Adoro-te e amo-te
Mas também sabes que sou débil
Inútil e fraca
Que tenho dúvidas no meu coração
Da minha pouca fé
Por isso peço-vos aumentai a minha fé.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
NO MEU VENTRE
Só a tua língua

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
AMO OS LIVROS
Porque gritam em silêncio
E calam-se ao mesmo tempo.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
DEVORA-ME
Como se eu fosse uma carne
Seculenta acabada de sair do forno.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
HÁ MEL E FEL
Há dores com e sem dignidade
Há sentimentos já sem amor
Há nostalgias realizadas com a lua
Há memórias com negro luto
Há amores perdidos, esquecidos
Há desejos que são fogo em chamas
Há marcas dos teus lábios na minha pele
Há lágrimas que caiem levando sal
Há deceções difíceis de esquecer
Há experiências que correm sangue
Há cicatrizes difíceis de apagar na alma
Há uma forte loucura no viver de hoje
Há quem prefira a mentira à verdade
Há vidas presas no tempo da saudade
Há sentimentos que são mel ou fel
Há amor que não é correspondido
Há feridas que não se conseguem curar
Há vidas que sem amor é preferível a morte.
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