Escritas

Lista de Poemas

Desamor

O sol se pôs em nosso horizonte,
Tantas promessas perdidas,
Por um único beijo insensato,
Lampejo de um corpo em chamas.
Momentos vívidos agora mortos,
Sepultados nesta tragédia,
Naúfragados em nosso mar em fúria,
Tempestade de um amor profanado.
levarei de ti a saudade,
A beleza dos teus afetos,
Que mesmo agora doídos,
Encheu-me de alegria,
Mesmo as lágrimas agora derramadas,
Lava-me de todo nesta provação.
Não se importe comigo,
Seguirei meu caminho,
Serei mais cuidadoso,
Ao entregar meu coração.
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Entre outras coisas

A cada dia que me levanto,
Tenho a oportunidade de mudar,
De ser melhor do que ontem,
Desafiar as dificuldades,
Revestido de esperança.
Ao olhar,
É possível visionar novos rumos,
Abrindo possibilidades,
Revelando sonhos a germinar,
Neste vasto chão da sobrevivência.
Mutáveis seres nas batalhas da vida,
Entre amores e desamores,
Cumprimentando a morte em segredo,
Beijando a velhice em mansidão,
Sorrateira e transparente,
Passando a limpo o eu em frangalhos.
São tantas impressões,
Catalogadas na alma sedenta,
Das verdades incógnitas,
A marejar a face cansada,
Em suas emoções transitórias.
Entre outras coisas...
Viver é o suficiente,
Na exata razão de ser,
Em suas mortes e ressurreições.
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Existência

Quanto tempo ainda terá?
Os dias se vão lentamente,
Com eles seguimos,
Em algum ponto do caminho,
Entenderemos o tempo,
O quanto deixamos de ser,
Ignorando coisas simples,
Mas de suma importância,
No grandioso bem universal.
Sentiremos falta do abraço,
Que deixamos de dar,
Do perdão negado,
Da cegueira no olhar,
Das oportunidades de ser compassivo.
Desejaremos consertar os erros,
Dizer a palavra te amo não dita,
Ver o outro além da soberba,
Ser família quando não quisemos,
Por estar no nosso mundo fechado,
Alheios ao melhor da vida.
Ao piscar dos olhos,
Nada mais poderemos fazer,
Pois nosso relógio terrestre parou,
A última página de nós,
Se tornou memória.
Viva o que tem pra viver,
Ame-se e ame o que pode amar,
Deixe que a alma se esforce na bondade,
Garanta a liberdade de ir,
Sem nenhum ressentimento,
Tendo a certeza de ter vencido.
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Em algum Lugar

Parti sem ter chegado,
Na estrada sigo,
Sem saber qual o meu destino,
Este caminhar insípido,
Entre as distrações do infortúnio,
Amores irrequietos em perfídia,
Corações vegetativos vertiginosos,
Em seus olhares capciosos,
Cheios de si e tão vazios,
Vagueando entre os nós da alma.
Fingi amor para não me perder,
Contrapondo o juízo alquebrado,
Sem entender a dor de nunca ter sido,
Ou ter tido as outorgas da vida,
Capricho sanguinário de mim.
Meus pés sujos de lama,
Denunciam o meu pesar,
Esta voz moribunda,
Cerceada pelo tempo.
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Devoção

Sou verso em teus versos,
Eu confesso de tuas rimas,
Quando canta o passarinho,
Em tua felicidade me inspiro,
Canto o meu amor ao seu destino,
Sou homem sou menino,
Na inocência vou de mansinho,
Ao seu coração verter amor.
Se amanhece sou sol,
Se anoitece sou lua,
Imitando os astros pra te seguir,
Sem deixar que esteja só,
Amando-te no silêncio do meu sonho,
Sem medo da desventura,
Esta dama por si imprevisível.
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Intenções

A sua intensidade do olhar,
Despojado num belo sorriso,
Revela em mim confidências,
Há muito guardado neste eu,
Romântico peregrino urbano,
Embalado por vozes dantescas.
Abro a porta e saio sem destino,
Na esperança que eu te encontre,
Num lugar qualquer a meu gosto,
Enamorando-se da esperança,
Que seja quem a há muito desejo,
Me decifre na unicidade de um beijo,
Ou me afugente por ter cometido,
No calor da solidão tamanho desatino.
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Suspiro

Entre as lembranças,
Beijos, abraços, olhares e cheiros,
Companhia, toques e uma infinidade,
Somado as emoções que ficaram,
Que se foram com o tempo.
Lugares inesquecíveis,
Pessoas e bons momentos,
Impressões na alma,
Digitais do corpo em ondas,
Revela-se a cada silêncio,
Surpresas da vida latente.
O existir entre sorrisos e lágrimas,
Experiências intactas do caminho,
Sensações inexplicáveis,
Entre outras coisas sensíveis,
Na grata memória em suas seduções,
Transcendência de nós em gotas,
Ao primeiro acariciar vívido do que se foi.
👁️ 485

Gênero

Diga-me quem sois,
Nestas abstrações ao ocaso,
Este dualismo intransigente,
De identidades estranhas,
Ao primeiro amor que se perdeu.
Ao viril e feminil embate,
Onde está o pecado?
Livre arbítrio de quem?
Desobediência dos tolos?
Liberdade a estirpe que cria,
Sem intenções sobrepostas a natureza.
Ao conceito universal,
Vai a lubricidade selvagem,
Em seus imperativos fatigantes,
Contrassenso entre as massas,
De ilusões multifacetadas,
Revestidas de tempestades,
Opoentes ao bem Divino.
Segue a rebeldia entre falácias,
Em seus discursos vazios,
Sementes entre pedras,
A construírem o próprio túmulo.
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Adjacente

Ao perceber o seu olhar,
Meu corpo treme silenciosamente,
Perco o controle sobre mim,
Deixo-me guiar pelo sentimento,
Imposto ao desejo que me concebe.
Formamos uma única canção,
Acordes melódicos em sintonia,
Cantando o nosso amor ao universo,
Brilhando feito estrelas,
No céu imenso de nossa sensibilidade.
Te sinto em cada canto de mim,
Numa liberdade incontrolável,
Onde meu amor grita alegremente,
Sem medo de ser o que é,
Na certeza da felicidade do momento.
Ao seu lado permaneço,
Flor intensa do seu jardim de delícias,
Perfumando o melhor que há em nós,
Acariciando a simplicidade do existir,
Esta intensidade que nos funde,
Me faz querer-te por toda eternidade.
👁️ 330

Multíplice solilóquio

Fico aqui no meu silêncio,
Rebuscando as páginas das emoções,
Me procurando em cada pensamento,
Que explique sobre mim,
Enquanto observo a vida,
Em minhas perguntas sem respostas,
Certezas incompreendidas.
Fico aqui até quando quiser,
Na entrelinhas do meu eu,
Entre tantos rascunhos que fiz,
Reconsiderando meu ser em reinvenções.
👁️ 441

Comentários (2)

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Zuleica
Zuleica
2019-08-10

Palavras que saem do coração

dionesbatista
dionesbatista
2018-11-25

Belos escritos. Adelante!