Lista de Poemas
Sobriedade
Coitado de mim,
Fui me refrescar na brisa leve,
Pensando que era amor,
O que de ti esvaía,
Fui destroçado por uma tempestade,
Que sacudiu minha ilusão.
Não me matou,
Mas me devolveu à realidade,
De agora em diante,
Terei mais cuidado,
Não deixarei meu coração,
Ser seduzido pelo umbrático vento.
Fui me refrescar na brisa leve,
Pensando que era amor,
O que de ti esvaía,
Fui destroçado por uma tempestade,
Que sacudiu minha ilusão.
Não me matou,
Mas me devolveu à realidade,
De agora em diante,
Terei mais cuidado,
Não deixarei meu coração,
Ser seduzido pelo umbrático vento.
👁️ 417
Valsa das borboletas
Lepidópteras fádicas em sinfonia,
Revoluteiam no ar sob o imenso céu,
Pulsando entre as flores,
Beijando a vida em si tão curta,
Dançando entre as cores,
Ensaiando a eternidade tão bela,
Efêmera alegria de um par de asas.
Bailam freneticamente,
Ornando sonhos em alegria,
Despertando sorrisos,
Imitando o paraíso,
Imensidão multicoloridas,
Sublime poesia.
Verseja a crisálida em silêncio,
Toque de Deus em bela arte,
Aformoseando o infinito das coisas,
Metamorfose de inspirações,
Aquarelas perfeitas,
Inefável pintura celeste.
Revoluteiam no ar sob o imenso céu,
Pulsando entre as flores,
Beijando a vida em si tão curta,
Dançando entre as cores,
Ensaiando a eternidade tão bela,
Efêmera alegria de um par de asas.
Bailam freneticamente,
Ornando sonhos em alegria,
Despertando sorrisos,
Imitando o paraíso,
Imensidão multicoloridas,
Sublime poesia.
Verseja a crisálida em silêncio,
Toque de Deus em bela arte,
Aformoseando o infinito das coisas,
Metamorfose de inspirações,
Aquarelas perfeitas,
Inefável pintura celeste.
👁️ 463
Litígio
Sei que existo,
Finitude infinita,
Solícito firmamento que me abriga,
Andejar revoltosa fuga,
Sombra de outras sombras,
Louco disfarce de humanidade.
Mira o poente minha ilusão cansada,
Beijo o pó meu manto,
Quando abro a janela,
Abro a porta,
Destino incógnito vício,
Caminhar entre as alcateias,
Sorrateiros amigos entre sorrisos.
Tantas mãos empunhando facas,
Entre perfume e morte,
Pés vacilantes tal vaidade,
Casamata de estranhos,
Irmãos sem rosto,
Ouro de tolo trazem,
Vil pecúlio da solidão.
Finitude infinita,
Solícito firmamento que me abriga,
Andejar revoltosa fuga,
Sombra de outras sombras,
Louco disfarce de humanidade.
Mira o poente minha ilusão cansada,
Beijo o pó meu manto,
Quando abro a janela,
Abro a porta,
Destino incógnito vício,
Caminhar entre as alcateias,
Sorrateiros amigos entre sorrisos.
Tantas mãos empunhando facas,
Entre perfume e morte,
Pés vacilantes tal vaidade,
Casamata de estranhos,
Irmãos sem rosto,
Ouro de tolo trazem,
Vil pecúlio da solidão.
👁️ 442
Falando de amor...
Coitado do amor,
Escondeu-se no tempo,
Vestiu-se de vento,
Pediu a razão que o advogue,
Andam por aí difamando teu nome,
Chamando-o de qualquer futilidade.
Escondeu-se no tempo,
Vestiu-se de vento,
Pediu a razão que o advogue,
Andam por aí difamando teu nome,
Chamando-o de qualquer futilidade.
👁️ 435
Liliáceas
Purpúrea libido o amor beija,
Pétalas de infindas matizes,
Teus sentidos osculam o desejo,
Violáceo silêncio enredado,
Corolas aos olhos aufere.
A luz revestido manto,
Erma beleza de encantos,
Tez velada afaga
Fausto bulbo ameigado.
Negro véu azulada noite,
Secular elegância encobre,
Vigorosa flor encena lança,
Alvitre sentido avista.
Pétalas de infindas matizes,
Teus sentidos osculam o desejo,
Violáceo silêncio enredado,
Corolas aos olhos aufere.
A luz revestido manto,
Erma beleza de encantos,
Tez velada afaga
Fausto bulbo ameigado.
Negro véu azulada noite,
Secular elegância encobre,
Vigorosa flor encena lança,
Alvitre sentido avista.
👁️ 463
Surreal
Trova o louco para escuridão,
Embotado arauto proferido,
Cesura em voz lânguida,
Tremenbunda mãos ávidas,
Sentença professa da tristeza.
Apagam-se as luzes,
Desbotam-se as cores,
Pelejam os astros,
Em seus bosques celestes,
Raízes de pedras,
Endeusados em seu limo.
Encontre o veio do rio,
Sacie a sua sede e sangre.
Não me deseje esta noite,
Sairei e serei brisa,
Ou quem sabe uma estrela,
Infinita lá no céu.
Estarei em teus lábios,
No gosto do beijo,
Na vontade de me querer.
Sente em sua varanda,
veja o que nunca vistes,
Sinta o que jamais quisera,
Não esqueça de abrir a janela,
Perceber o que antes não via.
Deixo o meu sorriso em tua lembrança,
Esse passáro de asas feridas,
Liberto no palato firmamento,
Sobrevoando a simplicidade,
Onde a sombra não me alcança.
Embotado arauto proferido,
Cesura em voz lânguida,
Tremenbunda mãos ávidas,
Sentença professa da tristeza.
Apagam-se as luzes,
Desbotam-se as cores,
Pelejam os astros,
Em seus bosques celestes,
Raízes de pedras,
Endeusados em seu limo.
Encontre o veio do rio,
Sacie a sua sede e sangre.
Não me deseje esta noite,
Sairei e serei brisa,
Ou quem sabe uma estrela,
Infinita lá no céu.
Estarei em teus lábios,
No gosto do beijo,
Na vontade de me querer.
Sente em sua varanda,
veja o que nunca vistes,
Sinta o que jamais quisera,
Não esqueça de abrir a janela,
Perceber o que antes não via.
Deixo o meu sorriso em tua lembrança,
Esse passáro de asas feridas,
Liberto no palato firmamento,
Sobrevoando a simplicidade,
Onde a sombra não me alcança.
👁️ 398
Confluência
O infinito dos sonhos,
No seio do seu amor,
São coisas que levarei comigo,
Emoções, desapego,
Nosso tempo,
Construindo passos,
Para além da distância,
Nos subúrbios do tempo,
Aprendendo com as estrelas.
Teu corpo pedindo os meus beijos,
Sou poema,
Eu amo te amar,
Teu amor traduz,
A força dos meus sonhos,
Acorda e vem me amar,
Na madrugada,
Na noite fria,
Sussurros ao ouvido,
O som do amor,
Luz para os meus pés.
Anjo azul,
É preciso coragem,
Para sair do rascunho,
Obras do poeta,
Na toada dos silêncios,
Polissemia amorosa,
Tua poesia em mim,
Um mesmo sentir,
Encontro, fantasia,
Esperança, catarse,
Inspiração adormecida.
Quando o coração,
A folha em branco,
Ensina-me a viver,
O olhar dela é quem diz,
As frases, provocam,
O poeta que não finge,
Que cavalga buscando a paz,
Inspirando-se na menina,
Que amava o mar e chorou,
Lindo murmúrio de Deus.
No seio do seu amor,
São coisas que levarei comigo,
Emoções, desapego,
Nosso tempo,
Construindo passos,
Para além da distância,
Nos subúrbios do tempo,
Aprendendo com as estrelas.
Teu corpo pedindo os meus beijos,
Sou poema,
Eu amo te amar,
Teu amor traduz,
A força dos meus sonhos,
Acorda e vem me amar,
Na madrugada,
Na noite fria,
Sussurros ao ouvido,
O som do amor,
Luz para os meus pés.
Anjo azul,
É preciso coragem,
Para sair do rascunho,
Obras do poeta,
Na toada dos silêncios,
Polissemia amorosa,
Tua poesia em mim,
Um mesmo sentir,
Encontro, fantasia,
Esperança, catarse,
Inspiração adormecida.
Quando o coração,
A folha em branco,
Ensina-me a viver,
O olhar dela é quem diz,
As frases, provocam,
O poeta que não finge,
Que cavalga buscando a paz,
Inspirando-se na menina,
Que amava o mar e chorou,
Lindo murmúrio de Deus.
👁️ 541
Avidez
Somente este coração,
Temerária chama,
Infundo pesar.
Casto éden insípido prado,
Ausente ilusão,
Pernoite sem melodia,
Torrente furtiva,
Manancial brejeiro.
Impetuosa sorte,
Beligerante fado,
Astro de esgalho,
Desmedido clarão,
Distinto embaraço,
Figura asombrada.
Repouso tão alvo,
Ósculo enlevado,
Além da lua,
Êxtases apenas.
Temerária chama,
Infundo pesar.
Casto éden insípido prado,
Ausente ilusão,
Pernoite sem melodia,
Torrente furtiva,
Manancial brejeiro.
Impetuosa sorte,
Beligerante fado,
Astro de esgalho,
Desmedido clarão,
Distinto embaraço,
Figura asombrada.
Repouso tão alvo,
Ósculo enlevado,
Além da lua,
Êxtases apenas.
👁️ 343
Amor sublime
Amor!
A lua te coroa intensamente,
Floração ofegante do teu querer,
Tons luzidios desta procura,
Desvairadamente em meus braços.
Em adoração te velo,
Deleitoso vinho que me embriaga,
Desenhando teu corpo no meu,
Matizes azuis de nossos corpos,
Inefável tremor verga.
Rouba-me sem pecado,
Neste sensual leito da noite,
Onde sussurras cantos celestes,
Meus ouvidos te louvam.
Somos estrelas íntimo desejo,
Minha boca te verseja,
Em cada trova de seus lábios poéticos,
Minhas mãos colhem tuas rosas,
Regando-as com seu olhar,
Benévolo aroma que me perfuma.
A lua te coroa intensamente,
Floração ofegante do teu querer,
Tons luzidios desta procura,
Desvairadamente em meus braços.
Em adoração te velo,
Deleitoso vinho que me embriaga,
Desenhando teu corpo no meu,
Matizes azuis de nossos corpos,
Inefável tremor verga.
Rouba-me sem pecado,
Neste sensual leito da noite,
Onde sussurras cantos celestes,
Meus ouvidos te louvam.
Somos estrelas íntimo desejo,
Minha boca te verseja,
Em cada trova de seus lábios poéticos,
Minhas mãos colhem tuas rosas,
Regando-as com seu olhar,
Benévolo aroma que me perfuma.
👁️ 471
A fonte
Estas mãos ansiosas,
Sondam o infinito,
Vastidão do amor e da dor,
Beijando o semblante ignoto,
No voo livre dos pensamentos.
As asas não são minhas,
Leve-a e voe sem medo,
Depois deixe-as ao vento,
O próximo devaneador,
Chegue ao seu destino,
Germine a liberdade.
Acaso o amor é livre,
Também suas sementes,
Pululam onde as desejam,
Deságuam no incompreensível,
Nos surpreende ao fim das horas.
Os pés cansados,
Delineiam sua marcha,
Sob o véu da peleja,
Gotejando a vida irmã da morte,
Renovando sonhos,
Venerando o inesperado,
Seguindo vivendo...
Sondam o infinito,
Vastidão do amor e da dor,
Beijando o semblante ignoto,
No voo livre dos pensamentos.
As asas não são minhas,
Leve-a e voe sem medo,
Depois deixe-as ao vento,
O próximo devaneador,
Chegue ao seu destino,
Germine a liberdade.
Acaso o amor é livre,
Também suas sementes,
Pululam onde as desejam,
Deságuam no incompreensível,
Nos surpreende ao fim das horas.
Os pés cansados,
Delineiam sua marcha,
Sob o véu da peleja,
Gotejando a vida irmã da morte,
Renovando sonhos,
Venerando o inesperado,
Seguindo vivendo...
👁️ 491
Comentários (2)
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Zuleica
2019-08-10
Palavras que saem do coração
dionesbatista
2018-11-25
Belos escritos. Adelante!
Abre a mente ao que eu te revelo
e retém bem o que eu te digo, pois não é ciência
ouvir sem reter o que se escuta.(Dante Alighieri)
Um homem apaixonado por poesia.
Tento traduzir os pensamentos na fidelidade que estes me concebem.Não tenho a pretensão de ser poeta,e se por acaso as palavras me metamorfosear em algo parecido,não me culpe;apenas me perdoe.(Sirlânio Jorge Dias Gomes)
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