Escritas

Lista de Poemas

Infortúnio

Vou seguindo,
Sentindo o que tu me destes,
Revés do amor que com tal desvelo,
Enamorou-se meu coração de tanto encanto.
Estrada afora desfaço teus laços,
Beijo a noite que me afaga,
Sussurrando aos meus ouvidos,
Versos de silêncio ao meu ser dolente,
Vívido de esperança ao brilho de uma estrela.
Vou seguindo entre as pedras,
Do castelo que desmoronastes,
Deixando as flores mortas,
Para o sepultamento de sua beleza,
Petrificada na lembrança do seu olhar,
Vil sorriso de pandora,
Desdito prazer íncola morte.
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Otimismo

Pensei em escrever alguns versos,
Minha escrivaninha riu-se de mim,
Quando diante dela,
Sem saber o que versejar,
Fiz apenas um ponto no papel,
Agradeci a inspiração do momento,
Ao levantar-me feliz,
Por ter feito uma bela poesia,
Pois o ponto na folha em branco,
Somos nós a escrever nossa história,
A partir do primeiro passo.
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Alma Nua

Neste silêncio de mim,
Fecho meus olhos,
Rompo as barreiras do cansaço,
Ergo meus braços e sigo,
Correndo para onde eu quiser,
Tocando o céu e as estrelas,
O mar e as nuvens,
Misturando as cores,
livre como os pássaros,
numa longa jornada,
Sem medo do desconhecido.
Sou tudo e não sou nada,
Na beleza do amor incompreendido,
Onde as palavras perdem os sentidos,
Revelam o infinito das coisas,
Nas emoções inexplicáveis,
Gotejando a plenitude da vida,
Nas profundezas da alma.
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Intensidade

Canta este olhar em sensualidade,
Estas nossas mãos entrelaçadas,
Aquecidas em nosso desejo,
Este fogo que nos queima,
Cálidos corpos fulgurantes,
Abrasados de paixão.
Me apego aos teus sussurros,
Danço ao som de sua fúria,
Estas rotações do amor,
Beijando meu corpo no teu,
Notas musicais do seu arpejo,
Intrumento notável,
De suas hábeis mãos em trovas.
Em teus movimentos bailo,
Ao som de sua melodia sem ensaios,
Embevecido na beleza dos teus encantos,
Oásis do meu repouso,
Fonte de loucuras,
Hálito refrescante dos teus lábios,
A oscular-me por inteiro.
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Beijo

Beija o silêncio os teus lábios,
Ditosa beleza que me fere,
Sangrando-me sem sangrar,
Desejo algoz em minha face.
A tua boca entreaberta,
Revela rosácea flor,
Sensualidade desperta,
Ao hálito fresco deste cálice.
Tempestuosa suavidade,
Refugia-me em teu olhar,
Sorriso que me afaga,
Expressão de si cheia de encantos.
Beijo-te do nascer ao pôr do sol,
Quando em pensamentos,
A tua imagem em meus sonhos,
Ama-me infinitamente.
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Paixão

Estas rosas em teu corpo,
Haverei de tocá-las,
Pétalas macias,
Que perfumam meus sentidos,
Beijando-as neste jardim.
Serei o sopro do vento,
Descobrindo a sensibilidade,
Saciando-me em cada gota,
Deste rio orvalhado entre suas folhas,
Desabrochando tua sensualidade.
Na fúria dos teus espinhos sangrarei,
Tomarei este tímido gêmulo,
A eclodir em meus lábios vibrantes,
Sob o encantamento da virgem flor.
Ínfero segredo me poetiza,
Doce fruto aromático,
Insólita solidão em teu regaço,
Desejos de incomensuráveis versos,
Ao amor que te revelo.
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Burburinhos

Sol tímido e primavera,
Rasga a direção ao vento,
Ao seu querer,
Madressilvas da alma,
De todas as cores.
Em tantos amores,
Seguem as ondas,
Beijando a praia do eu,
Em suas emoções,
Marcando a areia sob os pés.
Habitamos em tantos lugares,
Sabendo-se confusos,
Entre as moradas difusas,
Dispor da noite e do dia,
Alusões da vida,
No silêncio da luta.
Em algum lugar,
Um beijo, um grito, uma dor,
Uma lágrima e um sorriso,
Tantas coisas por aí,
Iguais as outras,
Folhas amareladas que caem,
Em algum canto,
No sussurro das horas.
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Deseo de amar

Vaya corazón,
En este tempestuoso mar del amor,
Pero no te olvides de llevar el salvavidas,
Pues si pasa de caer,
No te ahogas.



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Desprendimento

De tudo que vivi,
Fui o que me deste,
No imperfeito amor,
Espinhos em flor,
Noites sem lua,
Dias sem sol.
Em todas as estações,
Percebi a grandeza de si,
Esmero das emoções,
Olhar altivo da beleza,
Simplicidade do querer,
Ardendo de cumplicidade.
Teu perdão me tocaste,
Em cada perda mim,
Entremeios do existir,
Dialogando a verdade,
Ruídos da tempestade,
Vozes de chuva,
Brincando com o vento,
Entre as trovoadas,
Iluminando as trevas.
Quando partirmos,
Levaremos a paixão,
Desejos em eternidade,
Perdão iluminado,
Tantas vezes doado,

Sob sorrisos e lágrimas,
Exequível dever consentido.
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Alma

Tantas coisas escrevi neste papel,
Que depois de tanto tempo,
Tornaram-se invisíveis minhas dores,
Bondades rarefeitas,
Borradas pela morte,
Voejando o infinito,
Sem saber onde pousará,
Esta folha ruvinhosa,
Solta ao vento do desconhecido.
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Comentários (2)

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Zuleica
Zuleica
2019-08-10

Palavras que saem do coração

dionesbatista
dionesbatista
2018-11-25

Belos escritos. Adelante!