Lista de Poemas
Intento
Há muito te busco,
Incansável amor cobiçado,
Fim da solidão que tortura,
Desejado em sonhos,
Na tristeza me perco,
Quando a noite me castiga,
Penando desacordado,
Ferindo a paixão velada,
Agonia de não ser amado.
Incansável amor cobiçado,
Fim da solidão que tortura,
Desejado em sonhos,
Na tristeza me perco,
Quando a noite me castiga,
Penando desacordado,
Ferindo a paixão velada,
Agonia de não ser amado.
👁️ 234
Morte
Bebo meu último gole,
Adormeço lentamente,
Acordo consternado,
Abraçado ao mausoléu,
A escutar meu desabafo,
Pútrido lar da despedida.
Tal perecimento ao fim me aguarda,
Desdita confissão ao meu silêncio,
Esta figura agora homem,
Depois apenas ossos.
Há tanto em meu convívio,
Finalmente em teu braços,
Leva-me ao teu leito,
Promessa eterna do meu destino.
Adormeço lentamente,
Acordo consternado,
Abraçado ao mausoléu,
A escutar meu desabafo,
Pútrido lar da despedida.
Tal perecimento ao fim me aguarda,
Desdita confissão ao meu silêncio,
Esta figura agora homem,
Depois apenas ossos.
Há tanto em meu convívio,
Finalmente em teu braços,
Leva-me ao teu leito,
Promessa eterna do meu destino.
👁️ 495
Separação
Se falo não me escutas,
Quando me escutas,não fala,
Há uma ironia entre nós,
Um muro de diferenças,
Nesta peleja de verdades,
Do amor doente que não se curou.
Nossa emoções se desencontram,
Nas vontades desiguais,
Forjadas ao longo das revelações,
Desta paixão infiel a toda loucura,
Licenciosos amantes libertinos.
Sigamos sem ressentimentos,
Acolhidos pelo tempo,
A olhar o mundo,
Descobrindo o melhor momento,
Nas definições do acaso,
Em toda aprendizagem percebida.
Quando me escutas,não fala,
Há uma ironia entre nós,
Um muro de diferenças,
Nesta peleja de verdades,
Do amor doente que não se curou.
Nossa emoções se desencontram,
Nas vontades desiguais,
Forjadas ao longo das revelações,
Desta paixão infiel a toda loucura,
Licenciosos amantes libertinos.
Sigamos sem ressentimentos,
Acolhidos pelo tempo,
A olhar o mundo,
Descobrindo o melhor momento,
Nas definições do acaso,
Em toda aprendizagem percebida.
👁️ 329
Perplexidade
Meus olhos vertem lágrimas,
Tanto ódio no mundo,
Lugar de desiguais,
Onde a labuta sofrida,
Na noite silenciosa,
Escondem seus ais.
O amor estremece em agonia,
Tanta falta de caridade,
Gentes sofridas pelas cidades,
Estiradas pelo chão,
Algumas pela fome,
Outras pela guerra,
Estas espadas invisíveis,
Em suas vítimas sem nome,
Pois ter um nome não importa,
O que vale é a desonra da honra,
De um feito heroico as avessas.
Sob o sol ou lua,
Almas nuas de sentimento,
Atormentam a paz,
A desolar o pobre ou o rico,
Em suas ambições medonhas,
Demônios enfurecidos,
Travestidos de gente.
Tanto ódio no mundo,
Lugar de desiguais,
Onde a labuta sofrida,
Na noite silenciosa,
Escondem seus ais.
O amor estremece em agonia,
Tanta falta de caridade,
Gentes sofridas pelas cidades,
Estiradas pelo chão,
Algumas pela fome,
Outras pela guerra,
Estas espadas invisíveis,
Em suas vítimas sem nome,
Pois ter um nome não importa,
O que vale é a desonra da honra,
De um feito heroico as avessas.
Sob o sol ou lua,
Almas nuas de sentimento,
Atormentam a paz,
A desolar o pobre ou o rico,
Em suas ambições medonhas,
Demônios enfurecidos,
Travestidos de gente.
👁️ 519
Entre Lençóis
Afagos, sorrisos e beijos,
Acendeu-se o lume,
Inveterada luxúria,
Perfumando o ar,
Trasladado desejo,
Dicotomia louca,
Da razão sem juízo.
Aos poros as intenções,
Desenhadas sob a pele nua,
Duo sentimento afeiçoado,
Eclodindo em sussurros,
Comensuráveis toques,
A rebuscar nossa finitude,
Moldada de encantos.
Acendeu-se o lume,
Inveterada luxúria,
Perfumando o ar,
Trasladado desejo,
Dicotomia louca,
Da razão sem juízo.
Aos poros as intenções,
Desenhadas sob a pele nua,
Duo sentimento afeiçoado,
Eclodindo em sussurros,
Comensuráveis toques,
A rebuscar nossa finitude,
Moldada de encantos.
👁️ 393
Cólera
As tuas trincheiras me cansam,
Me sufocam numa quase morte,
Estas suas armas enferrujadas,
Sujas de tédio,
A espionar o inimigo dentro de mim,
Disfarçado entre as ruínas,
De sua casamata de loucuras,
A espezinhar minha surdez.
Não quero ouvir tua voz,
Nem seus lamentos,
Porquanto não tens parte comigo,
Neste revés do amor que me causaste,
Tire estes pés da minha estrada,
Lance estas botas no lixo,
Também fique por lá,
Com seu sarcasmo podre,
Não esqueças ao fim de tudo,
Estou te sepultando,
No cemitério de suas traições.
Me sufocam numa quase morte,
Estas suas armas enferrujadas,
Sujas de tédio,
A espionar o inimigo dentro de mim,
Disfarçado entre as ruínas,
De sua casamata de loucuras,
A espezinhar minha surdez.
Não quero ouvir tua voz,
Nem seus lamentos,
Porquanto não tens parte comigo,
Neste revés do amor que me causaste,
Tire estes pés da minha estrada,
Lance estas botas no lixo,
Também fique por lá,
Com seu sarcasmo podre,
Não esqueças ao fim de tudo,
Estou te sepultando,
No cemitério de suas traições.
👁️ 522
Desvario
De onde vens selvagem ser,
Neste vácuo pensamento,
Néscio em seus ditames,
Negando a si mesmo,
Antilógico existir em rudeza.
A inépcia tragou o seu juízo,
Hermético cisma na criação,
Repugnância da reflexão maldita,
Do filho infiel em suas prisões,
Lodaçais de ideias difusas,
A devorar seu ego apodrecido.
Rasga-te se não és,
Inconcebível criatura oca,
De boca infecunda neste caos,
Que te consome,
Em seus declínios inconsistentes,
Monstro insolente em seus escrutínios,
Vomitando insanidades,
Duplicação insólita da ignorância.
Neste vácuo pensamento,
Néscio em seus ditames,
Negando a si mesmo,
Antilógico existir em rudeza.
A inépcia tragou o seu juízo,
Hermético cisma na criação,
Repugnância da reflexão maldita,
Do filho infiel em suas prisões,
Lodaçais de ideias difusas,
A devorar seu ego apodrecido.
Rasga-te se não és,
Inconcebível criatura oca,
De boca infecunda neste caos,
Que te consome,
Em seus declínios inconsistentes,
Monstro insolente em seus escrutínios,
Vomitando insanidades,
Duplicação insólita da ignorância.
👁️ 472
Gestação
Haverás de procurar no infinito,
A beleza das coisas transitórias,
Dimensional destreza do ser,
Em suas concepções inexatas,
Triunfais manobras fortuitas,
Rebuscando o segredo,
Nas entrelinhas da existência.
Germina a semente,
No jardim do invisível,
Regado de flores transcendentais,
Em suas pétalas paradoxais,
A perfumar o despertar,
Na revolução da criação.
A beleza das coisas transitórias,
Dimensional destreza do ser,
Em suas concepções inexatas,
Triunfais manobras fortuitas,
Rebuscando o segredo,
Nas entrelinhas da existência.
Germina a semente,
No jardim do invisível,
Regado de flores transcendentais,
Em suas pétalas paradoxais,
A perfumar o despertar,
Na revolução da criação.
👁️ 492
Semblante
Contíguo arfar entre arbítrios,
Vértice temporal da liberdade,
Prisma intrauterino da alma,
Pulsação fenecida entre corpos,
A personificar a carne entediada.
Do espelho reverbera pena,
Adejado lume vicioso,
Infesta flor arraigada,
Perfumando mortos,
Estirões emulgentes.
Singular face à terra venera,
Olhares óbvios,
Figuras do subsistir,
Acenando ao fim aguardado.
Vértice temporal da liberdade,
Prisma intrauterino da alma,
Pulsação fenecida entre corpos,
A personificar a carne entediada.
Do espelho reverbera pena,
Adejado lume vicioso,
Infesta flor arraigada,
Perfumando mortos,
Estirões emulgentes.
Singular face à terra venera,
Olhares óbvios,
Figuras do subsistir,
Acenando ao fim aguardado.
👁️ 491
Reminiscências
De longe vejo o rio,
A saudade me aperta,
A sua imagem se apresenta,
Entre flores e árvores,
O seu cheiro,
Me invade num abraço,
Miragem de sua despedida.
Deixo o vento me tocar,
Este frescor que um dia juntos,
Sentimos num longo beijo,
Sob a copa das cerejeiras,
Vislumbre da nossa felicidade.
A saudade me aperta,
A sua imagem se apresenta,
Entre flores e árvores,
O seu cheiro,
Me invade num abraço,
Miragem de sua despedida.
Deixo o vento me tocar,
Este frescor que um dia juntos,
Sentimos num longo beijo,
Sob a copa das cerejeiras,
Vislumbre da nossa felicidade.
👁️ 487
Comentários (2)
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Zuleica
2019-08-10
Palavras que saem do coração
dionesbatista
2018-11-25
Belos escritos. Adelante!
Abre a mente ao que eu te revelo
e retém bem o que eu te digo, pois não é ciência
ouvir sem reter o que se escuta.(Dante Alighieri)
Um homem apaixonado por poesia.
Tento traduzir os pensamentos na fidelidade que estes me concebem.Não tenho a pretensão de ser poeta,e se por acaso as palavras me metamorfosear em algo parecido,não me culpe;apenas me perdoe.(Sirlânio Jorge Dias Gomes)
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