Escritas

Lista de Poemas

NATAL É PRESENTE

Neste natal, nós queremos presente:

- Um pai presente
- Uma mãe presente
- Um filho presente
- Um irmão presente
- Um amigo presente
- O perdão presente
- O amor presente
- O arrependimento presente
- A solidariedade presente
- A atitude presente
- A sinceridade presente

Neste natal, não dê somente um presente a seu filho, mas dê um futuro, uma expectativa nova, uma razão para ser diferente!


Não seja apenas mais um figurante na sala, mas se faça presente, em amor,
em carinho e em solidariedade, tão necessária a todos os corações!

Feliz Natal
👁️ 424

SÚPLICA DAS FLORES

Clamam as flores que em silêncio te mando:
- Perdoa os desmandos do seu bem-querer
Relembre em perfumes de tão doces encantos
A margarida de pétalas, que só quis: bem te quer

Crisântemos e lírios quais lágrimas em rios
Suplicam a ventura de eu poder te amar
E fagulhas de flores em um lilás sombrio
Diz quão triste e vazio é sem você ficar

Ramalhete de amores em rosa delicado
Manda mais um recado ao seu coração:
- Esquece os rancores e recebe o coitado
Que em seu doce sorriso espera o perdão
👁️ 401

PRECE DA MANHÃ

Ajudai-me Senhor,

Pra que onde eu aportar, lá nasçam as flores.
Que as águas sejam calmas, ventos de amores

Que eu reme sempre, mas firme em ti, seja minha rota
Que em meu barco azul, eu leve a paz que tanto importa

Que eu não esqueça da minha missão pelo caminho
Que embora só, tu não me deixes sentir-me sozinho

Que se aqueçam os corações, sol de esperanças
Que onde eu for, de lá não traga, senão lembranças

Que em cada missão, minha volta seja, desejada
E a tua graça em mim pra sempre renovada
👁️ 392

AMO

A irreverência do teu charme entre olhares cegos
O teu sorriso irônico, mas sem perder a calma
A ternura do teu olhar a reforçar-me o ego
A doçura dos teus carinhos a afagar-me a alma

A forma boba e inteligente como tu sais por cima
As batidas do teu canto alegre a dar ritmo à marcha
As loucuras das tuas fantasias a quebrar rotinas
O teu olhar zombeteiro quando se quebra uma taça

Teu cantarolar desafinado pra me dizer bom dia
A forma como se faz de forte pra me inspirar coragem
A elegância do teu andar a desabrochar poesias
E como perdoa e releva todas as minhas bobagens
👁️ 376

SAUDADE NÃO SE REPARTE

Saudade é a dor que nos parte,
Depois que alguém cedo parte
Que de dia em nós queima e arde
E à noite nos consome até tarde

Calor que aguça e excita as partes
Que jamais com outrem se reparte
É a parte de alguém que, em parte,
Fixa em nós seu eterno estandarte

Indulgência a pagar quando as partes
Trata o amor como um caso à parte
Até que extinto ou em dor se aparte
E por caminhos de dor se repartem
👁️ 412

OBRAS DO ACASO

Por uma questão de habito, o Sr Wiliian Rosh guardava sempre m sua casa pequeninas peças de toda a natureza, sob a argumentação de um dia elas lhe seriam úteis em algum serviço. Habilidoso como ele era, não raras vezes recorria à sua caixa de bugigangas na busca de alguma determinada peça que lhe prestasse a um reparo específico, ou mesmo para reabastecê-la com os destroços de algum eletrodoméstico desmanchado. Com o passar dos anos, a caixa do Sr. Rosh tornou-se um verdadeiro arsenal de bagulhos tais como: porcas, parafusos, filamentos, molas, resistências e tantas outras, das quais ele nunca sobe quais eram as suas funções específicas.

Após a sua ultima mudança, O Dr. Wiliian Rosh Univac, como mais tarde ficou conhecido internacionalmente, recorreu a sua velha caixa em busca de um treco que substituísse um pino que desaparecera de seu guarda-roupa. Que surpresa! Com o movimento da caixa, as pequeninas peças haviam se rearranjado de tal forma que constituíram um aparelho que passou a ser chamado de calculadora de bolso, capaz de efetuar as quatro operações aritméticas, as funções trigonométricas, além da radiciação e a exponenciação. Tal fato revolucionou o mundo científico da época, iniciando a ciência da cibernética e dando origem aos primeiros computadores que foram lançados no mercado com o nome de UNIVAC.

Por mais ignorantes que fôssemos, em termos dos princípios científicos que regem o funcionamento de uma calculadora, não hesitaríamos em afirmar, categoricamente, que não é verdade o fato acima descrito. É simples, não cabe na nossa mente que um visor luminoso, um teclado codificado e conciso, um mecanismo de alimentação energética e um conjunto de circuitos microscópicos de magnetização lógica, dentre outras coisas, possam ter sido formados e se organizados logicamente ao acaso. Antes sim, deduzimos que ele é fruto de um projeto cuidadoso, construído e analisado por uma equipe técnica altamente qualificada, a qual previu e ponderou todas as interações dos componentes eletrônicos ali encontrados.

A calculadora, embora deslumbrante à nossa vista, não passa de um caco velho quando comparada com a obra que coroou a criação divina, quando no sexto dia, disse Deus: Façamos o homem a nossa imagem e semelhança. As funções realizadas pelo corpo humano, como a capacidade de questionar e decidir, de amar e odiar, o senso de lealdade e de direito, de reprodução e criação de utensílios, como a própria calculadora, são provas de que o ser humano e a vida não são frutos de uma junção aleatória de aminoácidos, que sob a tensão elétrica de descargas de relâmpagos, constituíram, há milhões de anos, a primeira célula viva e dela os demais seres vivos e suas espécies, como afirmam os evolucionistas. Não há dúvidas, a vida não é obra do acaso, mas sim o fruto da mente gloriosa de Deus, que na sua imensa grandeza fez, não só o homem, mas todo o universo.
👁️ 443

EM UMA LAUDA APENAS

Em uma lauda apenas minha dor transcrevo
Registro os meus medos em falar de amor

Em uma lauda há pena, a registrar temores
A tingir de dores, todos os sonhos meus

Em uma lauda há penas de pássaro desnudo
Que por vil descuido, gaivota amou

Em uma lauda há penas, tremendos castigos
Lembranças do exilo que o amor deixou

Em uma lauda há penas que o vento leva
Mas renasce a relva, brota uma nova flor
👁️ 455

SUFOCAM-ME

As palavras, as quais eu não disse
O medo de romper com a mesmice
Os amores que perdi por crendices
Sonhos mortos sem que os nutrisse

Os que exaltam a asneira e a burrice
Os discursos vazios e as chulices
Os devaneios tomados em perrice
E o desprezo que nós damos à velhice
👁️ 454

LUVAS DE CETIM

Depois de meses na enfermaria
A velha por fim agonizava
Dilacerada em dor, gemia
Porém nada mais ela falava

Não que a sua voz tivesse acabado
Ou que não se lembrasse mais das falas
É que sagradas eram as vozes do passado
E não queria vê-las agora perturbadas

Gemia assim, triste e sozinha,
Não mais clamando a dor da morte
Mas por ver, assim, quão mesquinha
Podia ser a vida em sua sorte

Mãe dedicada de oito filhos
Todos em lágrimas e dor criados
Mas dela há muito, já todos esquecidos
E por seus próprios destinos obcecados

Foi quando por fim ouviu a enfermeira
- Chega-te aqui Senhora, até a cabeceira
Dê a ela a sua mão neste último momento
Será por certo um bálsamo ao sofrimento

Num esforço final, a velha disse com voz turva
Eu quero é a sua mão, por favor, retire a luva
Depois clamou por fim: Esta mão não é Maria
A mão dela, eu lembro, tinha alma, pois eu sentia
👁️ 494

SENTIMENTOS

Conselhos em sentimentos não se empresta
Pois que toma a decisão, sua alma arresta
E a todos os seus desencantos leva amarrados
Em cordas de lembranças e manchas do passado
👁️ 471

Comentários (2)

Iniciar sessão ToPostComment
2014-09-07

Obrigado Eusébio, espero vê-lo cheio de inspirações felizes.

2014-09-06

Que bom ler teus poemas meu amigo estive andando por ai a procura de inspiração e voltei cheio de desejos e para começar quiz ler algo novo algo que me encante assim como teus poemas um abraço