Lista de Poemas

NATAL É PRESENTE

Neste natal, nós queremos presente:

- Um pai presente
- Uma mãe presente
- Um filho presente
- Um irmão presente
- Um amigo presente
- O perdão presente
- O amor presente
- O arrependimento presente
- A solidariedade presente
- A atitude presente
- A sinceridade presente

Neste natal, não dê somente um presente a seu filho, mas dê um futuro, uma expectativa nova, uma razão para ser diferente!


Não seja apenas mais um figurante na sala, mas se faça presente, em amor,
em carinho e em solidariedade, tão necessária a todos os corações!

Feliz Natal
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PACTO DE VIDA

Oh! linda menina de pureza infante
Tão bela e tão doce assim a brilhar
Retrata a beleza de puro diamante
Lapidada nas dores de seu desamar

Teus olhos lampejam o brilho dos sonhos
Que em caminhos medonhos estão a morrer
Mas rega-os as lágrimas de pranto tristonho
Que a novos pensamentos já faz florescer

Palpita a vida, no querer de quem ama
E que busca a façanha, de feliz inda ser
Se aparta das dores e proclama a derrama
Quebra os elos de morte pra de novo viver
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PRECE DA MANHÃ

Ajudai-me Senhor,

Pra que onde eu aportar, lá nasçam as flores.
Que as águas sejam calmas, ventos de amores

Que eu reme sempre, mas firme em ti, seja minha rota
Que em meu barco azul, eu leve a paz que tanto importa

Que eu não esqueça da minha missão pelo caminho
Que embora só, tu não me deixes sentir-me sozinho

Que se aqueçam os corações, sol de esperanças
Que onde eu for, de lá não traga, senão lembranças

Que em cada missão, minha volta seja, desejada
E a tua graça em mim pra sempre renovada
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GARBO TRISTE

Perdi as minhas cores
Frente aos olhos teus
Só vazios de amores
Tingem os sonhos meus

Nem minha calda garbosa
Recebe um simples olhar
Vive a sina da tosa
Deste teu desprezar

Que me adianta os que olham
E que me acham elegante
Só teus olhos me importam
Que se dane o restante
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SAUDADE NÃO SE REPARTE

Saudade é a dor que nos parte,
Depois que alguém cedo parte
Que de dia em nós queima e arde
E à noite nos consome até tarde

Calor que aguça e excita as partes
Que jamais com outrem se reparte
É a parte de alguém que, em parte,
Fixa em nós seu eterno estandarte

Indulgência a pagar quando as partes
Trata o amor como um caso à parte
Até que extinto ou em dor se aparte
E por caminhos de dor se repartem
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SENTIMENTOS

Conselhos em sentimentos não se empresta
Pois que toma a decisão, sua alma arresta
E a todos os seus desencantos leva amarrados
Em cordas de lembranças e manchas do passado
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SUFOCAM-ME

As palavras, as quais eu não disse
O medo de romper com a mesmice
Os amores que perdi por crendices
Sonhos mortos sem que os nutrisse

Os que exaltam a asneira e a burrice
Os discursos vazios e as chulices
Os devaneios tomados em perrice
E o desprezo que nós damos à velhice
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EM UMA LAUDA APENAS

Em uma lauda apenas minha dor transcrevo
Registro os meus medos em falar de amor

Em uma lauda há pena, a registrar temores
A tingir de dores, todos os sonhos meus

Em uma lauda há penas de pássaro desnudo
Que por vil descuido, gaivota amou

Em uma lauda há penas, tremendos castigos
Lembranças do exilo que o amor deixou

Em uma lauda há penas que o vento leva
Mas renasce a relva, brota uma nova flor
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LUVAS DE CETIM

Depois de meses na enfermaria
A velha por fim agonizava
Dilacerada em dor, gemia
Porém nada mais ela falava

Não que a sua voz tivesse acabado
Ou que não se lembrasse mais das falas
É que sagradas eram as vozes do passado
E não queria vê-las agora perturbadas

Gemia assim, triste e sozinha,
Não mais clamando a dor da morte
Mas por ver, assim, quão mesquinha
Podia ser a vida em sua sorte

Mãe dedicada de oito filhos
Todos em lágrimas e dor criados
Mas dela há muito, já todos esquecidos
E por seus próprios destinos obcecados

Foi quando por fim ouviu a enfermeira
- Chega-te aqui Senhora, até a cabeceira
Dê a ela a sua mão neste último momento
Será por certo um bálsamo ao sofrimento

Num esforço final, a velha disse com voz turva
Eu quero é a sua mão, por favor, retire a luva
Depois clamou por fim: Esta mão não é Maria
A mão dela, eu lembro, tinha alma, pois eu sentia
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AMOR A LOUCURA

Amo-te loucura minha,

Que a mim liberta, que rompe as correntes.
Que me alucina, mas me faz ser gente

Que não aceita regras, nem se adéqua aos mandos
Que a dor não se entrega, nem aceita os danos

Que não venera o medo, nem os preconceitos
Que só obedece a alma no que lhe é direito

Que não se incomoda se é errada ou certa
Mas nada vê de longe, tudo apalpa e aperta

Que não vê o dolo em conhecer a vida
Nem aos desaforos, ampara ou abriga

Que não conhece cercas para a liberdade
Mas vive livre e plena em sua insanidade

Se alguém a condena, critica e apedreja
Não passa de escravo, a morrer de inveja
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Comentários (2)

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2014-09-07

Obrigado Eusébio, espero vê-lo cheio de inspirações felizes.

2014-09-06

Que bom ler teus poemas meu amigo estive andando por ai a procura de inspiração e voltei cheio de desejos e para começar quiz ler algo novo algo que me encante assim como teus poemas um abraço