Escritas

Lista de Poemas

ZODÍACO


No zodíaco da minha paixão, toda constelação te exalta, todas as estrelas têm teu brilho e todo o meu céu fala de ti. Lá, a escuridão existe apenas para realçar-te as cores e a lua só brilha por refletir os olhos teus. Nele, o meu destino é ser feliz contigo e no equinócio do amor, todos os teus dias serão meus dias e todas as tuas noites as minhas.
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JURAS DE FÉ

Eu pensei que o mundo fosse assim só nosso
Onde eu você não víssemos a mais ninguém
Onde lá não entrasse a dor ou qualquer troço
Que nos roubasse a paz e nosso querer bem

Mas de fato o mal nem sempre vem de fora
Nem sempre pula os muros ou invade ao nosso ser
A malícia incubada, com o tempo cresce e aflora
Estruge em inconseqüência, faz o mundo tremer

Tudo nos jovens são boa fé, vontade e esperança
Ninguém conhece a alguém além da aparência
E desconhece o enjôo quem nunca navegou

Só quem já viu quebrarem-se os laços da confiança
E a estultícia assaz romper os limites da decência
Pode entender por fim quem suas juras abandonou
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EMBARGOS INFRINGENTES

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CICLO DO SOL


Nasce risonho o Sol no alvorecer de teus olhos
E neste doce aconchego não quer se levantar
Espreguiça e retorce pra que o dia não chegue
Da jornada tem medo, por de ti se afastar

Ao meio-dia arde o Sol no ausentar de teus olhos
Em febre de ciúmes faz a terra tremer
Onde andam teus olhos, busca em vão até tarde
Em que nuvens de sonhos foram se esconder?

A tarde embriaga-se o Sol pra esquecer os teus olhos
Que alheios e longínquos não lhe notam o sofrer
Perde a graça seu dia em tão cruel abandono
E em penumbra e tristezas só lhe resta o morrer
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A COR DA PAIXÃO

Tuas cores não as minhas
Nem pensas assim como eu
Mas vejo-te a minha rainha
E eu, súdito do charme seu

Diferença que tanto me encanta
Que me puxa e me atrai para ti
E até a mim mesmo ela espanta
Com um rubor que jamais eu senti

Do nada me brota a esperança
De que minha vida será bem melhor
Quando de ti eu tiver a fiança
De que voar, nunca mais farei só

Segredos conto aos teus ouvidos
Sem medo, reservas ou senão
Em tudo, fazes-me assim dividido
Entre a lógica, o fascínio e a razão
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A SAGA DO SACI

Com uma perna só nasceu
Mas mesmo assim feliz viveu
Até que aos bípedes conheceu
E a confiança em si desapareceu

Vazio e só, já não parando em pé
Buscava veemente a si completar
De perna em perna, olhava com fé
Sua perna gêmea haveria de achar

Por fim, uma linda perna lhe apareceu
Bronzeada ao sol, torneada e esbelta
Por certo era um presente de Zeus
De que jornada vinha não interessa

Caminharam juntas, assumiram a empreita
Até que a estrada íngreme se tornou
Ali a perna destra mostrou não ser direita
E sem aviso prévio a marcha abandonou

Saci, em agonia, vê a ilusão cair por terra
Saudades dos tempos em que saltitava só
Mas dono de seu próprio destino ele era
Maldita a hora em que prendeu-se ao xodó

Revolto e triste, já sem ter mais o quer perder
Enche-se da coragem de quem ainda quer viver
E ignorando a dor que uma incisão lhe causará
Arranca num só golpe a perna e volta a saltitar
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ADMOESTAÇÃO VAZIA


- Não se detenha em admoestar o tolo, por certo terás como retorno apenas a sua ira.

- Muita antes das pombas as cobras já botavam ovos, cuidado com o que você põe para germinar no aconchego do seu ninho.

- Ante a inflexibilidade da estupidez, sorria apenas. Não se tira do gambá a sua nódoa.

- Quem resiste a admoestação dos que o amam busca, sem perceber, ser um escravo daqueles que o invejam.
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EU VI

Eu vi quando a paixão brotou assim do nada
E sem aviso, fez do meu coração morada
Vi como se entregou minh’ alma sem ressalvas
Entorpecida e de forma inconseqüente atordoada

Vi como a paixão cega os olhos da sanidade
Vi como ela transforma cruas mentiras em verdades
Vi como se renova a fé só com base na esperança
E como faz do adulto um sonhador tal qual criança

Vi também como floresce, da dor ervas daninhas
Passada a fantasia, almas voltam a ser mesquinhas
Rudes, cruéis, intrépidas e indomáveis

Vi como a descrença é a sucessora das paixões
Vi como brota o ódio quando sucumbem as ilusões
Em atitudes vis, malignas e deploráveis
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CANÇÃO DAS ORQUÍDEAS

Venha coraçãozinho triste
Lembrar que ainda existe
Alegrias pra ti

Vem ver em minhas cores
O quanto há de amores
Esperando por ti

Veja os pássaros cantando
As flores bailando
Só pra te verem sorrir

Perfumes excitantes
Fantasia de amantes
Pra você imergir

Abandone tuas dores
Pois na beleza das flores
Outro amor vai surgir
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OLHOS VENDADOS

Vendo os meus olhos para que a noite passe
Mergulho nas águas aonde a razão não chega
Levo a minha alma onde as estrelas nascem
Só o cantar do grilo a minha dor festeja

Esqueço o relógio que me rouba o alento
Embriago a alma pra esquecer o tempo
Busco da madrugada, o suspirar da aurora
Que a noite termine, eu não vejo a hora

Olhos fechados, a vida em trevas se esvazia
Sob o desfiar irreverente e cruel da monotonia
Que zombeteira e sarcástica mostra as partes
Sem se importar o quanto gera dor ou arde

Quantas horas duram as noites sombrias
Quando em desencantos o amor esfria?
Cresce o abandono, morre a fantasia
Em mágoa e tristeza se arrastam os dias
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Comentários (2)

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2014-09-07

Obrigado Eusébio, espero vê-lo cheio de inspirações felizes.

2014-09-06

Que bom ler teus poemas meu amigo estive andando por ai a procura de inspiração e voltei cheio de desejos e para começar quiz ler algo novo algo que me encante assim como teus poemas um abraço