Lista de Poemas
NOITE FRIA
Chicoteia-me o tempo, a martelar sentimentos, meu amor não chegou
O café de desejos, com o sabor de seus beijos, moribundo esfriou
O ramalhete de rosas - rubicundas, ditosas, em tristezas murchou
Minha noite se esvazia e em cama rude e mui fria a minha alma chorou
Foi-se o sonho da ventura, só tristeza e amargura arde em meu coração
Nada alegra a minha alma, nenhuma música afaga o morrer da ilusão
Onde buscar um alento, lavar cruéis sentimentos e por fim a aflição?
Se não há curandeiro nem remédio caseiro que me cure a paixão
👁️ 399
APERTE AOS POUCOS SEU AMIGO LOUCO - Enigma 49
ENIGMA 49 – NÚMERO DOIS ALGARISMOS REPETIDOS
– Pense em um número qualquer de dois algarismos repetidos;
– Deste número, subtraia o dobro da soma de seus dígitos;
– Multiplique o resultado por dez e some doze;
– Do resultado, subtraia o número que você pensou;
– Some os dígitos do resultado e diga-me quanto deu.
Conclusão: O número que você pensou foi _____.
Resposta do Enigma:
R é o número que lhe foi informado.
PP é o número que o entrevistado pensou.
Então:
P = 2 x NF(R – 3)
Onde NF é a função noves-fora, ou seja, o resto da divisão por nove, que na prática é a soma dos dígitos de um número até o resultado ser menor que nove. Por exemplo: NF(458) = NF(4 + 5 + 8)= NF(17) = NF(1 + 7) = 8
Exemplos de execuções do jogo:
Resposta: R R – 3 2 x NF (R-3) P PP
18 18 – 3 = 15 2 x NF(15) = 2 x 6 = 12 NF(12) = 3 33
14 14 – 3 = 11 2 x NF(11) = 2 x 2 = 4 NF(4) = 4 44
8 8 – 3 = 5 2 x NF(5) = 2 x 5 = 10 NF(10) = 1 11
Conheça mais de duzentos enigmas e suas soluções no livro:
EUREKA - Quebrando Estigmas de Grandes Enigmas, disponível na Livraria Saraiva, na Livraria Escaris nas redes Submarino, Midas, Livraria Cultura, ShoppingUol e Americanas.com
Detalhes no site http://www.eureka-enigmas.com
👁️ 490
CANÇÃO DO EXÍLIO
Cantarei às flores, ainda que sozinho eu esteja
Exaltarei ao amor, ainda que renegado o veja
Prosseguirei na fé, do início ao fim da peleja
Denunciarei o mal, mesmo em protesto velados
Não me curvarei à dor, mesmo em espinhos assentado
Confiarei no Senhor, mesmo em meus dias nublados
Quiçá, alcance a minha voz a um ouvido
E, sei lá, liberte eu do medo algum cativo
E, quem sabe, resolva fazer coro aqui comigo
👁️ 443
CAÇA AS BRUXAS
Ela busca as cores em um mundo obscuro
Onde as lembranças do nada a fazem delirar
Quer saber que mistérios, razões e perjúrios
Roubaram-lhe as venturas e alegrias de um lar
Não conhece a semente nem a fonte da dor
Ou por que adoece, treme e morre o amor
O porquê que a vida não é um conto de fadas
E por que tantos sonhos se desfazem em nada
Oh não queira saber por que dobram os sinos
Quando se conhece a dor, aí morre o menino
As intrigas do amar é um mistério de humanos
Que abandonam ninhos pra viver desenganos
👁️ 388
ARANHA DA AREIA
Rebolado das cobras e calda de pavão
Aquece suas formas sob o sol da avareza
Sedução de incautos, na lascívia suas presas
É aranha da areia a captar pirilampos
Suga tudo da vítima, deixa só o mulambo
Não possui sentimentos, alma ou coração
Vive de fingimento, o seu deus é o cifrão
Só um monte de pedras, abaixo da volúpia
Silicone e quimeras, mente de prostituta
Se algum filho gerou, já na areia esqueceu
Ou buscando a riqueza, até a esse vendeu
👁️ 403
QUEM CASA QUER CASA
Nubentes são como casas, a paixão de cada um e seus encantos darão as cores ao relacionamento: flores, cortinas, quadros, etc. Todavia, quem sustenta a casa á a sua estrutura. se for de jacarandá, ipê ou outra madeira de lei, durará uma centena de anos. Se esta for de aroeira passará por dezenas de gerações. O problema está na estética, a aroeira não se deixa moldar, é áspera e rude por natureza. Além disso, madeiras de lei são raríssimas.
Um relacionamento livre é como uma casa ventilada, o vento entra e sai pelas janelas, mas com o ele entra também a poeira e a umidade. O reboco suja e os móveis mofam. Se a estrutura é boa, troca-se os adornos, reforma-se a casa e um novo brilho surge no relacionamento, em novas cores, jardins e sonhos. Mas, quando a estrutura é frágil, não haverá reforma, certamente o cupim já comeu as vigas e a casa está condenada.
A estética é reboco e tinta, mas o caráter é a estrutura. Quando os adornos da paixão acabam a estrutura pode manter a casa de pé, em amor, carinho e fé. Todavia, quando o caráter é degenerado, nenhuma reformulação manterá o lar, por mais que tentem.
Nos finais de relacionamentos as estruturas ficam expostas, aí você verá quem era podre, mentiroso, desleal e vil., e passou a vida oculta sob uma paixão de interesses. Mas também é quando se reconhece a qualidade da madeira de lei, e está é adquirida com carinho para a edificação de novo sonho.
👁️ 395
PASSÁRGADA
Pra onde a maldade não chega
Lá onde as nuvens são calmas
Não há contenda ou peleja
Onde não há reino nem posse
Fronteiras ou Tordesilhas
Onde a inveja não tosse
Nem nuvens fazem intrigas
Lá onde o ar não tem dono
Não há IPTU ou laudêmio
Todos desfrutam do sono
Não passam a vida devendo
Lá não se grila o espaço
Cartório não vende escritura
O vento remove aos marcos
Político não vive da chuva
👁️ 494
BANZEIRO
O que tiver de mágoas, que se vá com as águas
O que eu tiver de ruim, que se apague de mim
O que me for pesadelo, que possa esquecê-lo
Que nenhum dos amigos, me seja esquecido
Que as ofensas sofridas, sejam todas esquecidas
O que me for muito pesado, que vire passado
O que for esperança, que me volite à lembrança
O que me for ditoso, que venha de novo
O que for virtude, que vire atitude
O que eu tiver de bom, que me seja por tom
O que for alegria, que encha os meus dias
👁️ 410
DANÇA COMIGO
Em águas claras ou turvas
Quero vê-la sorrir
Dança comigo, não olhes pro tempo
Todos são os momentos
Para estar junto a ti
Dança comigo, não há passos errados
Todo o ritmo é sagrado
Quando está a se amar
Dança comigo, é a vida quem canta
Esta música e outras tantas
Até a noite findar
👁️ 395
FALSA AREIA
Marés baixas ou cheias
Eu prefiro o mar
Pois não esconde sua fúria
E quando mais não me atura
Trata de me expulsar
Detesto o fingimento
A salmoura por por unguento
De quem pensa em me almoçar
👁️ 352
Comentários (2)
Iniciar sessão
ToPostComment
2014-09-07
Obrigado Eusébio, espero vê-lo cheio de inspirações felizes.
2014-09-06
Que bom ler teus poemas meu amigo estive andando por ai a procura de inspiração e voltei cheio de desejos e para começar quiz ler algo novo algo que me encante assim como teus poemas um abraço
Nasci e cresci pobre, mas não tenho vergonha disso. Sofri na pele as injustiças da pobreza, mas mesmo assim vivi feliz pois não conhecia a sua verdadeira fonte. Saudei heróis forjados na podridão, mas vestidos no linho fino do engodo e da publicidade paga. Sobrevivi milagrosamente à miséria por puro lampejo da graça divina.
Sonhei com um mundo livre e justo. Acreditei que as oportunidades eram uma questão de esforço e que o sucesso só dependia da capacidade e do desprendimento. Pensei que os homens bons transformariam o mundo e que as injustiças seriam aniquiladas pela educação e a sensatez
Infelizmente, a maturidade revelou-me que os pobres são mais pobres de espírito que de oportunidades. Que os ricos, pra se fazerem ricos, já venderam a alma. Que as oportunidades não surgem, são compradas às escuras. Que a decência, quase sempre, sucumbe à propina e ao favorecimento. Que os idealistas se vendem ao poder. Que os justos não subsistem no trono. Que a caridade quase sempre não é cega. Que a violência e a miséria são orquestradas do trono. Que a abnegação tem a infâmia como troco. Que as pessoas amam mais imundícia que a dignidade. Que os insanos são mais aplaudidos que os sensatos. Que a morte é triste, mas sem ela os homens seriam eternos escravos de seus páreos.
Hoje eu luto, não mais para reformar o mundo, mas para não ser sucumbido por ele. Sofro para provar que nem toda dignidade está à venda. Combato a indecência e imoralidade, mesmo sabendo que perderei a batalha. Quero morrer com orgulho, não de ter vencido a guerra, mas de ter lutado sempre em defesa do que é correto. Não quero ser lembrado por ter mudado o mundo, mas apenas por não ter feito coro com aqueles que o tornam fétido.
Algum dia, espero que ainda longe, esta será apenas mais uma página esquecida e provavelmente apagada por falta de manutenção ou custeio. Todavia, antes que este dia chegue, quero fazer transbordar nela as inquietudes da minha alma; fazer soar os clarins da vida, sem ter a presunção de ser o dono da verdade, mas convicto de que proclamei meus erros como alerta aos jovens e chamei à reflexão os pensadores em busca de uma vida mais digna e próspera para as gerações vindouras.
Sonhei com um mundo livre e justo. Acreditei que as oportunidades eram uma questão de esforço e que o sucesso só dependia da capacidade e do desprendimento. Pensei que os homens bons transformariam o mundo e que as injustiças seriam aniquiladas pela educação e a sensatez
Infelizmente, a maturidade revelou-me que os pobres são mais pobres de espírito que de oportunidades. Que os ricos, pra se fazerem ricos, já venderam a alma. Que as oportunidades não surgem, são compradas às escuras. Que a decência, quase sempre, sucumbe à propina e ao favorecimento. Que os idealistas se vendem ao poder. Que os justos não subsistem no trono. Que a caridade quase sempre não é cega. Que a violência e a miséria são orquestradas do trono. Que a abnegação tem a infâmia como troco. Que as pessoas amam mais imundícia que a dignidade. Que os insanos são mais aplaudidos que os sensatos. Que a morte é triste, mas sem ela os homens seriam eternos escravos de seus páreos.
Hoje eu luto, não mais para reformar o mundo, mas para não ser sucumbido por ele. Sofro para provar que nem toda dignidade está à venda. Combato a indecência e imoralidade, mesmo sabendo que perderei a batalha. Quero morrer com orgulho, não de ter vencido a guerra, mas de ter lutado sempre em defesa do que é correto. Não quero ser lembrado por ter mudado o mundo, mas apenas por não ter feito coro com aqueles que o tornam fétido.
Algum dia, espero que ainda longe, esta será apenas mais uma página esquecida e provavelmente apagada por falta de manutenção ou custeio. Todavia, antes que este dia chegue, quero fazer transbordar nela as inquietudes da minha alma; fazer soar os clarins da vida, sem ter a presunção de ser o dono da verdade, mas convicto de que proclamei meus erros como alerta aos jovens e chamei à reflexão os pensadores em busca de uma vida mais digna e próspera para as gerações vindouras.
Português
English
Español